Nº 18 – (FUNDADOR) MAURO LUNA
CADEIRA Nº 18 FUNDADOR: MAURO DA CUNHA LUNA Patrono: Irineu Ceciliano Pereira Jóffily (1843-1902) Fundador: Mauro da Cunha Lima (1897-1943) 1º Sucessor: Epaminondas Câmara (1900-1958) 2º Sucessor: Cláudio Santa Cruz Costa (1919-2005) 3º Sucessor: Luiz Hugo Guimarães (1925-2009) 4º Sucessor: Francisco de Sales Gaudêncio (atual ocupante) Fundador: Mauro da Cunha Lima (1897-1943) Ocupação: Professor Eleito: 31/10/1942 Posse: 10/03/1943 Saudação: Pe. Mathias Freire BIOGRAFIA MAURO DA CUNHA LUNA: Nasceu na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba, em 27 de julho de 1897, e faleceu no dia 23 de novembro de 1943. Era filho do casal Baltazar Gomes Pereira Luna e de D. Maria Santana da Cunha. Foi casado com D. Augusta de Almeida Luna, união da qual nasceram doze filhos. Estudou no tradicional Colégio São José, sob a direção do renomado professor Clementino Procópio, onde recebeu suas primeiras letras e noções fundamentais de humanidades. Demonstrando forte vocação para o magistério e o desenvolvimento cultural de sua terra natal, fundou, em 1921, o Colégio Olavo Bilac, instituição de ensino que dirigiu e manteve em pleno funcionamento até o ano de 1932. Posteriormente, atuou também como professor nos colégios Pio XI e Imaculada Conceição. Para além da atividade docente, trabalhou como guarda-livros em importantes firmas comerciais da cidade, ocupação que conciliava com a função pública de diretor da Biblioteca Pública de Campina Grande. Sua trajetória intelectual confunde-se com a história da imprensa e da literatura borboremana. Ingressou no jornalismo bastante jovem, aos quinze anos de idade, atuando como redator dos periódicos A Voz da Borborema e A Razão, além de colaborar assiduamente com os demais órgãos de imprensa da região. Contudo, foi a sua refinada produção poética que o imortalizou no cenário literário paraibano. Em 1924, reuniu parte de suas composições líricas no livro Horas de enlevo, que se consolidou como a sua única obra publicada em formato de livro em vida. O volume foi amplamente celebrado pela crítica da época, recebendo referências altamente elogiosas de alguns dos mais expressivos nomes da literatura nacional, a exemplo de José Américo de Almeida, João Ribeiro, Afonso Celso e Raul Machado. Em reconhecimento ao valor de sua obra, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Em virtude do grave estado de saúde em que se encontrava, que o impossibilitava de deslocar-se de Campina Grande até a capital do Estado, foi empossado solenemente por procuração no dia 10 de março de 1943, ocasião em que escolheu o cônego Padre Mathias Freire para representá-lo no ato de investidura acadêmica. PUBLICAÇÕES Horas de enlevo
Nº 18 – (PATRONO) IRINEU JOFFILY
IRINEU Ceciliano Pereira JOFFILY : Nasceu no dia 15 de dezembro de 1843, na Fazenda Lajedo, município de Pocinhos, Estado da Paraíba e faleceu em 08 de fevereiro de 1902; filho de José Luís Pereira da Costa e D. Isabel Americana de Barros. Casado com D. Raquel Torres Brasil. Iniciou os estudos em Cajazeiras, com o Pe. Rolim; fez o curso secundário no Recife, onde, também, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela tradicional Escola daquela cidade. Fundou o jornal O Acadêmico Parahybano, iniciando a publicação de uma série de minibiografias sob o título de Parahybanos de 1817. Já formado, voltou à Paraíba sendo nomeado promotor público de São João do Cariri e Juiz de Campina Grande. De família abastada, teve o privilégio de poder dedicar-se à pesquisa, viajando e visitando os centros mais desenvolvidos, estudando e colhendo subsídios para os seus trabalhos. Aperfeiçoou-se nas Ciências Jurídicas, na História, Geografia e Paleontologia e tornou-se um grande historiador. Enveredando na política partidária, elegeu-se vereador em Campina Grande e Deputado Provincial em várias legislaturas. Em 1888, fundou o jornal A Gazeta do Sertão, em Campina Grande, que pregava o Regime Republicano, tendo sido, o jornal, empastelado em 1891. Irineu Joffily responsabilizou o Governador Venâncio Neiva por este ato de revanchismo. Foi, ainda, redator de O Brasil, do Rio de Janeiro; do Jornal do Comércio e de A União; usava sempre o pseudônimo de Índio Cariri. Era sócio-correspondente do Instituto Histórico e Arqueológico Pernambucano e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; morreu vitimado pelo mal de Hansen. Escreveu: Notas sobre a Parahyba, 1872; Sinopses e sesmarias, 1894. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CÂMARA, Epaminondas.Do cientista Irineu Joffily ao poeta Mauro Luna. In: Revista da APL, nº02. João Pessoa; 1947. JOFFILY, José. Entre a Monarquia e a República. Rio de Janeiro:Kosmos, 1982.
Nº 17 – (1º SUCESSOR) JOACIL DE BRITO PEREIRA
CADEIRA Nº 17 1º SUCESSOR: JOACIL DE BRITO PEREIRA Patrono: Antônio Alfredo da Gama e Mello Fundador: Antônio de Aguiar Bôtto Menezes 1º Sucessor: Joacil de Brito Pereira 2º Sucessor: Marcos Cavalcanti de Albuquerque (atual ocupante) 1º Sucessor: Joacil de Britto Pereira (1932-2012) Ocupação: Advogado, professor, escritor e político (Deputado Estadual) Eleito: 08/05/1971 Posse: 15/12/1972 Saudação: Juarez da Gama Batista BIOGRAFIA JOACIL DE BRITO PEREIRA: Nasceu no dia 13 de fevereiro de 1923, na cidade de Caicó, Estado do Rio Grande do Norte, e faleceu em João Pessoa, no dia 27 de agosto de 2012. Era filho de Francisco Clementino Pereira e de D. Isabel de Brito Pereira. Foi casado com D. Neli Santiago Pereira, união da qual nasceram oito filhos: Isabel Cristina, Eitel, Joacil, Augusto Sérgio, Amneres, Francisco José, Nely e Rodrigo. No início da década de 1930, sua família deixou o Rio Grande do Norte para estabelecer-se na capital da Paraíba. Em João Pessoa, realizou o curso primário no Colégio José Bonifácio e iniciou o ginasial no Lyceu Paraibano, prosseguindo os estudos em Garanhuns (PE). De volta à capital paraibana, concluiu o ensino secundário no Lyceu, onde demonstrou forte inclinação cultural ao fundar, com alguns colegas, o Teatro do Estudante, destacando-se como diretor e ator na peça Se o Anacleto falasse, entre outras produções. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife em 1950, integrando a célebre “Turma do Meio Século”, da qual foi o orador oficial. Por seus méritos acadêmicos, foi contemplado com uma viagem de estudos por cinco países da Europa. Especializou-se em diversos ramos jurídicos, tais como Direito Público, Constitucional, Eleitoral, Administrativo, Fiscal e Penal, além de Finanças Públicas e Direito Judiciário Civil. Na administração pública e no cenário jurídico estadual, exerceu relevantes funções, entre as quais: Secretário do Conselho Penitenciário, Redator de Anais e Debates da Assembleia Legislativa, Juiz do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba, além de Secretário de Governo e Chefe da Casa Civil durante a gestão do governador Flávio Ribeiro Coutinho. No magistério superior, destacou-se como professor-fundador da Escola de Engenharia da Paraíba, lecionando a disciplina de Ciência das Finanças. Foi também docente na Faculdade de Ciências Econômicas e na Faculdade de Direito da UFPB. Iniciando-se na política partidária, elegeu-se Deputado Estadual por duas legislaturas pela União Democrática Nacional (UDN). Posteriormente, em 1978, elegeu-se Deputado Federal pela ARENA, sendo reeleito para um segundo mandato (1983–1987) na bancada do PDS. Na Câmara Federal, integrou a Comissão Interpartidária da Nova Constituinte, exercendo a vice-presidência do colegiado no biênio de 1985 a 1986. Após afastar-se da vida pública, retornou integralmente ao magistério, função na qual veio a se aposentar. No âmbito das instituições culturais, foi membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), agremiação que presidiu por dois mandatos consecutivos, e integrou o Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica (IPGH). Ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 15 de dezembro de 1972, sendo recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Juarez Batista. Na APL, exerceu marcante atuação administrativa: elegeu-se presidente da instituição pela primeira vez para um mandato de três anos e, anos mais tarde, retornou ao cargo por via eletiva. Em suas gestões, viabilizou recursos fundamentais para a conclusão da restauração histórica da sede da Academia, a climatização de seu auditório e a completa recuperação do acervo bibliográfico da Biblioteca Álvaro de Carvalho. Ao longo de sua trajetória, participou de congressos internacionais de Direito no México e na Inglaterra, sendo agraciado com inúmeras medalhas, diplomas e distinções honoríficas, destacando-se a Legião do Mérito Presidente Antônio Carlos (no grau de Grande Oficial), conferida pelo Ministério da Educação, e o grau de Grande Oficial da Ordem do Ipiranga, outorgado pelo Governo do Estado de São Paulo em dezembro de 1981. Foi também detentor dos títulos de Cidadão Honorário dos municípios de João Pessoa, Bayeux, Alagoinha, Teixeira e Guarabira. PUBLICAÇÕES O Estado membro pode fiscalizar a administração financeira do município O Estado membro tem a competência para instituir o impeachment Da conveniência da doação do sistema parlamentar de governo O sufrágio universal O homem público Afonso Campos Idealismo e realismo na obra de Maquiavel Novais Junior – apóstolo da justiça e da caridade O gentil homem do Sabugy Um estadista do império e da república A sedição dos cruéis Uma vocação política De mestre Escola a presidente Um título de cidadão O voto distrital Primeiro ano no parlamento A pena de morte Segundo ano no parlamento Minha luta no parlamento Argemiro de Figueiredo – a oratória do seu tempo José Américo de Almeida: a saga de uma vida O Lume da palavra A vida e o tempo Volume I A vida e o tempo Volume II A vida e o tempo Volume III Odon Bezerra Cavalcanti: homem de lutas e de letras Civismo e ação pública Olga Benário Mulheres Símbolos Vitalidade de Paixão Um homem e seu destino
Nº 17 – (FUNDADOR) ANTÔNIO DE AGUIAR BÔTTO DE MENEZES

CADEIRA Nº 17 FUNDADOR: ANTÔNIO DE AGUIAR BÔTTO DE MENEZES Patrono: Antônio Alfredo da Gama e Mello Fundador: Antônio de Aguiar Bôtto Menezes 1º Sucessor: Joacil de Brito Pereira 2º Sucessor: Marcos Cavalcanti de Albuquerque (atual ocupante) Fundador: Antônio de Aguiar Bôtto Menezes Ocupação: Professor, procurador e advogado Eleito: 04/11/1950 Posse: 17/04/1952 Saudação: Osias Gomes BIOGRAFIA ANTÔNIO DE AGUIAR BÔTTO MENEZES: Nasceu na capital do Estado da Paraíba, no ano de 1887, e faleceu em 08 de março de 1971. Era filho do Desembargador Gonçalo de Aguiar Bôtto de Menezes e de D. Maria da Piedade Bôtto de Menezes. Realizou os seus exames preparatórios no Lyceu Paraibano e bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife. Ingressou na imprensa paraibana por meio do jornal oficial A União, à época sob a direção do escritor Carlos Dias Fernandes. Na instituição, iniciou sua trajetória como revisor, passou a repórter e, posteriormente, a redator. Mais tarde, fundou o seu próprio periódico, O Combate, que contou com a colaboração do destacado jornalista Samuel Duarte na redação. Demonstrando forte vocação para a vida pública e partidária, elegeu-se Deputado Federal e, em 1933, fundou o Partido Libertador na Paraíba, em parceria com Osias Gomes. Sob sua liderança, a legenda obteve expressivo êxito eleitoral, conquistando a maioria das vagas na bancada de vereadores da capital. Ao longo de sua carreira, exerceu inúmeros e relevantes cargos na administração pública e no meio jurídico, tais como: Secretário da Prefeitura de João Pessoa; Professor de Legislação do Curso de Agrimensura no Lyceu Paraibano; Procurador dos Feitos da Fazenda Estadual; Membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados; Presidente do Conselho Superior do Departamento Administrativo do Estado; Procurador Judicial do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB); Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (Seção Paraíba); além de ter assumido as Pastas de Secretário de Educação e de Secretário do Interior e Segurança Pública do Estado. No âmbito das instituições culturais, foi membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Tomou posse na Academia Paraibana de Letras no dia 17 de abril de 1952, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Osias Gomes. Após sua aposentadoria das funções públicas, transferiu residência para o Rio de Janeiro, sem jamais esquecer, contudo, o ambiente bucólico do bairro de Mandacaru, em João Pessoa, onde viveu os anos de sua infância. PUBLICAÇÕES Minha Terra Meu Pai O canto do cisne
Nº 17 – (PATRONO) ANTÔNIO ALFREDO DA GAMA E MELO
Antônio Alfredo da GAMA E MELLO : Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 1º de outubro de 1849, onde também faleceu, em 12 de abril de 1908; filho de Severino Antônio da Gama e Mello , professor de Latim, e de D. Alexandrina d’Ávila e Mello. Fez os estudos fundamentais em escolas particulares da capital e o secundário no Lyceu Paraibano, bacharelando-se em Direito pela Escola do Recife, em 1873, tendo sido contemporâneo de Castro Alves, Cardoso Vieira e Tobias Barreto . Influenciado pelas idéias de Tobias Barreto, líder dos estudantes, Gama e Mello sonhava com uma transformação política e social, ansiando por um Brasil, mentalmente, mais evoluído. Tornou-se um grande filósofo, destacando-se na oratória, sendo comparado ao Grande Cícero; foi. fundador de A República, jornal dissidente que pregava o sentimento de justiça e de igualdade dos cidadãos. Herdou do pai a vocação para as línguas clássicas, substituindo-o, através de concurso, na cadeira de Latim do Lyceu, onde , também, lecionava Retórica, chegando a diretor do estabelecimento. Enveredou na política partidária, elegendo-se Deputado Provincial e Senador da República pela Paraíba. Em 22 de outubro de 1896, assumiu o Governo do Estado, permanecendo no cargo até o ano de 1900. Morreu em plena luta pelos direitos republicanos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS : CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba.Rio de Janeiro: Imp. Nacional, 1955. MELLO. José Octávio de Arruda. Capítulos de História da Paraíba.Campina Grande: GRAFSET, 1987. MENEZES, Antônio Bôtto de. Discurso de posse, In; Revista da APL, nº 06, João Pessoa: 1955. SILVA, Demócrito de Castro e. O centenário de Gama e Mello, In: Revista da APL, nº o6, João Pessoa: 1955.
Nº 16 – (FUNDADOR) DEUSDEDIT DE VASCONCELOS LEITÃO

CADEIRA Nº 16 FUNDADOR: DEUSDEDIT DE VASCONCELOS LEITÃO Patrono: Francisco Antônio Carneiro da Cunha (1845-1897) Fundador: Deusdedit de Vasconcelos Leitão (1921-2010) 1º Sucessor: Alexandre Costa de Luna Freire (atual ocupante) Fundador: Deusdedit de Vasconcelos Leitão (1921-2010) Ocupação: Professor, escritor, jornalista e historiador Eleito: 06/05/1978 Posse: 07/12/1978 Saudação: Humberto Carneiro Nóbrega BIOGRAFIA DEUSDEDIT DE VASCONCELOS LEITÃO: Nasceu na cidade de Cajazeiras, Estado da Paraíba, em 07 de maio de 1921, e faleceu em João Pessoa, no dia 26 de dezembro de 2010. Era filho do casal Eliziário Gomes Leitão e de D. Maria Madalena de Vasconcelos Leitão. Casou-se, na cidade de Patos, com D. Maria José César de Vasconcelos Leitão, união da qual nasceram oito filhos: Rui, Rita de Cássia, Maria de Fátima, Elza Helena, Nísia Magda, Eliziário, Wilson e Wilton. Realizou os estudos primários em escolas das cidades de Boqueirão de Parelhas, no Rio Grande do Norte, e de Floriano Peixoto e Missão Velha, no Ceará. Em sua terra natal, estudou no tradicional Colégio Padre Rolim e no Instituto São Luiz. Não teve formação acadêmica tradicional, o que não o impediu de exercer uma trajetória de destaque nas esferas educacional e cultural do estado. Em 1939, aos 18 anos, ingressou no serviço público como funcionário do Departamento de Classificação de Produtos Agropecuários. Ao longo de sua carreira administrativa, assumiu funções de grande relevância, tais como: Diretor do Museu da Imagem e do Som da Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Secretário-Geral do Conselho Estadual de Educação; Secretário da Comissão Central do Concurso de Habilitação da UFPB; Secretário Interino das pastas da Educação e Cultura e das Finanças do Governo do Estado; além de Subchefe e Secretário-Chefe do Gabinete Civil do governador Ivan Bichara, e membro titular do Conselho Estadual de Cultura. No magistério, atuou como professor de História na antiga Escola Normal São José, em Sousa, lecionando também na Escola Técnica Monsenhor Constantino Vieira e no Seminário Nossa Senhora da Assunção, em Cajazeiras. Consolidou-se como jornalista, escritor, pesquisador e historiador de vasto mérito documental. Atuou como correspondente dos jornais O Norte e Correio da Paraíba, de João Pessoa; do Diário da Borborema, de Campina Grande; e do Diário de Pernambuco, do Recife. No Sertão paraibano, foi um importante pioneiro da imprensa regional: fundou o periódico A Sombra, o primeiro a circular no antigo município de Antenor Navarro (atual São João do Rio do Peixe), e, em Sousa, fundou o jornal cultural Letras do Sertão. No âmbito das instituições de pesquisa, foi membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica (IPGH). Ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras no dia 07 de dezembro de 1978, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Humberto Nóbrega. PUBLICAÇÕES Mossoró e o sertão paraibano A família Sá no município de Souza Presença da Paraíba na bibliografia de Coriolano de Medeiros Brejo do Cruz Santa Luzia-aspectos históricos Bacharéis paraibanos pela Faculdade de Olinda. 1832-1853 História do Tribunal de Justiça da Paraíba Os Gomes Leitão-Ramos de Lavras, Crato e Cajazeiras São José de Piranhas-notas para a sua história O ensino público na Paraíba-síntese histórica da Secretaria de Educação Cadeira número dezessete Vingt-Un e a história municipal, Coleção Mossoroense A Fundação Guimarães Duque e a bibliografia do semi-árido Inventário do tempo-memórias
Nº 16 – (PATRONO) FRANCISCO ANTONIO CARNEIRO DA CUNHA
FRANCISCO ANTÔNIO CARNEIRO DA CUNHA: Nasceu na Paraíba, em 13 de junho de1845 e faleceu no Rio de Janeiro em 20 de novembro de 1897, deixando viúva a poetisa Ambrosina Magalhães Carneiro da Cunha. Era filho do farmacêutico Antônio Tomaz Carneiro da Cunha Sênior e de D. Adelaide de Assis Barros. O casal não deixou descendentes. Fez o curso primário na capital do Estado e os preparatórios no Ginásio Pernambucano, em Recife. Ingressou na carreira militar aos 15 anos de idade, sendo logo promovido a Alferes e, em seguida, a Cadete. No Rio de Janeiro, fez curso de Engenharia Militar, diplomando-se em Engenheiro Geográfico e Engenheiro Civil; bacharelou-se em Ciências Físicas e Naturais e em Matemática. Participou da Guerra do Paraguai e, por serviços prestados foi promovido a tenente e a ajudante do Batalhão de Engenheiros que operavam contra o Paraguai. Quando se dirigia, em companhia do Coronel Vilagran Cabrita, à Ilha da Redenção, que ficava entre o Passo da Pátria e Itapuru, no Rio Paraná, a embarcação que os conduzia foi atingida por um intenso bombardeio, perdendo a vida o Coronel Cabrita , tendo Carneiro da Cunha saindo gravemente ferido, em 10 de abril de 1866. Depois de um longo tratamento, restabeleceu-se, ficando, porém, com algumas seqüelas, inclusive, a perda do olfato, tendo sido, em 1871, reformado por incapacidade física, recebendo honras de major. Dedicou-se ao magistério civil e militar., lecionando, através de concurso, nas Escolas Militar e Politécnica; assumiu as cadeiras de Mineralogia, Geologia, Paleontologia, Química Analítica, Física Industrial e Física Experimental. Era Coronel Honorário do Exército, Cavaleiro da Rosa de Cristo e condecorado com a Medalha da Campanha do Paraguai. Tocava piano e clarineta ; compunha sonetos, muitos , dedicados à esposa. Publicou: Os heróis paraibanos na guerra do Paraguai; Notas sobre termoquímica; História da descoberta dos metais (tese de concurso); Eletricidade estática; Eletricidade atmosférica; Estudo comparado das máquinas elétricas (tese de concurso); Memórias sobre Instituições e Organizações Militares; Pano militar; Doutrinas químicas. Trabalhos inéditos: Unidade de Física; Episódio da Guerra do Paraguai; Projeto de Criação do estado do Equador; Poesias. REFEERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol, II, Parahybanos ilustres, Rio de Janeiro: 1914. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Imp. Nacional, Rio de Janeiro: 1955. SÁ, Eduardo de. Paraibanos ilustres, I In: Revista do IHGP, nº 02, 1910.
Nº 15 – (1º SUCESSOR) MIGUEL JANSEN FILHO
CADEIRA Nº 15 1º SUCESSOR: JANSEN FILHO Patrono: Eugênio Toscano de Brito (1850-1903) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) 3º Sucessor: Francisco Pereira da Silva Junior 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) Ocupação: Poeta e advogado Eleito: 02/03/1984 Posse: 10/08/1984 Saudação: Joacil Brito Pereira BIOGRAFIA JANSEN FILHO (Jansen de Paiva Pinto Filho) nasceu no dia 1º de maio de 1925, na cidade de Monteiro, Estado da Paraíba, e faleceu em São Paulo, no dia 18 de julho de 1994. Era filho de Miguel Jansen de Paiva Pinto e de D. Maria Virgem de Paiva Pinto. Iniciou o curso primário em sua cidade natal, no Grupo Escolar Miguel Santa Cruz, e concluiu-o no Colégio Olegário Barros, em Taubaté (SP), município onde também realizou os estudos secundários. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), de São Paulo. Em 1980, diplomou-se pela Escola Superior de Guerra (ESG), integrando a Turma Ruy Barbosa, da qual foi o orador oficial. A partir de 1943, exerceu diversos cargos públicos e funções administrativas de relevo, entre as quais se destacam: Encarregado da Estação de Meteorologia da cidade de Monteiro; Fiscal da Comissão de Abastecimento da cidade de Campina Grande; Diretor de Divisão da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo do Estado de São Paulo; e Adido ao Gabinete do Superintendente Regional do IAPAS no Estado de São Paulo. No campo da comunicação, atuou em Minas Gerais como produtor da Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte. Jansen Filho começou a compor versos ainda na infância, em Monteiro, fortemente influenciado pela forte presença de violeiros e repentistas que frequentavam as feiras livres do interior paraibano. Ao deixar o Sertão, estabeleceu-se no Rio de Janeiro, onde, à semelhança de um trovador medieval, era frequentemente convidado a declamar suas poesias nos salões e residências da sociedade carioca, sendo amplamente aplaudido por sua verve literária. Ao longo de sua trajetória poética e intelectual, recebeu inúmeras distinções, incluindo o título de Cidadão Honorário da cidade de São José dos Campos (SP); o de Membro Benemérito da Academia de Letras da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie; o Troféu da Academia Paraibana de Poesia, de João Pessoa; e a nomeação como membro da Academia Joseense de Letras. Em sua terra natal, foi homenageado com a criação do Grêmio Literário Jansen Filho no tradicional Lyceu Paraibano, entre outros importantes títulos e honrarias que coroaram sua produção literária. PUBLICAÇÕES Auroras e crepúsculos A coruja do meubairro Céus da minha aldeia Canções de Marizete Negros que os meusolhos não viram Procissão de sombras Poesias escolhidas Folhas que o tempo levou Poemas de Jansen Filho Guitarra partida Poemas a meu pai Rua sem nome Mulheres perdidas Obrascompletas Pétalas caídas Um sonho em cada canteiro Monteiro da minha infância Alvorada brasileira Caravana de estrelas Mistura de vozes Pedaços de mim mesmo Quando a saudade se transforma em lágrima Uma vida vivida em poesia Vultos da Academia
Nº 15 – (FUNDADOR) CELSO MARQUES MARIZ
CADEIRA Nº 15 FUNDADOR: CELSO MARQUES MARIZ Patrono: Eugênio Toscano de Brito (1850-1903) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) 3º Sucessor: Francisco Pereira da Silva Junior 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) Ocupação: Jornalista Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA CELSO MARQUES MARIZ nasceu no sítio Escadinha, município de Sousa, Estado da Paraíba, em 17 de dezembro de 1885, e faleceu em João Pessoa, no dia 03 de novembro de 1982. Foi casado com D. Santina Henriques de SáEra filho do Dr. Manuel Maria Marques Mariz e de D. Adelina de Aragão Mariz. Tendo ficado órfão de pai aos três anos de idade, foi criado por seu padrinho, o Dr. Félix Joaquim Daltro Cavalcanti, então Juiz Municipal de Piancó. Passou a residir em Taperoá, onde frequentou a escola do professor Minervino Cavalcanti, matriculando-se, posteriormente, como aluno ouvinte no Seminário Diocesano da Paraíba, na capital do Estado. Iniciou sua trajetória jornalística como redator do periódico O Comércio, ao lado de Arthur Achiles, e como colaborador assíduu do jornal A União. Atraído pela exuberância da região amazônica, viajou para o Norte do país, onde visitou Belém e Manaus. Retornou à Paraíba em 1907, passando a integrar a equipe do jornal O Norte, fundado pelos irmãos Orris e Oscar Soares, instituição da qual assumiu a gerência por determinado período. Nessa função, viajou por diversos municípios paraibanos, oportunidade em que coletou dados históricos e geográficos fundamentais que, mais tarde, serviram de subsídio para a elaboração de seus livros. Nomeado professor público com exercício em Catolé do Rocha, onde casou-se com D. Santina Henriques de Sá. Ao longo de sua vida pública, Celso Mariz exerceu relevantes funções administrativas e políticas, tais como: Inspetor Regional de Ensino; Conselheiro Municipal em Taperoá; Diretor da Secretaria da Assembleia Legislativa no período de 1914 a 1930; Deputado Estadual entre 1924 e 1928; Diretor do jornal oficial A União; e Secretário de Governo durante a administração de Argemiro de Figueiredo. No campo da imprensa engajada, fundou em 1915 o jornal A Notícia, periódico que representava o pensamento dos “Jovens Turcos”, grupo intelectual que pretendia firmar-se como a vanguarda do movimento epitacista na Paraíba. No âmbito cultural, foi membro expressivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), instituição que presidiu por um mandato, integrou o Conselho Estadual de Cultura e figurou como um dos sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras. PUBLICAÇÕES Através do sertão Apanhados históricos da Parahyba Evolução econômica da Paraíba Ibiapina, um apóstolo do nordeste Carlos Dias Fernandes Cidades e homens Areia e a rebelião de 1948 Memória da Assembleia Legislativa Pilões, antes e depois do termo Notícia históricade Catolé do Rocha Figuras e fatos
Nº 15 – (PATRONO) EUGÊNIO TOSCANO
EUGÊNIO TOSCANO de Brito: Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 10 de outubro de 1850 e faleceu no dia 31 de janeiro de 1903; filho do Comendador Felizardo Toscano de Brito e D. Eugênia Accioli Toscano de Brito. Casado com D. Josefina Roy Toscano de Brito. Fez o curso primário e os preparatórios na Parahyba, capital do Estado, seguindo, depois, para o Rio de Janeiro, onde se diplomou em Medicina, no ano de 1879, defendendo tese sobre o beribéri, voltando a residir na Paraíba, dedicou-se à medicina, ao magistério e ao jornalismo.Foi nomeado Inspetor da Saúde Pública e do Porto; exerceu as funções de Vacinador Provincial, Diretor do Serviço Médico da Santa Casa de Misericórdia, Cirurgião-Mor da Província; Médico Legista da Polícia da Estrada de Ferro Conde D’Eu. Era sócio correspondente da Sociedade de Medicina Cirúrgica do Rio de Janeiro; Professor de Trigonometria, Pedagogia, Ciências Físicas e Naturais, Geografia , Álgebra, Biologia e História Natural. Foi, também, Diretor da Instrução Pública, Diretor da Escola Normal e do Lyceu. Fundador de A Gazeta da Paraíba, jornal que, sob a sua orientação, passou a ter uma imagem mais moderna, inovando a linha editorial que passou a ser mais independente, abordando temas polêmicos, revolucionando toda a técnica conservadora da época, o que não agradou aos chefes políticos que preferiam o regime antigo, a orientação oficial. A Gazeta estava no apogeu, quando foi proclamada a República. Nas Revistas do Instituto Histórico, encontram-se artigos da autoria de Eugênio Toscano. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955. LELIS, João. Maiores e menores. João Pessoa: EDGRAF Ltda. s/d. MEDEIROS, Coriolano de. Eugênio Toscano, In: Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 04, João Pessoa: 1948.