1º Sucessor: Juarez da Gama Batista (1927-1981)
Ocupação: Professor
Eleito: 30/06/1967
Posse: 18/06/1968
Saudação: José Américo de Almeida
JUAREZ DA GAMA BATISTA: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, no dia 04 de fevereiro de 1927, e faleceu na mesma praça capixaba no dia 11 de fevereiro de 1981. Era filho de Artur Batista e de D. Zaida da Gama Batista. Foi casado com a advogada Lygia Vasconcelos Batista, união da qual nasceram sete filhos: Constance, Madalena, Caio César, Christine, Adelina Stela, Mário e Thaís.
Realizou sua formação inicial na capital paraibana, frequentando as salas de aula do Colégio Diocesano Pio X e do tradicional Lyceu Paraibano. Voltando-se para o campo do Direito, ingressou na Faculdade de Direito do Recife, pela qual bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1951. Logo após a colação de grau, naquele mesmo ano, assumiu a direção do jornal oficial A União, cargo para o qual foi indicado pelo governador José Américo de Almeida, de quem era amigo pessoal e a quem devotava profunda e mútua afeição. Sua brilhante trajetória na imprensa escrita estadual consolidou-se ao assumir a direção do jornal Correio da Paraíba, em 1957, e ao tornar-se diretor-proprietário do periódico A Notícia, no ano de 1960.
Intelectual de primeira grandeza e humanista de raras virtudes, Juarez Batista consagrou-se, acima de tudo, como um mestre e crítico literário rigoroso, merecendo do próprio mestre José Américo de Almeida o célebre e definitivo elogio: ”Nasceu para as letras, vive para as letras, sonha com as letras”. No ano de 1961, passou a integrar o corpo docente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) como Professor Titular de Literatura Brasileira. Na alta administração acadêmica, imprimiu sua competência técnico-pedagógica ao exercer as funções de Diretor do Departamento Cultural da UFPB e de Chefe do Departamento de Linguística e Literatura Luso-Brasileira do antigo Instituto Central de Letras (ICL) da referida universidade.
Dono de uma prosa ensaística dotada de invulgar densidade analítica e fino trato estilístico, teve seu valor literário reconhecido pelas mais importantes corporações culturais do país. Sua consagração crítica deu-se com o ensaio O Real como Ficção em Euclides da Cunha, obra monumental laureada com o prestigiado Prêmio Euclides da Cunha e com o Prêmio Olívio Montenegro, este último concedido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recebeu ainda o Prêmio José Américo de Almeida (outorgado pela UFPB em 1967), o Prêmio de Cultura (conferido pelo Governo do Estado da Paraíba em 1976), além de láureas em Pernambuco e no Rio de Janeiro, a exemplo do Prêmio Geraldo Andrade (Academia Pernambucana de Letras, 1973) e do cobiçado Prêmio José Veríssimo, outorgado em 1973 pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Foi agraciado também com o título de “Honra ao Mérito” pelo Conselho Estadual de Cultura da Paraíba e recebeu Menção Honrosa da Secretaria de Cultura do antigo Estado da Guanabara.
Legou uma vasta, erudita e fundamental produção bibliográfica, dispersa em centenas de ensaios analíticos, crônicas jornalísticas, discursos, conferências e prefácios de profundo valor estético para a historiografia literária do Nordeste.
Em justo reconhecimento ao seu indiscutível mérito humanístico, à sua dedicação ao magistério e à sua fulgurante inteligência crítica, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 18 de junho de 1968, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio de um memorável e histórico discurso de recepção e saudação proferido pelo próprio escritor e confrade José Américo de Almeida. Na liderança do sodalício, foi eleito no ano de 1978 para o cargo de Vice-Presidente da entidade, dividindo a mesa diretora com o eminente professor e Presidente Afonso Pereira da Silva, prestando inestimáveis serviços à salvaguarda da memória literária paraibana até os seus últimos dias de vida.