Nº 11 – (1º SUCESSOR) JACKSON CARVALHO

CADEIRA Nº 11 1º SUCESSOR: JACKSON CARVALHO Patrono: Antônio da Cruz Cordeiro Sênior (1831-1880) Fundador: Higino da Costa Brito (1908-1988) 1º Sucessor: José Jackson Carneiro de Carvalho (1940-2023) 2º Sucessor: Thélio Queiroz Farias (atual ocupante) 1º Sucessor: José Jackson Carneiro de Carvalho (1940-2023) Ocupação: Professor, ensaísta, filósofo e publicista. Eleito: 02/12/1988 Posse: 08/06/1990 Saudação: Manuel Batista de Medeiros BIOGRAFIA JOSÉ JACKSON CARNEIRO DE CARVALHO: Nasceu no município de Caiçara, Estado da Paraíba, em 28 de novembro de 1940. Era filho de Severino Cabral de Carvalho e de D. Maria Carneiro de Carvalho. Foi casado com D. Célia Maria Costa de Carvalho. Fez o curso de humanidades no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, graduando-se em Filosofia pela Universidade Católica de Recife. Posteriormente, obteve os títulos de Mestre em Teologia pela Universidade Federal da Bahia e de Doutor em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo (USP). Em Aracaju (SE), lecionou Metodologia da Pesquisa na Universidade Federal de Sergipe (UFS), instituição na qual também dirigiu o Colégio de Aplicação, chefiou o Departamento de Ciências Educacionais, representou a Faculdade de Educação no Conselho Universitário e exerceu o cargo de Pró-Reitor de Graduação. Ainda em Sergipe, chefiou o Núcleo de Apoio Pedagógico da Secretaria de Educação, foi membro do Conselho Estadual de Educação e atuou como gerente de Recursos Humanos. De volta à capital paraibana, foi nomeado pelo governador Wilson Braga como Secretário de Educação e Cultura do Estado da Paraíba, realizando uma gestão dinâmica e de expressivo impacto cultural: coordenou a construção do Teatro Íracles Pires, em Cajazeiras, implantou o Projeto Araponga, em João Pessoa, e o Projeto Banda de Música, além de trazer para o estado o nacionalmente reconhecido Projeto Pixinguinha. No âmbito acadêmico, foi professor universitário e ascendeu ao cargo de Reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para o mandato de 1984 a 1988, aposentando-se das funções docentes em 1991. Ingressou na Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 08 de julho de 1990, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Manuel Batista de Medeiros. O professor Jackson Carvalho faleceu no dia 23 de fevereiro de 2023, na cidade de João Pessoa. PUBLICAÇÕES Antropologia Filosófica e as Ciências Humanas Análise de interação verbal entre professores e alunos em sala de aula Questões Universitárias Estudos de Filosofia e Universidade em Debate Discurso de posse no cargo de Reitor Os caminhos da razão. Ensaios de Filosofia Social e Política A Modernidade e os Caminhos da Razão Albert Camus – tragédia do absurdo André Molraux – Entre o Real e o Fantástico Dostoiévski – as paixões do príncipe idiota

Nº 11 – (FUNDADOR) HIGINO BRITO

CADEIRA Nº 11 FUNDADOR: HIGINO BRITO Patrono: Antônio da Cruz Cordeiro Sênior (1831-1880) Fundador: Higino da Costa Brito (1908-1988) 1º Sucessor: José Jackson Carneiro de Carvalho (1940-2023) 2º Sucessor: Thélio Queiroz Farias (atual ocupante) Fundador: Higino da Costa Brito (1908-1988) Ocupação: Professor, jornalista, escritor e médico Eleito: 08/05/1944 Posse: 12/11/1944 Saudação: Oscar de Oliveira Castro  BIOGRAFIA HIGINO DA COSTA BRITO: Nasceu no dia 11 de agosto de 1908, na capital do Estado da Paraíba, onde também faleceu, no dia 02 de maio de 1988. Era filho de Inácio da Costa Brito e de D. Maria Madalena de Brito. Foi casado com D. Ubalda Cavalcanti Brito (já falecida), união da qual nasceram quatro filhos: Joaquim Inácio, Maria Germana, Maria Gerusa e Gratuliano. Fez o curso primário no Grupo Escolar Antônio Pessoa e o secundário no Lyceu Paraibano. Formou-se em Medicina pela Universidade de Pernambuco em 1933, especializando-se em Oftalmologia no Rio de Janeiro com o professor Raul David de Sanson, no Hospital da Fundação Gaffrée e Guinle, no Hospital São João Batista da Lagoa e na Policlínica de Botafogo. Era especializado, também, em Tracomologia e em Administração e Organização Hospitalar. Durante a graduação, foi interno do Pronto-Socorro e auxiliar acadêmico do Serviço de Vacinação do Departamento Estadual de Saúde de Pernambuco. Em João Pessoa, além do atendimento em seu consultório particular, trabalhou na Inspetoria Sanitária Escolar e no Departamento Estadual de Saúde da Paraíba. Exerceu atividades médicas nos institutos de previdência da época (IAPETEC, IAPC, IPASE, IAPI e INPS), bem como no Pronto-Socorro, na Santa Casa de Misericórdia e no Instituto de Medicina Legal (IML). Além da atuação médica, foi professor universitário, jornalista e escritor. Manteve por muito tempo uma coluna diária no jornal A União intitulada “A cidade e a rua”, além de colaborar com outros órgãos da imprensa, nos quais divulgava suas conferências e artigos diversos. Pertenceu a várias entidades representativas e culturais: foi membro do Conselho Estadual de Cultura, sócio-correspondente da Academia Sergipana de Letras, membro do Conselho Penitenciário do Estado da Paraíba e membro da Academia Paraibana de Medicina. Atuou ainda como coordenador do I Seminário Paraibano de Cultura Brasileira, realizado em João Pessoa, e representou o Estado da Paraíba no Encontro Nacional de Cultura, em Salvador, e no IV Congresso Nacional de Direito Penal e Ciências Afins. Ingressou na Academia Paraibana de Letras no dia 12 de novembro de 1944, ocasião em que foi recepcionado pelo acadêmico Oscar de Castro. Anos mais tarde, chegou à presidência da instituição, cumprindo um mandato de dois anos. PUBLICAÇÕES José Maciel – o profissional da medicina, o homem público e o cidadão

Nº 10 – (FUNDADOR) JOSÉ OCTÁVIO DE ARRUDA MELLO

FUNDADOR: JOSÉ OCTÁVIO        JOSÉ OCTÁVIO   de Arruda Mello : Nasceu em 18 de março de 1940, em João Pessoa, capital do Estado da Paraíba; filho do casal Arnaldo Vieira de Mello e Otília de Arruda Mello. É casado com a senhora Amável Maria Targino da Rocha Mello, sua fiel colaboradora e  seguidora ideológica; da união nasceu o filho Victor Raul da Rocha Mello. Fez os cursos primário e secundário em Colégios de João Pessoa com a professora Tércia Bonavides e os professores Aníbal Moura e Pedro Nicodemos os quais lhe despertaram o gosto pela história; bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da UFPB. Posteriormente, graduou-se em História, também, pela UFPB.. Possui cursos de Especialização em Técnicas e Métodos de Pesquisa Histórica, pelo Instituto de Filosofia e Ciências do Homem da Universidade Federal de Pernambuco, fazendo, também, nesta Universidade, Mestrado em História. Obteve o título de Doutor em São Paulo, tendo participado da banca examinadora os historiadores Carlos Guilherme Mota, Edgard Carone e José Sebastião Witter. Ingressando no magistério superior, lecionou na Universidade da Paraíba nos cursos de graduação e pós-graduação de História, tendo sido o fundador da Cadeira de História da Paraíba, lecionando esta disciplina, durante 21 anos; leciona na Universidade Autônoma de João Pessoa e na Fundação Francisco Mascarenhas, em Patos. Atualmente está aposentado da UFPB, mas ministra aulas nos cursos de mestrado e doutorado e graduação das Universidades Federais da Paraíba e de Pernambuco, na UEPB e na UNIPÊ; é jornalista, atuando com regularidade nos jornais locais.No serviço público,como jornalista, assessorou dois Governos Estaduais, foi Diretor Geral de Cultura e Coordenador do Setor de Teleducação da SEC/Pb. Durante dez anos  integra o Conselho Estadual de Cultura. José Octávio sendo amigo e discípulo dos historiadores José Honório Rodrigues e Hélio Jaguaribe, fundou o Grupo de Estudos José Honório, cuja atuação é considerada a mais dinâmica da historiografia paraibana. Juntamente com Hélio Jaguaribe, participou, no Rio de Janeiro dos debates que precederam a elaboração de Um estudo crítico da História (2volumes). Ingressou na Academia Paraibana de Letras no ano de 1974, recepcionado pelo acadêmico Cláudio Santa Cruz Costa. Em sua bibliografia consta centenas de artigos publicados em jornais e revistas especializadas, como do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, da Academia Paraibana de Letras, Anais do SOPH, CCHLA, CELAM, Fundação Joaquim Nabuco e Correio das Artes, entre outras.É editor da Revista da UNIPÊ e secretário da comissão editorial da mesma. Organizador de dezenas de publicações, incluindo a série Brasil, tempo e cultura, do Governo Estadual; autor de inúmeros prefácios e de obra numerosa e diversificada, destacando-se: A revolução estatizada (1982/1992); O Brasil na Primeira Guerra Mundial ou Estado Novo (1988); História da Paraíba (já na 6ª edição), 1994/2000; 1964: a dimensão global (1988); O problema do Estado da Paraíba (2000) e  Sociedade e poder político no nordeste; Sociedade e poder político no nordeste (2001). REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Informações fornecidas pelo acadêmico.

Nº 10 – (PATRONO) MANOEL PEDRO CARDOSO VIEIRA

     Manuel Pedro CARDOSO VIEIRA : Nasceu no Engenho Jacoca, no mês de janeiro do ano de 1848; filho de Pedro Cardoso Vieira e Maria Severina Vieira, proprietários do engenho que era uma pequena aldeia indígena, próxima à praia de Jacumã, no município do Conde. Faleceu no dia 10 de janeiro de 1880, aos 32 anos de idade. Lá, Cardoso Vieira aprendeu as primeiras letras, vindo, depois, morar na capital, na Rua da Lagoa da Frente, atual Treze de Maio, continuando os estudos. Em 1873, bacharelou-se em Direito, no Recife. Formado, voltou à Paraíba e dedicou-se à advocacia, ao jornalismo e ao magistério; aprovado em concurso público, foi nomeado professor do Lyceu, passando a lecionar Retórica, Geometria e Português.      Ingressou na política, elegendo-se Deputado Geral pelo Partido Liberal, apesar de seus pais serem conservadores. Ao lado de Joaquim Nabuco, muito lutou pela reforma social e pelo abolicionismo; como jornalista, colaborou nos jornais Correio Noticioso, A Opinião e A União Liberal; dirigiu O Despertador e fundou o Bossuet da Jacoca, jornal satírico, tendo como alvo especial o Padre Lindolfo Corrêa (Comendador Corrêa Neves), diretor de O Publicador, cuja eloqüência era satirizada impiedosamente. “ Cardoso Vieira, através do seu jornal, manteve-se sob o fogo crepitante de sua ironia contundente, propiciando revide à altura” (José Leal) . Não deixou livros publicados, encontrando-se, apenas, artigos e poemas em jornais; discursos e interpelações nos Anais do Parlamento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CARVALHO, Álvaro de.Notas sobre Manuel Pedro. In: Revista da APL, nº 04, João Pessoa: 1984. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Imp. Nacional, 1955. MARTINS, Eduardo. Cardoso Vieira e O Bossuet da Jacoca. João Pessoa: 1979.

Nº 09 – (1º SUCESSOR) MANUEL BATISTA DE MEDEIROS

SUCESSOR: MANUEL BATISTA  MANUEL BATISTA DE MEDEIROS:  Nasceu no dia 27 de julho de 1924, em Solânea, Estado da Paraíba. É filho do senhor  João Batista Moreira e D. Maria Batista de Medeiros; casado com  D. Vera Lúcia de Azevedo Medeiros, nascendo da união, os filhos: Emmanuel, Gibran e Luciana. Fez o curso primário na Escola Pública do município de Serraria e o secundário no Seminário Arquidiocesano da Paraíba. No período de 1945 a 1950, fez os cursos de Filosofia e Teologia no Seminário Arquidiocesano Maior, em João Pessoa. É titulado pela Universidade Federal da Paraíba  nos cursos: Bacharelado  e Licenciatura Plena em Línguas Latinas e Bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais; Fez Mestrado em Educação e Licenciatura Plena  em Filosofia pela Universidade  Católica do Recife (PE), 1970.  Ordenado Sacerdote, em 1950, Manuel Batista foi vigário  na Paróquia de São Miguel de Taipu e celebrava missa, mensalmente, na capela do Engenho Itapuá que pertencia  a D. Maria Lins Vieira  de Melo, a Maria Menina, mãe   de criação do escritor José Lins do Rêgo,  mantendo,  com  esta senhora, diálogo sobre a vida do escritor, tendo sido abordados fatos pitorescos da infância do romancista, cujo texto está inserido no livro José Lins do Rêgo – O homem e a obra, da autoria do  acadêmico Eduardo Martins. Foi, também, capelão do Orfanato D. Ulrico, do Centro de Recuperação Bom Pastor, dos Colégios Sagrada Família e Pio X , e da Igreja das Mercês, em João Pessoa. Em 1968, decidiu renunciar à vida sacerdotal,   requerendo permissão ao Papa Paulo VI   para casar-se. Somente obteve a concessão em  1970; de imediato, realizou  o seu matrimônio com D. Vera; à solenidade, compareceram as mais altas expressões da sociedade paraibana e dos Estados vizinhos.  O Dr. Batista dedicou-se ao magistério, exercendo as atividades: Professor Adjunto, por concurso público, da UFPB, lecionando Prática de Ensino em Português e de Literatura Portuguesa; Professor fundador da Cadeira de Direito Civil, da Faculdade de  Ciências Jurídicas e Sociais da UNIPÊ; Professor de Prática de Ensino de Sociologia da Faculdade de Educação da  UFPB.;  Professor Catedrático de Latim do  Lyceu Paraibano ; Professor de Latim  e de Português do Seminário da Paraíba; Professor de História Eclesiástica Primitiva e de Direito Canônico do Seminário Maior da Paraíba. Além de professor, exerceu outras atividades na área educacional, como: fundador e primeiro Reitor da Universidade Autônoma de João Pessoa, a atual UNIPÊ; membro da Comissão de Folclore da UFPB.; Membro do Conselho Universitário da UFPB.; Chefe do Departamento de Metodologia Pedagógica da UFPB.; Participante de bancas examinadoras de  concursos públicos e de vestibulares; Membro do Conselho Executivo da UNIPÊ. No campo jurídico, o Dr. Manuel  Batista destacou-se nas funções de  Advogado e Assessor da Presidência da SAELPA;  Procurador Jurídico da UNIPÊ; Diretor de Departamento de Assistência ao Menor (1963/1967); Procurador Jurídico do Estado, ocupando a Procuradoria Geral, quando se aposentou. Jornalista profissional, escreve nos principais jornais da capital e em revistas especializadas. Foi diretor-presidente da Rádio Arapuan, Diretor Comercial do Jornal A IMPRENSA; Diretor-Presidente da Gráfica A IMPRENSA; integrante, juntamente com Virginius da Gama e Melo e Juarez Batista, do corpo editorial da Revista da FAFI. Exerceu, ainda, outros cargos importantes, dentre os quais destacamos:  Secretário do Interior e Justiça; Membro-fundador da Academia Paraibana de Letras Jurídicas; Juiz Eclesiástico da Arquidiocese da Paraíba. É membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, Advogado autônomo; Membro Honorário do Instituto Histórico e Geográfico de Campina Grande, Rádio-Amador – PR-7-BTG.. Recebeu as Comendas    Ad Immortalitatem  e Mérito de Serviço Cultural, da Academia Paraibana de Letras   e a Comenda José Maria dos Santos, do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano; recebeu a  Medalha Diploma de Colaborador Emérito do Exército Nacional, do IV Exército – Recife (PE).  Elegeu-se membro da Academia Paraibana de Letras, em 1984, tomando posse no dia 26 de setembro do ano seguinte., sendo recepcionado pelo acadêmico Afonso Pereira .Ocupou a Vice-Presidência, no período de 1986 a 1989, na gestão do Presidente Luiz Augusto Crispim e, pelo seu dinamismo e capacidade de trabalho foi eleito  Presidente da Instituição, cumprindo um  mandato de dois anos, sendo reeleito  para mais   um  biênio. O inicio da  sua primeira gestão coincidiu com o final do governo Burity, mesmo assim, foi realizado um convênio entre a APL e Governo do Estado  que destinou à entidade  recursos suficientes para a restauração da sede, que  além da reparação da estrutura física do prédio, incluiu a aquisição de  mobiliário e equipamentos necessários ao desenvolvimento dos trabalhos acadêmicos. Dr Batista idealizou e implantou, com a aprovação dos membros da Casa, o JARDIM DE ACADEMUS, local  reservado à exposição de estátuas dos representantes mais expressivos na nossa literatura, tendo sido iniciado com os nomes de Coriolano de Medeiros, Augusto dos Anjos, José Américo de Almeida, Alcides Carneiro, José Lins do Rêgo, Assis Chateaubriand e Virginius da Gama e Melo; ainda na sua primeira administração foi editada a 1ª edição do Memorial Acadêmico.  Homem de princípios religiosos, Dr. Batista caracteriza-se pela autenticidade, qualidade típica do leonino, demonstrando na área profissional muito senso administrativo, encontrando sempre uma maneira diplomática de impor as suas idéias. Imparcial, age sempre com justiça e autoridade, mas sem autoritarismo; não tendo envolvimento político desfruta de um bom conceito no meio  em que convive, tanto no profissional como no social. Livros publicados: Idéias, pessoas e coisas, 1958; Crônicas de quase crítica, 1963; Acadêmicas, 1998; Paraibanos na Academia Brasileira de Letras, 1999 (2 edições);   Prefácios de alguns livros e centenas de artigos nos jornais O NORTE, A IMPRENSA e A UNIÃO. No  prelo: Crônica reunida  ou prolegômenos da Universidade Federal da Paraíba; O IPÊ – a verdadeira história do seu começo. REFERÊNCIA  BIBLIOGRÁFICA: Currículum Vitae elaborado pelo acadêmico.

Nº 09 – (FUNDADOR) ANTÔNIO DA ROCHA BARRETO

CADEIRA Nº 09 FUNDADOR: ANTÔNIO DA ROCHA BARRETO Patrono: Antônio Gomes de Arruda Barreto (1857-1909) Fundador: Antônio da Rocha Barreto (1882-1958) 1º Sucessor: Manoel Batista de Medeiros (1924-2026) Fundador: Antônio da Rocha Barreto (1882-1958) Ocupação: Escritor Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA ANTÔNIO DA ROCHA BARRETO nasceu na cidade de Catolé do Rocha, Estado da Paraíba, no ano de 1882, e faleceu no dia 15 de novembro de 1958, em João Pessoa. Era filho de Ferreira de Araújo Barreto, descendente de portugueses, e de D. Francisca Rocha Barreto. Fez os seus estudos fundamentais em sua terra natal e, não tendo seguido uma formação acadêmica tradicional, consolidou-se como um autêntico autodidata. Ingressou no serviço público federal como postalista na Empresa de Correios e Telégrafos, instituição na qual ascendeu ao cargo de oficial administrativo e pela qual veio a se aposentar. Dedicou-se intensamente às letras e enveredou pela imprensa paraibana, na qual se notabilizou pelo talento, pelo senso de responsabilidade e, sobretudo, pela combatividade e sinceridade de suas posições. A vasta experiência acumulada ao longo de sua carreira no serviço postal serviu-lhe de principal subsídio para a escrita e publicação de sua obra histórica O Correio da Paraíba há cem anos, lançada em 1940. No campo do jornalismo, exerceu o cargo de diretor dos periódicos O Norte e A Imprensa, além de colaborar assiduamente com diversas revistas e jornais da capital. Entre os periódicos de relevo nos quais deixou sua marca, citam-se as revistas Manaíra, Menina e Ilustração, bem como os jornais A União, Correio da Manhã e Liberdade. Foi também o autor de importantes artigos historiográficos e biográficos, tais como Rafael de Holanda e O Cólera. No âmbito institucional, Rocha Barreto figurou como membro-fundador da Associação Paraibana de Imprensa (API) e integrou o grupo de sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras (APL), além de ter pertencido ao quadro de membros efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Conforme registrado em sua memória, “A Academia era como um remanso sagrado e, sem dúvida alguma, foi-lhe nos derradeiros momentos da sua existência, um estímulo, uma alegria, uma bem-aventurança espiritual” (Revista da APL, nº 07, p. 07). “A Academia era como um remanso sagrado e, sem dúvida alguma, foi-lhe nos derradeiros momentos da sua existência, um estímulo, uma alegria, uma bem-aventurança espiritual”. (Revista da APL, nº 07, p.07). PUBLICAÇÕES O Correio da Paraíba há cem anos Rafael de Holanda O Cólera

Nº 09 – (PATRONO) ANTONIO GOMES

     ANTÔNIO GOMES de Arruda Barreto: Nasceu no dia 17 de janeiro de 1857, no município de Pedra Lavrada, Estado da Paraíba e faleceu no dia 26 de setembro de 1909; era filho de Antônio Gomes Barreto e de Ana de Arruda Câmara. Homem inteligente e de caráter nobre, dedicou-se ao magistério, especialmente, à educação dos jovens sertanejos. Em 1875, seguiu para Catolé do Rocha, fixando-se, aí, onde formou a sua família; Em 1897, fundou o Colégio Sete de Setembro em Brejo do Cruz, primando pela qualidade, o seu Colégio era procurado tanto por alunos paraibanos quanto por aqueles que residiam no vizinho Estado do Rio Grande do Norte. Em decorrência da seca que assolou o Estado, no ano de 1898, Antônio Gomes viu-se obrigado a fechar o seu educandário e emigrar para o Rio Grande do Norte, instalando-se em Mossoró, em 1900. Antônio Gomes era autodidata e poliglota. Além de professor, era poeta satírico, jornalista polêmico e combativo. Foi advogado e promotor sem ser bacharel. Foi deputado provincial por duas legislaturas (1901/1904 e 1908/1911), faleceu no exercício do mandato. Republicano, ao lado de Epitácio Pessoa, Castro Pinto e Argemiro de Souza, prestou relevantes serviços jornalísticos a sua terra. Foi redator do Jornal O ESTADO DA PARAÍBA; redator-chefe de O MOSSOROENSE e colaborador de O COMBATE e O ECO. Era tenente-coronel da Guarda Nacional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Publicou em jornais muitas poesias. usando sempre os pseudônimos Pincelle e F. Santarém. Também escreveu uma gramática, Excertos da arte latina e um tratado de Direito, Alegações finais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. 02, Parayba, Rio de Janeiro: 1914. CASTRO, Oscar de Oliveira.Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: 1955. ODILON, Marcus.Pequeno dicionário de fatos e vultos da Paraíba Rio de Janeiro: Cátedra, 1984. SUASSUNA, Natércia Dutra. (Bisneta do biografado) Informações datilografadas.

Nº 08 – (2º SUCESSOR) ALUÍZIO CAMPOS

CADEIRA Nº 08 2º SUCESSOR: ALUÍZIO CAMPOS Patrono: Afonso Rodrigues de Souza Campos (1881-1916) Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961) 1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986) 2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002) 3º Sucessor: Ascendino Leite (1915-2010) 4ª Sucessora: Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti [Pepita] (atual ocupante) 2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002) Ocupação: Advogado e escritor Eleito: 19/02/1987 Posse: 30/08/1990 Saudação: Mário Moacyr Porto BIOGRAFIA ALUÍZIO AFONSO CAMPOS: Nasceu no dia 08 de dezembro de 1914, na Fazenda Ligeiro, município de Campina Grande, Paraíba, sendo o único filho do casal Afonso Rodrigues de Souza Campos e D. Porphíria Montenegro Campos. Foi casado com D. Inalda Campos, união da qual não gerou filhos. Estudou em João Pessoa, no Grupo Escolar Epitácio Pessoa, no Colégio Diocesano Pio X e no Lyceu Paraibano. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife e, posteriormente, realizou cursos de Especialização e de Aperfeiçoamento na Universidade de Lafayette, nos Estados Unidos, e na Escola Superior de Guerra (ESG). Herdou de seu pai o carisma, a inteligência e a vocação política, área na qual enveredou bastante cedo. Elegeu-se deputado à Constituinte Estadual da Paraíba, cumprindo um mandato de 1934 a 1937 e outro de 1950 a 1954. Mais tarde, elegeu-se Deputado Federal e foi reconduzido à Câmara Federal nas eleições de 1986 como Deputado Constituinte, encerrando sua atuação legislativa em 1990, quando se afastou da vida pública. Iniciou sua trajetória profissional como advogado em Campina Grande, transferindo-se depois para o Rio de Janeiro e assumindo relevantes funções jurídicas e administrativas. Entre os cargos exercidos, destacam-se: Assessor Jurídico da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos; Chefe do Departamento Jurídico do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE) e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB); Diretor-Executivo do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste (GTDN); Consultor Jurídico da SUDENE; Diretor-Presidente da Companhia Pastoril e Agrícola da Borborema; e Advogado da Consultoria Jurídica do Banco do Brasil, cargo em que permaneceu até 1981. Foi membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) e da Academia de Letras de Campina Grande. Tomou posse na Academia Paraibana de Letras no dia 30 de agosto de 1990; o discurso de saudação oficial foi de autoria do acadêmico Mário Moacyr Porto, que, impossibilitado de comparecer, fez-se representar pelo então presidente da instituição, Luiz Augusto da Franca Crispim. O Dr. Aluízio Campos faleceu em 17 de junho de 2002, no Hospital João XXIII, em Campina Grande. Como não tinha herdeiros diretos, deixou parte de seus bens para instituições culturais de sua terra natal. Seu corpo foi sepultado no Cemitério do Monte Santo, também em Campina Grande. PUBLICAÇÕES Direito e transformação social Aspectos Jurídicos dos Financiamentos Industriais Realidade econômica e desenvolvimento do Nordeste Estrutura e funcionamento da Operação Nordeste Desenvolvimento e Democracia A revolução da SUDENE Controle e fiscalização das empresas governamentais Discurso de posse na Academia de Letras de Campina Grande Discursos parlamentares: O Congresso e a crise O problema institucional Mandamentos da Nova República

Nº 08 – (1º SUCESSOR) ADHEMAR VIDAL

CADEIRA Nº 08 1º SUCESSOR: ADHEMAR VIDAL Patrono: Afonso Rodrigues de Souza Campos (1881-1916) Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961) 1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986) 2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002) 3º Sucessor: Ascendino Leite (1915-2010) 4ª Sucessora: Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti [Pepita] (atual ocupante) 1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986) Ocupação: Procurador da República e jornalista Eleito: 09/10/1971 Posse: 24/10/1979 Saudação: José Octávio de Arruda Mello BIOGRAFIA ADHEMAR Victor de Menezes VIDAL: Nasceu no dia 07 de outubro de 1897, na capital do Estado da Paraíba e faleceu no Rio de Janeiro no dia 30 de novembro de 1986. Deixou viúva a senhora Maria do Céu Vidal co cinco filhos . Eram seus pais o jornalista Francisco de Assis Vidal e D. Amélia Augusta Menezes Vidal; foi alfabetizado em casa, com a sua mãe, frequentando depois o Colégio Nossa Senhora das Neves, Colégio Diocesano Pio XII, preparando-se para ingressar no Lyceu com o poeta Augusto dos Anjos, cujas aulas eram ministradas na própria residência do poeta, à Rua Direita, 93, atual Duque de Caxias. Desse contato diário com Augusto dos Anjos, Adhemar Vidal armazenou lembranças que, mais tarde,  lhe ofereceram subsídios para escrever o livro intitulado O outro EU de Augusto dos Anjos.  Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1920, começando a advogar na capital do seu Estado, depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro, submetendo-se  a concurso público para o Itamaraty, tendo sido aprovado e nomeado para a Legação do Brasil na Holanda, porém, teve problema de saúde e renunciou ao cargo, retornando à Paraíba. Aqui chegando, foi nomeado Oficial de Gabinete do  Presidente Sólon de Lucena ocupando, também, o cargo de Procurador da República.  Mais tarde, o Presidente João Pessoa convidou-o para assumir as pastas de Justiça e Segurança, permanecendo à frente  dessas Secretarias até 1930. Aos doze anos, começou a trabalhar no jornal A União como revisor, ocupando, mais tarde, a direção do órgão. Fundou a Revista A Novela, que circulou na capital e foi classificada como precursora do movimento modernista no Nordeste. Escreveu em vários jornais do país e em revistas estrangeiras, representou o Brasil em Congressos, fez conferências em diversas Universidades sobre temas políticos e jurídicos. Colaborador assíduo da Revista Era Nova e membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Foi eleito, por aclamação, membro efetivo da Academia Paraibana de Letras, tendo sido empossado no dia 24 de outubro de 1979 e recepcionado pelo acadêmico José Octávio de Arruda Mello.  PUBLICAÇÕES Fome O incrível João Pessoa 1930 – História da Revolução na Paraíba Epitácio Pessoa ou o sentimento de autoridade Recordações sentimentais de Epitácio Pessoa Guia da Paraíba Terra de homens América, mundo livre Espírito de reforma Importância do açúcar  Lendas e superstições Europa Reparações de guerra Organização judiciária dos Estados Unidos do Brasil Liquidação dos bens de guerra O outro Eu de Augusto dos Anjos Canção de liberdade Regime jurídico do estrangeiro Moderno sentido de soberania O grande presidente A família brasileira e as suas origens João Pessoa e a Revolução de 30

Nº 08 – (FUNDADOR) HORTÊNSIO RIBEIRO

CADEIRA Nº 08 FUNDADOR: HORTÊNSIO RIBEIRO Patrono: Afonso Rodrigues de Souza Campos (1881-1916) Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961) 1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986) 2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002) 3º Sucessor: Ascendino Leite (1915-2010) 4ª Sucessora: Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti [Pepita] (atual ocupante) Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961) Ocupação: Advogado Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA HORTÊNSIO DE SOUZA RIBEIRO: Nasceu no dia 31 de janeiro de 1885, em Campina Grande, e faleceu em 15 de novembro de 1961. Era filho de José Maria de Souza Ribeiro e de D. Minervina Lima Ribeiro. Fez o curso primário em Campina Grande, no Colégio São José, e os exames preparatórios em colégios da capital do Estado e do Recife. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1918. Ainda no Rio, tentou estudar Medicina, mas, por motivos de saúde, abandonou a faculdade já no segundo ano e voltou à sua querida Campina Grande, cidade que sempre amou e à qual dedicou quase toda a sua vida. Lá, era muito querido e respeitado, atuando como um verdadeiro mecenas para os jovens que desejavam ingressar nas artes literárias, aos quais incentivava e ajudava. Por não se envolver em política, conseguia manter-se imparcial em suas atitudes. Em 1939, casou-se com D. Maria de Moura Ribeiro, com quem teve quatro filhos: Maria de Molina, Rosália Maria, João Hortênsio e Jacinta de Fátima. Colaborou ativamente na imprensa paraibana, escrevendo para vários jornais. Em A Imprensa, periódico pertencente à Arquidiocese da Paraíba, manteve por muito tempo a coluna “Nota do Dia”, na qual perfilava pessoas de atuação relevante na história política, social e religiosa de Campina Grande. Também colaborou em A União, A Voz da Borborema, Gazeta do Sertão, na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, nos Anuários de Campina Grande e no Jornal do Commercio, do Recife. Foi um dos fundadores da Academia Paraibana de Letras, integrando os seus quadros a partir de 14 de setembro de 1941. Participava de quase todos os grêmios literários que surgiam na época, entre os quais se destacam o Gabinete de Literatura 7 de Setembro e o Centro de Estudos Campinenses. Embora não tenha deixado livros publicados em vida, após a sua morte, D. Maria de Lourdes reuniu os seus escritos dispersos em jornais e revistas. Esses textos foram compilados em uma antologia de crônicas e artigos intitulada Vultos e fatos, publicada pelo Governo do Estado em 1979. PUBLICAÇÕES Vultos e fatos