CADEIRA Nº 18

FUNDADOR: MAURO DA CUNHA LUNA

BIOGRAFIA

MAURO DA CUNHA LUNA: Nasceu na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba, em 27 de julho de 1897, e faleceu no dia 23 de novembro de 1943. Era filho do casal Baltazar Gomes Pereira Luna e de D. Maria Santana da Cunha. Foi casado com D. Augusta de Almeida Luna, união da qual nasceram doze filhos. Estudou no tradicional Colégio São José, sob a direção do renomado professor Clementino Procópio, onde recebeu suas primeiras letras e noções fundamentais de humanidades.

Demonstrando forte vocação para o magistério e o desenvolvimento cultural de sua terra natal, fundou, em 1921, o Colégio Olavo Bilac, instituição de ensino que dirigiu e manteve em pleno funcionamento até o ano de 1932. Posteriormente, atuou também como professor nos colégios Pio XI e Imaculada Conceição. Para além da atividade docente, trabalhou como guarda-livros em importantes firmas comerciais da cidade, ocupação que conciliava com a função pública de diretor da Biblioteca Pública de Campina Grande.

Sua trajetória intelectual confunde-se com a história da imprensa e da literatura borboremana. Ingressou no jornalismo bastante jovem, aos quinze anos de idade, atuando como redator dos periódicos A Voz da Borborema e A Razão, além de colaborar assiduamente com os demais órgãos de imprensa da região. Contudo, foi a sua refinada produção poética que o imortalizou no cenário literário paraibano. Em 1924, reuniu parte de suas composições líricas no livro Horas de enlevo, que se consolidou como a sua única obra publicada em formato de livro em vida. O volume foi amplamente celebrado pela crítica da época, recebendo referências altamente elogiosas de alguns dos mais expressivos nomes da literatura nacional, a exemplo de José Américo de Almeida, João Ribeiro, Afonso Celso e Raul Machado.

Em reconhecimento ao valor de sua obra, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Em virtude do grave estado de saúde em que se encontrava, que o impossibilitava de deslocar-se de Campina Grande até a capital do Estado, foi empossado solenemente por procuração no dia 10 de março de 1943, ocasião em que escolheu o cônego Padre Mathias Freire para representá-lo no ato de investidura acadêmica.

PUBLICAÇÕES

  • Horas de enlevo