Patrono: Afonso Rodrigues de Souza Campos (1881-1916)
Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961)
1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986)
2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002)
3º Sucessor: Ascendino Leite (1915-2010)
4ª Sucessora: Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti [Pepita] (atual ocupante)
Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961)
Ocupação: Advogado
Fundador da APL: 14/09/1941
HORTÊNSIO DE SOUZA RIBEIRO: Nasceu no dia 31 de janeiro de 1885, em Campina Grande, e faleceu em 15 de novembro de 1961. Era filho de José Maria de Souza Ribeiro e de D. Minervina Lima Ribeiro. Fez o curso primário em Campina Grande, no Colégio São José, e os exames preparatórios em colégios da capital do Estado e do Recife. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1918. Ainda no Rio, tentou estudar Medicina, mas, por motivos de saúde, abandonou a faculdade já no segundo ano e voltou à sua querida Campina Grande, cidade que sempre amou e à qual dedicou quase toda a sua vida. Lá, era muito querido e respeitado, atuando como um verdadeiro mecenas para os jovens que desejavam ingressar nas artes literárias, aos quais incentivava e ajudava. Por não se envolver em política, conseguia manter-se imparcial em suas atitudes. Em 1939, casou-se com D. Maria de Moura Ribeiro, com quem teve quatro filhos: Maria de Molina, Rosália Maria, João Hortênsio e Jacinta de Fátima.
Colaborou ativamente na imprensa paraibana, escrevendo para vários jornais. Em A Imprensa, periódico pertencente à Arquidiocese da Paraíba, manteve por muito tempo a coluna “Nota do Dia”, na qual perfilava pessoas de atuação relevante na história política, social e religiosa de Campina Grande. Também colaborou em A União, A Voz da Borborema, Gazeta do Sertão, na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, nos Anuários de Campina Grande e no Jornal do Commercio, do Recife.
Foi um dos fundadores da Academia Paraibana de Letras, integrando os seus quadros a partir de 14 de setembro de 1941. Participava de quase todos os grêmios literários que surgiam na época, entre os quais se destacam o Gabinete de Literatura 7 de Setembro e o Centro de Estudos Campinenses. Embora não tenha deixado livros publicados em vida, após a sua morte, D. Maria de Lourdes reuniu os seus escritos dispersos em jornais e revistas. Esses textos foram compilados em uma antologia de crônicas e artigos intitulada Vultos e fatos, publicada pelo Governo do Estado em 1979.
Vultos e fatos