Nº 14 – (1º SUCESSOR) CELSO NOVAIS

CADEIRA Nº 14 1º SUCESSOR: CELSO NOVAIS Patrono: Eliseu Elias Cézar (1871-1923) Fundador: Francisco Seráphico da Nóbrega (1863-1935) 1º Sucessor: Celso Otávio de Novais Araújo (1927-1993) 2º Sucessor: Ronaldo Cunha Lima (1936-2012) 3º Sucessor: Flávio Roberto Tavares de Melo (atual ocupante) 1º Sucessor: Celso Otávio de Novais Araújo (1927-1993) Ocupação: Advogado e Procurador Geral do Estado Eleito: 08/05/1971 Posse: 17/10/1977 Saudação: Juarez da Gama Batista BIOGRAFIA CELSO OTÁVIO DE NOVAIS ARAÚJO nasceu na cidade de Santa Rita, Estado da Paraíba, em 07 de julho de 1927, e faleceu em João Pessoa, no dia 16 de março de 1993, deixando viúva a senhora Nora Novais de Araújo. Ainda na infância, sua família deixou a cidade de Santa Rita para estabelecer-se em Itabaiana, município onde ele realizou o curso primário na escola de D. Marieta. Posteriormente, transferiu-se para a capital do Estado a fim de dar continuidade aos seus estudos; prestou o exame de admissão ao ginásio no Colégio Diocesano Pio X e, em seguida, ingressou no Lyceu Paraibano. Bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1951. Iniciou sua trajetória na vida pública como Oficial de Gabinete do Governador. Na sequência, ocupou cargos de grande relevância na administração estadual, tais como Diretor do Sistema Penitenciário do Estado, Procurador do Porto de Cabedelo e Procurador-Geral do Estado, função na qual veio a se aposentar. No campo da política partidária, teve uma atuação breve: exerceu um mandato como prefeito do município de Araruna e, após concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa sem conseguir se eleger, optou por afastar-se das disputas eleitorais para dedicar-se integralmente à atividade literária. Como jornalista cultural e homem de letras, dirigiu o prestigiado suplemento literário Correio das Artes, editado pelo jornal oficial A União, além de colaborar assiduamente com o jornal O Norte. No Rio de Janeiro, publicou o seu livro de poemas intitulado Painel do Silêncio. Ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras no dia 17 de outubro de 1977, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do renomado escritor e acadêmico Juarez Batista. PUBLICAÇÕES Painel do Silêncio

Nº 14 – (FUNDADOR) FRANCISCO SERÁPHICO DA NÓBREGA

CADEIRA Nº 14 FUNDADOR: SERÁPHICO DA NÓBREGA Patrono: Eliseu Elias Cézar (1871-1923) Fundador: Francisco Seráphico da Nóbrega (1863-1935) 1º Sucessor: Celso Otávio de Novais Araújo (1927-1993) 2º Sucessor: Ronaldo Cunha Lima (1936-2012) 3º Sucessor: Flávio Roberto Tavares de Melo (atual ocupante) Fundador: Francisco Seráphico da Nóbrega (1863-1935) Ocupação: Advogado, professor universitário e político (Deputado Estadual) Eleito: 04/11/1950 Posse: 09/07/1953 Saudação: Osias Nacre Gomes BIOGRAFIA FRANCISCO SERÁPHICO DA NÓBREGA nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 12 de outubro de 1907, e faleceu nesta mesma cidade, em 11 de maio de 1966. Deixou viúva a senhora Diva Ferraz da Nóbrega, união da qual nasceram seis filhos: Haroldo, Francisco, Maria Márcia, Ariosto, Maria de Fátima e Martinho. Realizou o curso primário no Grupo Escolar Tomaz Mindello, na capital, e os exames preparatórios no Lyceu Paraibano. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife em 1931 e, ao retornar à Paraíba, foi nomeado Promotor Público da comarca de Picuí, atuando posteriormente nas comarcas de Itabaiana, Piancó e João Pessoa. Ao longo de sua carreira jurídica e administrativa, exerceu ainda relevantes funções, tais como: Delegado do Instituto de Pensão e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE), membro do Conselho Penitenciário do Estado, membro da Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (Seção Paraíba) durante dez anos. No âmbito acadêmico, foi professor universitário, destacando-se como um dos fundadores da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e professor catedrático da disciplina de Direito Administrativo. Foi um político atuante e de grande prestígio popular, especialmente no Sertão paraibano, onde exercia liderança política no Vale do Sabugy, terra de seus ancestrais. Foi um dos fundadores da União Democrática Nacional (UDN) no estado, elegendo-se Deputado Estadual por três legislaturas e atuando como Deputado Constituinte em 1947. Exerceu também a liderança do governo na Assembleia durante a administração do governador Dr. Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Mello. Paralelamente à vida pública, mantinha atividades agropecuárias nos municípios de São Mamede e Santa Luzia. Ingressou na Academia Paraibana de Letras no dia 09 de julho de 1953, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Osias Gomes. Apesar de sua intensa rotina profissional e política, dedicava-se com afinco ao cultivo das letras, mantendo-se sempre atualizado por meio de leituras densas e da escrita constante. No Rio de Janeiro, colaborou na imprensa escrevendo crônicas dedicadas à política e à história da Paraíba. Deixou preparados três livros inéditos que, devido à escassez de recursos à época, não chegaram a ser publicados. PUBLICAÇÕES Mandacaru (inédito) Escravo Jó (inédito) YAYU (inédito)

Nº 14 – (PATRONO) ELISEU CÉZAR

ELISEU ELIAS CÉZAR : Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 20 de junho de 1871 e faleceu no Rio de Janeiro em 29 de janeiro de 1923, deixando viúva a senhora Bernardina Honorato Cézar com três filhos. Foram seus pais o senhor Dulcídio Augusto Cézar e D.Maria Joaquina de Freitas. Aprendeu as primeiras letras com o professor João Licínio Velloso, fazendo os preparatórios no Lyceu Paraibano, formando-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1898. Foi nomeado Promotor Público em Vitória do Espírito Santo , transferindo-se, depois, para Belém do Pará, lá, filiou-se ao partido político do Senador Antônio Lemos, elegendo-se Deputado Provincial, tornando-se líder do Governo na Câmara e na imprensa. Com a queda política do Senador Antônio Lemos, Eliseu Cézar deixou o Pará e exilou-se no Rio de Janeiro, muito desgostoso porque o Jornal A Província do Pará, do qual era redator-chefe, foi destruído pelos adversários de Antonio Lemos.No Rio de Janeiro, Eliseu sofreu bastante. Amargou a mais extrema penúria, o mais triste ostracismo, apesar de ser excelente jornalista e advogado brilhante Na Paraíba, escreveu pela primeira vez no jornal Sorriso colaborou em A Gazeta da Parahyba, A Voz do Povo, O Parahybano; em Recife, escreveu em A Província e, em Belém, destacou-se em A Província do Pará, A Gazeta de Belém e O Jornal. No Rio de Janeiro, foi redator de O Jornal do Brasil. Jornalista e advogado,ele era também orador eloqüente, poeta romântico;seus poemas demonstram a influência recebida da avó paterna, que era escrava e a ternura e carinho a ela dedicados. Além dos poemas divulgados nos jornais da época, e nas Revistas da Academia Paraibana de Letras, deixou publicado o livro Algas, 1894. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de. Contribuição para uma bibliografia paraibana, Rio de Janeiro: 1972. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Imp. Nacional. Janeiro: 1955. MARTINS, Eduardo. Eliseu Elias Cézar – Notícia bibliográfica. João Pessoa: 1975. NÓBREGA, Seráphico da. Discurso de Posse, In: Revista da APL, nº 06. João Pessoa: 1955.

Nº 13 – (1° SUCESSOR) JOSÉ GLÁUCIO VEIGA

CADEIRA Nº 13 1º SUCESSOR: JOSÉ GLÁUCIO VEIGA Patrono: Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque (1829-1899) Fundador: João Ribeiro da Veiga Pessoa Júnior (1892-1975) 1º Sucessor: José Gláucio Veiga (1923-2010) 2ª Sucessora: Maria das Graças Madruga Paiva Santiago (atual ocupante) 1º Sucessor: José Gláucio Veiga (1923-2010) Ocupação: Advogado e professor Eleito: 26/11/1977 Posse: 17/08/1978 Saudação: Aurélio Moreno de Albuquerque BIOGRAFIA JOSÉ GLÁUCIO VEIGA: Nasceu no dia 28 de julho de 1923, na capital do Estado da Paraíba. Era filho do escritor João Ribeiro da Veiga Pessoa Júnior, um dos fundadores da Academia Paraibana de Letras, e da pianista Adalgisa Batista da Veiga Pessoa. Foi casado com D. Hilda Lippi Veiga, união da qual não nasceram filhos. Fez o curso primário no Grupo Escolar Tomaz Mindello e o ginasial no Lyceu Paraibano. Em seguida, transferiu-se para a capital pernambucana, onde realizou o curso secundário no Colégio Pernambucano e ingressou na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 1948. Posteriormente, obteve o título de Doutor em Economia Política pela Universidade de São Paulo (USP). Na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ingressou por meio de concurso público e lecionou as disciplinas de Direito Tributário, Direito Econômico, Teoria Geral do Estado e Processo Civil. Paralelamente à docência, manteve no Recife um renomado escritório de advocacia, cuja atuação estendeu-se a cidades como São Paulo e Brasília, chegando também ao exterior. Ao longo de sua trajetória intelectual, recebeu prêmios de grande relevância por sua produção literária e historiográfica. Destacam-se o prêmio conferido pela Academia Pernambucana de Letras pelo ensaio Do conceito de realidade em Marcel Proust; a premiação outorgada pela Prefeitura do Recife, por ocasião do centenário de Joaquim Nabuco, intitulada Joaquim Nabuco: antecipações; e o prêmio promovido pelo governo de José Américo de Almeida, na Paraíba, com a obra Notas para a formação do capitalismo religioso na Capitania da Paraíba. É também de sua autoria o livro O Gabinete de Olinda e a política pernambucana: o desembarque de Sirinhaém. Colaborou assiduamente na imprensa cultural, escrevendo para periódicos literários do Recife e, em João Pessoa, para o prestigiado suplemento Correio das Artes, do jornal A União. Publicou ainda em revistas especializadas de Direito no Brasil e no exterior. Nas páginas da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, encontram-se dois de seus importantes registros acadêmicos: Saudação a Coriolano de Medeiros e Para uma teoria da história. PUBLICAÇÕES Do conceito de realidade em Marcel Proust Joaquim Nabuco: antecipações Notas para a formação do capitalismo religioso na Capitania da Paraíba O Gabinete de Olinda e a política pernambucana: o desembarque de Sirinhaém Para uma teoria da história Saudação a Coriolano de Medeiros 

Nº 13 – (FUNDADOR) VEIGA JUNIOR

CADEIRA Nº 13 FUNDADOR: VEIGA JÚNIOR Patrono: Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque (1829-1899) Fundador: João Ribeiro da Veiga Pessoa Júnior (1892-1975) 1º Sucessor: José Gláucio Veiga (1923-2010) 2ª Sucessora: Maria das Graças Madruga Paiva Santiago (atual ocupante) Fundador: João Ribeiro da Veiga Pessoa Júnior (1892-1975) Ocupação: Historiador e charadista Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA JOÃO RIBEIRO DA VEIGA PESSOA JÚNIOR nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 09 de agosto de 1892, e faleceu nesta mesma cidade, em 13 de fevereiro de 1975. Era filho de João Ribeiro da Veiga Pessoa e de D. Amélia Figueiredo da Veiga Pessoa. Casou-se, em primeiras núpcias, com a senhora Adalgisa Batista da Veiga, união da qual nasceram três filhos: Maria do Socorro, Maria do Morro e José Gláucio. Após enviuvar, casou-se, em 1925, com D. Maria Gasparina Barbosa. Veiga Júnior realizou o curso primário em escolas particulares e o secundário no Lyceu Paraibano. Não teve formação acadêmica tradicional, consolidando-se como um autêntico autodidata. Homem de vasta cultura e inteligência aguçada, destacou-se como charadista e historiador. No plano pessoal, era reconhecido por seus hábitos simples, temperamento meticuloso e profunda devoção católica. Cultivava sólidas amizades, figurando entre os seus confidentes mais próximos personalidades como Maurício Furtado, Oscar de Castro, Celso Mariz, Padre Florentino, Santa Rosa e João Unas. No âmbito institucional, foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), da Associação de São Vicente de Paulo e integrou o grupo de sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras. Não deixou livros publicados, de modo que sua produção literária e historiográfica ficou registrada predominantemente nas páginas da imprensa local. Consta que, em certa ocasião, ao ser aconselhado por Nelson Lustosa a reunir e publicar os seus artigos em formato de livro, Veiga Júnior, movido por extrema modéstia, optou por queimar o próprio arquivo pessoal, declarando que nenhum daqueles escritos precisava ser preservado para a posteridade. PUBLICAÇÕES O Lyceu ao tempo da madureza Vamos falar ao presidente A festa das Neves até o primeiro decênio deste século O viver atribulado de Irineu Pinto

Nº 13 – (PATRONO) DIOGO VELHO

DIOGO VELHO Cavalcanti de Albuquerque (Visconde de Cavalcanti): Nasceu na Fazenda Chaves, município de Pilar, Estado da Paraíba, em 09 de novembro de 1829 e faleceu na cidade de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, em 14 de junho de 1899 ; filho do agricultor Diogo Cavalcanti de Albuquerque e D.Ângela Sofia Cavalcanti Pessoa. Casou-se com D. Amélia Machado de Coelho e Castro. Não deixou filhos. Homem culto, inteligente, virtuoso e de espírito combativo teve atuação brilhante em todos os cargos que ocupou durante o 2º reinado . Fez o curso primário em Pilar, o secundário no Lyceu Paraibano, obtendo o grau de Direito pela tradicional Escola do Recife, em 1852. Foi Promotor Público em Areia, Diretor da Instrução Pública da Província da Paraíba, em 1861.Esse cargo corresponde, hoje, ao de Secretário de Educação e, Diogo Velho, por essa época, já notava a precariedade do ensino público, conseqüência da baixa remuneração do professor e dizia: «Enquanto não for preenchida essa falta e não se der ao professorado positivas garantias materiais, importância social e sossego quanto ao futuro, as reformas do ensino permanecerão na esterilidade». Pertencia ao Partido Conservador, mas defendia as manifestações que apressassem a emancipação política do Brasil. Diogo Velho foi Membro do Gabinete presidido pelo Visconde de Itaboraí ,defensor da abolição da escravatura; Presidente da Província do Piauí (1859); Presidente do Ceará (1868); Presidente de Pernambuco (1870); Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas; Ministro da Justiça; Diretor do Ministério dos Estrangeiros; Deputado Provincial; Deputado Geral; Senador Vitalício pelo Estado do Rio Grande do Norte e Membro do Conselho do Estado. Representou o Brasil na Exposição Universal de Paris, como Comissário Geral. Marcou a sua presença na Paraíba pela construção da Estrada de Ferro Conde D’Eu, que ligava Cabedelo a Alagoa Grande e pela extensão da linha telegráfica de Recife a João Pessoa. Mesmo após a República, Diogo permaneceu em Paris, sempre leal ao Imperador, só retornando ao Brasil após a morte do soberano. Foi agraciado com os títulos: Grande do Império; Veador da Imperatriz; Visconde com Grandeza; Senador do Império; Conselheiro do Estado e Comendador da Ordem de Cristo no Brasil. Foi condecorado com a Grã Cruz da Coroa Real da Prússia e as insígnias de Grande Oficial da Legião de Honra da França. Além de relatórios e pareceres, elaborou um trabalho intitulado Notice generale sur les principales lois promulgués au Brésil de 1891 a 1894, uma monografia apresentando um resumo histórico dos primeiros anos do Brasil República. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS : ALMEIDA, Maurílio Augusto. Diogo Velho, em síntese, João Pessoa: 1977. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Imprensa Nacional, Rio de Janeiro: 1955. MELLO, Oswaldo Trigueiro de Albuquerque. O Visconde de Cavalcanti. A União/SEC João Pessoa: 1981, VEIGA, José Gláucio. O Visconde de Cavalcanti, In: Revista da APL, nº 08, João Pessoa: 1978.

Nº 12 – (2º SUCESSOR) WELLINGTON AGUIAR

CADEIRA Nº 12 2º SUCESSOR: WELLINGTON AGUIAR Patrono: João Coelho Gonçalves Lisbôa (1859-1918) Fundador: Luiz Teixeira de Menezes Pinto (1904-1977) 1º Sucessor: Wilson Lustosa Cabral (1916-1979) 2º Sucessor: Wellington Hermes Vasconcelos de Aguiar (1935-2014) 3º Sucessor: Abelardo Jurema Filho (atual ocupante) 2º Sucessor: Wellington Hermes Vasconcelos de Aguiar (1935-2014) Ocupação: Advogado, professor, jornalista e historiador Eleito: 13/10/1979 Posse: 03/04/1981 Saudação: José Octávio de Arruda Mello BIOGRAFIA WELLINGTON HERMES VASCONCELOS DE AGUIAR: Nasceu na cidade de João Pessoa, no dia 04 de maio de 1935, e faleceu nesta mesma capital, no dia 06 de dezembro de 2014. Era filho de Hermes Ferreira de Aguiar e de D. Rosa Dalva Cabral Vasconcelos de Aguiar. Foi casado com a senhora Maria Rita Cabral de Aguiar, união da qual nasceram duas filhas: Rosa Dalva e Jacqueline. Iniciou seus estudos em Natal (RN), no Colégio Santo Antônio, dando-lhes continuidade em João Pessoa, no Colégio Pio X, e concluindo-os no Recife, onde frequentou o Colégio Marista. Graduou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da antiga Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1960. Posteriormente, em 1969, licenciou-se em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e realizou curso de aperfeiçoamento em nível de pós-graduação em Direito. Na administração pública e no cenário jurídico estadual, exerceu o cargo de diretor-presidente da Loteria do Estado da Paraíba (LOTEP) no período de 1966 a 1971, além de ter atuado como Procurador do Estado. Paralelamente às suas funções jurídicas, consolidou uma sólida trajetória como jornalista, professor e historiador, dedicando-se primordialmente à pesquisa e à preservação da História da Paraíba, área sobre a qual produziu diversos trabalhos de reconhecido valor documental. Como intelectual e homem de letras, atuou como conferencista e manteve uma coluna regular nas páginas do jornal Correio da Paraíba, tendo sido o responsável pela apresentação crítica do livro Sem me rir, sem chorar, de autoria do escritor e ex-governador José Américo de Almeida. No âmbito institucional, ingressou na Academia Paraibana de Letras (APL) em abril de 1981, agremiação que presidiu no biênio de 1996 a 1998. Foi também membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), do qual foi eleito vice-presidente em 1995, além de ter integrado os quadros do Conselho Estadual de Cultura, da Associação Paraibana de Imprensa (API) e do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica (IPGH). PUBLICAÇÕES O passageiro do dia Um radical republicano contra as oligarquias Uma cidade de quatro séculos Cidade de João Pessoa, a memória do tempo Deputado Miranda Freire: um oposicionista na trincheira A Velha Paraíba nas páginas de jornais João Pessoa perante a história A Paraíba das origens à urbanização Antologia literária da Paraíba Coletânea de autores paraibanos Paraíba, conquista, patrimônio e povo Poder e política na Paraíba

Nº 12 – (1º SUCESSOR) WILSON LUSTOSA CABRAL

CADEIRA Nº 12 1º SUCESSOR: WILSON LUSTOSA CABRAL Patrono: João Coelho Gonçalves Lisbôa (1859-1918) Fundador: Luiz Teixeira de Menezes Pinto (1904-1977) 1º Sucessor: Wilson Lustosa Cabral (1916-1979) 2º Sucessor: Wellington Hermes Vasconcelos de Aguiar (1935-2014) 3º Sucessor: Abelardo Jurema Filho (atual ocupante) 1º Sucessor: Wilson Lustosa Cabral (1916-1979) Ocupação: Advogado Eleito: 06/05/1978 Posse: 29/09/1978 Saudação: Osias Nacre Gomes BIOGRAFIA WILSON LUSTOSA CABRAL nasceu no ano de 1916, na cidade de Sousa, Estado da Paraíba, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1979. Era filho do casal Francisco Lustosa Cabral e D. Maria Dolores Lustosa Cabral. Foi casado com D. Marluce Guimarães, união da qual deixou um filho, o advogado Carlos Romero Lessa Lustosa Cabral. Fez os cursos primário e secundário em sua cidade natal e bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1937, integrando a “Turma de Ouro” do sesquicentenário da instalação dos cursos jurídicos no Brasil. Era também graduado em Ciências Econômicas e possuía curso intensivo de Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro. Ao fixar residência no Recife, exerceu na capital pernambucana cargos de grande relevância, tais como: Diretor Administrativo Regional dos Diários Associados; advogado junto ao Diário de Pernambuco S/A e à Rádio Tamandaré Ltda.; Diretor Jurídico Regional dos Diários Associados nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte; e Juiz-Presidente da 2ª Junta de Conciliação e Julgamento da Justiça do Trabalho no Recife. No âmbito internacional, foi Membro Permanente da Comissão Jurídica da Organização de Televisão Ibero-Americana (OTI), sediada no México. Em 1973, foi eleito por unanimidade Membro da Delegação Jornalística do Nordeste do Brasil em viagem de observação a Portugal e à Espanha. Foi também sócio-fundador da Academia Pernambucana de Letras Jurídicas e, em 1975, recebeu o título honorífico de Cidadão Pernambucano. Ingressou na Academia Paraibana de Letras no dia 29 de setembro de 1978, ocasião em que foi recepcionado pelo acadêmico Osias Gomes. Não deixou livros publicados; sua produção intelectual e literária encontra-se dispersa em páginas da imprensa escrita. Em João Pessoa, atuou como repórter do jornal A União e, em Campina Grande, exerceu o cargo de Diretor-Secretário do Diário da Borborema.

Nº 12 – (FUNDADOR) LUIZ PINTO

CADEIRA Nº 12 FUNDADOR: LUIZ TEIXEIRA DE MENEZES PINTO Patrono: João Coelho Gonçalves Lisbôa (1859-1918) Fundador: Luiz Teixeira de Menezes Pinto (1904-1977) 1º Sucessor: Wilson Lustosa Cabral (1916-1979) 2º Sucessor: Wellington Hermes Vasconcelos de Aguiar (1935-2014) 3º Sucessor: Abelardo Jurema Filho (atual ocupante) Fundador: Luiz Teixeira de Menezes Pinto (1904-1977) Ocupação: Jornalista e advogado Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA LUIZ PINTO (Luiz Teixeira de Menezes Pinto): Nasceu na cidade de Mamanguape, Estado da Paraíba, no dia 10 de abril de 1904, e faleceu em 13 de julho de 1977. Era filho de José Heráclito de Menezes e de D. Mariana da Silva Pinto. Passou a infância nos sítios Bacupacu, Angicos, Lagoa do Matias e Cocos. Aos 14 anos, seus pais mudaram-se para a cidade de Bananeiras, município onde ele iniciou os seus estudos. Ao completar vinte anos, transferiu-se para a capital do Estado em busca de novas oportunidades de vida; na cidade, trabalhou como servente de pedreiro, porteiro, aprendiz de revisor e na distribuição do jornal oficial A União. Serviu ao Exército Brasileiro e, após dar baixa, foi nomeado escriturário do Tesouro do Estado, época em que já colaborava na imprensa escrita, publicando nos jornais Diário da Manhã e Diário da Tarde, ambos do Recife. Foi nomeado, pelo interventor Argemiro de Figueiredo, Diretor da Biblioteca Pública do Estado. Foi justamente em seu gabinete que Coriolano de Medeiros reuniu o grupo de intelectuais para fundar a Academia Paraibana de Letras, no dia 14 de setembro de 1941. Com a exoneração de Argemiro de Figueiredo, Luiz Pinto incompatibilizou-se politicamente com o novo interventor, Rui Carneiro, e, sentindo-se desmotivado a continuar no estado, partiu para o Rio de Janeiro em 1942. Na capital federal, consolidou sua carreira como jornalista e, em 1961, realizou o seu grande desejo pessoal ao bacharelar-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No âmbito administrativo, exerceu o cargo de diretor do Serviço de Documentação do DASP, transferindo-se posteriormente para o Ministério da Fazenda. Na imprensa carioca, escreveu para importantes periódicos, tais como A Notícia, Diário de Notícias, Diário Carioca e Correio da Manhã. Dirigiu também a Revista das Finanças Públicas e aposentou-se na função de Agente de Imposto Aduaneiro. PUBLICAÇÕES Coelho Lisbôa Síntese histórica da Paraíba Vidal de Negreiros Tiradentes Vida do General Manuel Luís Osório Otacílio de Albuquerque Idéias e pensamentos de Tavares Bastos História do povo brasileiro Terra seca Cadernos de poetas paraibanos Coletâneas de poetas paraibanos Antologia da Paraíba Conferências-Ruralismo e Municipalismo Pandiá Calógeras Conferências;  Homens do Nordeste e outros ensaios Os desgraçados Ernesto Clovis Bevilaqua um gênio do saber, um santo na bondade O caudilhismo espano-americano na vida política do Brasil A influência do Nordeste nas letras brasileiras Augusto dos Anjos Um peregrino da fé Rumos e problemas da revolução de março Traços de vidas ilustres Rodrigues de Carvalho Luiz Pinto – Curriculum vitae

Nº 12 – (PATRONO) COELHO LISBOA

João COEHO Gonçalves LISBÔA : Nasceu no dia 27 de junho de 1859, na cidade de Areia, Estado da Paraíba e faleceu em 11 de julho de 1918; filho do Coronel Teodoro José Gonçalves de Lisbôa e D. Josefa dos Santos Coelho Lisbôa, ambos descendentes de portugueses. Casado com D. Luiza Pizarro Gabino, nascendo dessa união três filhos: João, Francisco e Rosalina, esta, mais tarde, tornou-se poetisa. Fez o curso primário e os preparatórios em Areia e, influenciado pelo tio,ingressou na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 1884. Consagrado pela oratória, dedicou-se ao estudo das línguas, dominava vários idiomas, inclusive, latim, grego e alemão. Jornalista, com atuação marcante. Colaborou na Folha do Norte, jornal editado em 1883 por Martins Júnior, e em A Verdade; escreveu, ainda, em outros jornais do Sul do País. Foi nomeado Promotor Público de Areia, mas só exerceu o cargo durante quatro meses, pois, o seu temperamento irrequieto não se acomodava à pequenina Areia, embora, considerada a cidade mais adiantada, culturalmente, da Província. Ele aspirava à democracia, à abolição da escravatura, enfim, a melhores dias para o seu povo. Depois de uma viagem a Europa, iniciou a pregação da democracia , da República. Logo após a proclamação da República, foi convidado para governar a Província da Paraíba, porém, não aceitou; foi, então, nomeado Chefe da Polícia e, logo depois, eleito Deputado Federal. Fundou a Liga Nacional Contra a Seca, a Associação de Proteção e Auxílio aos Silvícolas do Brasil e a Liga Anti-Oligárquica. Foi poeta , escritor e professor. Lecionou no Colégio D. Pedro II, do Rio de Janeiro e publicou: Sublime Dea; Problemas urgentes-oligarquias, Secas do Norte e Clericalismo. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro: 1907. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AGUIAR, Wellington.Um radical republicano contra as oligarquias, João Pessoa: 1981. ALMEIDA, Horácio de.Contribuição para uma bibliografia paraibana. Rio de Janeiro: 1972. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro: 1955. SILVA, De Castro e. Coelho Lisbôa-Sonhador da Liberdade, In: Revista da APL, nº 06 João Pessoa: 1955.