Nº 23 – (4º SUCESSOR) PAULO DE TASSO BENEVIDES GADELHA

CADEIRA Nº 23 4º SUCESSOR: PAULO DE TASSO BENEVIDES GADELHA Patrono: Theodomiro Ferreira Neves Júnior (1875-1940) Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952) 1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981) 2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999) 3ª Sucessora: Mariana Cantalice Soares (1947-2010) 4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013) 5ª Sucessora: Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão (atual ocupante) 4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013) Ocupação: Advogado, professor, político (Deputado Estadual) Eleito: 13/08/2010 Posse: 27/02/2011 Saudação: Damião Ramos Cavalcanti BIOGRAFIA PAULO DE TASSO GADELHA: Nasceu na cidade de Sousa, no Sertão da Paraíba, no dia 19 de setembro de 1942, e faleceu no dia 10 de março de 2013. Era filho de José de Paiva Gadelha e de Miriam Benevides Gadelha, pertencendo a uma tradicional estirpe de figuras públicas e empresários do estado. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e iniciou sua precoce militância na advocacia aos 25 anos de idade. Sua trajetória profissional foi marcada por uma intensa e polivalente atuação nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com forte trânsito entre os estados da Paraíba e de Pernambuco. No magistério superior, atuou como professor de Direito Internacional Público na Faculdade de Direito de Sousa. Na esfera política, elegeu-se Deputado Estadual por duas legislaturas, período no qual se destacou na defesa intransigente dos princípios democráticos e do Estado de Direito em plena vigência do regime militar. Exerceu ainda as funções de Procurador Jurídico e de Diretor de Crédito Industrial do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). No âmbito da magistratura, alcançou elevada projeção ao ingressar, no ano de 2001, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), sediado no Recife, ocupando o cargo de Desembargador Federal por meio do Quinto Constitucional em vaga destinada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No Tribunal, exerceu a presidência da corte no biênio 2007–2009 e presidiu a Segunda Turma a partir de 2011, permanecendo em plena atividade até a sua aposentadoria compulsória ao completar 70 anos, em 2012. Teve também destacada liderança classista como Presidente da Associação Regional dos Juízes Federais da 5ª Região (REJUFE), Diretor de Assuntos Jurídicos da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), Vice-Presidente do Instituto dos Magistrados de Pernambuco (IMP) e membro suplente do Conselho da Justiça Federal (CJF). Jurista afeito à pesquisa permanente e homem de letras de reconhecido mérito, publicou dez livros de relevo e colaborou assiduamente com a imprensa nordestina, mantendo colunas semanais em importantes periódicos como o Diário de Pernambuco, o Correio da Paraíba e o Correio de Sergipe. Integrou os quadros da União Brasileira de Escritores (Seção Pernambuco) e da Associação da Imprensa de Pernambuco (AIP). Foi eleito para a Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 23, tomando posse solenemente no dia 10 de fevereiro de 2011. Teve uma breve porém marcante convivência com os seus pares na instituição, vindo a falecer dois anos após sua investidura acadêmica. PUBLICAÇÕES Da imunidade Parlamentar Do voto Distrital Além da Censura Do Sigilo Bancário A rosa e a França Temas de Direito Internacional Público Vol. 1 Histórias das Constituições Brasileiras Amor à Palavra Varsóvia Revisitada e outros ensaios História Política de Souza (1945-2004)

Nº 23 – (3º SUCESSOR) MARIANA CANTALICE SOARES

CADEIRA Nº 23 3ª SUCESSORA: MARIANA CANTALICE SOARES Patrono: Theodomiro Ferreira Neves Júnior (1875-1940) Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952) 1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981) 2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999) 3ª Sucessora: Mariana Cantalice Soares (1947-2010) 4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013) 5ª Sucessora: Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão (atual ocupante) 3ª Sucessora: Mariana Cantalice Soares (1947-2010) Ocupação: Professora e escritora Eleito: 21/05/1999 Posse: 28/01/2000 Saudação: Carlos Augusto Romero BIOGRAFIA MARIANA CANTALICE SOARES: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, no dia 04 de julho de 1947, e faleceu nesta mesma cidade, no dia 16 de março de 2019. Era filha do Dr. João Soares, médico pediatra de reconhecido conceito na capital, e de D. Maria Carmem Cantalice Soares. Realizou todos os seus estudos iniciais e de formação básica em sua terra natal, no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, desde o jardim de infância até a conclusão do Curso Pedagógico. Graduou-se em Letras (Vernáculo) pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), instituição pela qual também obteve o título de Mestra em Literatura Brasileira, tendo defendido dissertação de relevo sobre a obra do romancista José Lins do Rego. Consolidou uma respeitável e sólida trajetória no magistério superior como professora titular de Literatura Brasileira na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), lotada no Campus III, onde exerceu a docência por mais de duas décadas. Intelectual de múltiplos recursos e sensibilidade artística aguçada, conciliou as atividades acadêmicas com a dedicação à música, às artes plásticas — com destaque para a pintura — e à coordenação e organização de diversos eventos e certames culturais no estado. No campo da imprensa e da difusão cultural, manteve por longo período uma coluna regular no jornal O Momento, intitulada “A palavra e o instante”. Participou ativamente de inúmeros congressos, seminários e palestras em âmbito nacional, dedicando-se primordialmente ao estudo e à divulgação de autores brasileiros, com especial ênfase na literatura produzida na Paraíba. Integrou com destaque os quadros da Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba (AFLAP) e da Academia Paraibana de Poesia (APP). Em reconhecimento ao valor de sua produção intelectual e de seu ensaísmo, foi eleita para a Academia Paraibana de Letras (APL), tomando posse solenemente em sua Cadeira no dia 28 de janeiro de 2000, ocasião em que foi recepcionada com o discurso de saudação do acadêmico Carlos Romero. PUBLICAÇÕES Crônicas do entardecer Encantos e desencantos O ontológico na obra de José Lins do Rego Juarez Batista Literatura Brasileira: uma abordagem prática Parahyba: segredos e revelações Vida, vida 3º milênio: discursos do entardecer José Lins do Rego – ícone da literatura paraibana Vozes do silêncio

Nº 23 – (3º SUCESSOR) ABELARDO DE ARAÚJO JUREMA

CADEIRA Nº 23 2º SUCESSOR: ABELARDO DE ARAÚJO JUREMA Patrono: Theodomiro Ferreira Neves Júnior (1875-1940) Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952) 1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981) 2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999) 3ª Sucessora: Mariana Cantalice Soares (1947-2010) 4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013) 5ª Sucessora: Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão (atual ocupante) 2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999) Ocupação: Professor e político (Deputado Estadual) Eleito: 29/08/1981 Posse: 14/01/1982 Saudação: Luiz Augusto da Franca Crispim BIOGRAFIA ABELARDO DE ARAÚJO JUREMA: Nasceu na cidade de Itabaiana, Estado da Paraíba, em 14 de fevereiro de 1915, e faleceu em João Pessoa, no dia 09 de fevereiro de 1999. Era filho do Dr. Geminiano Jurema Filho e de D. Amália de Araújo Jurema. Foi casado com D. Maria Evanise Pessoa, união da qual nasceram oito filhos: Maria Amália, Oswaldo Geminiano, Maria Elizabeth, Nara Maria, Maria Evanise, Maria Rosalinda, Abelardo Filho e João Luís. Iniciou seus estudos em sua terra natal, no Colégio São José, sob a direção de D. Marieta Medeiros, transferindo-se depois para a capital pernambucana, onde frequentou o Colégio Nossa Senhora do Carmo e, consecutivamente, o Colégio Oswaldo Cruz, instituição na qual concluiu a formação secundária. Bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1937. Sua vocação para as letras e para o jornalismo manifestou-se ainda no período acadêmico, quando colaborava ativamente no periódico de sua faculdade. No Recife, escreveu para importantes veículos de comunicação, tais como o Diário de Pernambuco, o Diário da Tarde e o Jornal do Commercio. De volta à Paraíba, atuou como redator do jornal oficial A União, à época sob a direção do jornalista Orris Barbosa. Paralelamente às atividades intelectuais, gerenciava na capital o escritório comercial da fábrica de cigarros Estrela do Norte, pertencente ao seu avô — espaço que se transformou em um concorrido ponto de encontro de intelectuais e figuras exponenciais da sociedade paraibana. Homem público de relevo e de marcante atuação administrativa, Abelardo Jurema acumulou uma extensa lista de cargos de alta responsabilidade. Na esfera estadual, foi Prefeito interino de João Pessoa em 1937, Diretor do Departamento de Estatística e Publicidade, Diretor da Rádio Tabajara, Diretor do Departamento de Educação e Secretário de Educação e Saúde do Estado. No magistério, atuou como professor de Literatura no tradicional Lyceu Paraibano. Ingressando na política partidária nacional, elegeu-se Deputado Federal e, por sua habilidade de articulação, foi escolhido pelo presidente Juscelino Kubitschek para exercer a liderança do Governo na Câmara dos Deputados. No plano federal, exerceu ainda o cargo de Procurador Adjunto da República e alcançou o ápice de sua carreira política ao ser nomeado Ministro de Estado da Justiça e Negócios Interiores no governo do presidente João Goulart. Em decorrência do golpe civil-militar de 1964, foi destituído do cargo ministerial, teve seus direitos políticos cassados e foi compelido ao exílio político no Peru. Retornou ao Brasil no ano de 1970, fixando residência na cidade do Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar no Escritório de Representação do Governo da Paraíba. Do Rio, continuou a articular importantes pleitos de interesse nacional e estadual, tendo participação ativa no processo de federalização da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), nas discussões para a construção de Brasília e nas ações político-administrativas que culminaram na criação do Estado do Acre e do antigo Estado da Guanabara. Por sua vasta contribuição ao desenvolvimento cultural e educacional, foi agraciado com o título de Professor Honoris Causa da UFPB e integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Consagrado como um dos grandes nomes da história política e intelectual paraibana, foi eleito para a Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 23, tomando posse solenemente no dia 14 de janeiro de 1982, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Luiz Augusto Crispim. PUBLICAÇÕES 102 dias no Senado Sexta-feira 13 Os últimos dias do Governo João Goulart Entre os Andes e a revolução Juscelino & Jango PSD & PTB Exílio De Itabaiana à imortalidade Presença da Paraíba no Brasil

Nº 23 – (1º SUCESSOR) AURÉLIO MORENO DE ALBUQUERQUE

CADEIRA Nº 23 1º SUCESSOR: AURÉLIO MORENO DE ALBUQUERQUE Patrono: Theodomiro Ferreira Neves Júnior (1875-1940) Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952) 1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981) 2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999) 3ª Sucessora: Mariana Cantalice Soares (1947-2010) 4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013) 5ª Sucessora: Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão (atual ocupante) 1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981) Ocupação: Professor e desembargador Eleito: 08/05/1971 Posse: 16/08/1973 Saudação: Juarez da Gama Batista BIOGRAFIA AURÉLIO MORENO DE ALBUQUERQUE: Nasceu na cidade de Areia, Estado da Paraíba, em 27 de novembro de 1912, e faleceu em João Pessoa, no dia 09 de julho de 1981. Era filho de Aureliano Camelo de Albuquerque e de D. Santina Moreno de Albuquerque. Foi casado com a senhora Lícia de Almeida Albuquerque, união da qual não deixou descendentes. Realizou seus estudos primários em sua terra natal com o renomado professor Leônidas Santiago, transferindo-se depois para a capital do Estado, onde frequentou o Colégio Pio X e o tradicional Lyceu Paraibano. Dotado de uma vasta inclinação para os estudos humanísticos, diplomou-se inicialmente como professor primário pela Escola Normal Oficial do Estado. Chegou a iniciar o curso de Odontologia, mas optou pelas Ciências Jurídicas, bacharelando-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1937. Décadas mais tarde, ampliou sua sólida formação acadêmica graduando-se também nos cursos de Filosofia, História e Geografia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). No magistério, construiu uma carreira polivalente e dedicada: atuou no curso elementar na antiga localidade de Alagoa do Monteiro e foi professor e diretor do Colégio Abel da Silva, no município de Ingá. Na capital, lecionou no Colégio Estadual da Paraíba (Liceu), na Escola Industrial, na Faculdade de Ciências Econômicas e no corpo docente da UFPB. Paralelamente, seguiu uma brilhante trajetória nas carreiras jurídicas do Estado, servindo com distinção como Promotor Público nas comarcas de São José do Cariri, Bananeiras, Itabaiana, Santa Rita, Campina Grande e João Pessoa. O ápice de sua carreira jurídica deu-se em 1962, quando foi nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), corte na qual também exerceu, por duas ocasiões, a Presidência da Câmara Criminal. Como jornalista e intelectual, iniciou suas colaborações na imprensa ainda na juventude, nas páginas do periódico editado pelo Grêmio Literário 24 de Março, no Lyceu. Posteriormente, escreveu para o jornal A Imprensa e para o oficial A União, veículo onde manteve a consagrada coluna diária “Flagrantes” — espaço de crônicas e notas que, mais tarde, transferiu para as páginas dos jornais Correio da Paraíba e O Norte. Eventualmente, colaborava também com o Diário de Pernambuco, do Recife. No âmbito institucional, foi membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e integrou os quadros do Conselho Estadual de Cultura. Ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 15 de setembro de 1973, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Juarez Batista. Na APL, ascendeu ao cargo de Presidente da instituição, período no qual promoveu uma profícua e dinâmica gestão administrativa, sendo sucedido no comando da casa pelo acadêmico Afonso Pereira, no ano de 1978. PUBLICAÇÕES Sobretudo um homem de bem Areia, seu passado, seu presente  Justiça e vida O areiense Joaquim da Silva

Nº 23 – (FUNDADOR) ÁLVARO PEREIRA DE CARVALHO

CADEIRA Nº 23 FUNDADOR: ÁLVARO PEREIRA DE CARVALHO Patrono: Theodomiro Ferreira Neves Júnior (1875-1940) Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952) 1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981) 2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999) 3ª Sucessora: Mariana Cantalice Soares (1947-2010) 4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013) 5ª Sucessora: Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão (atual ocupante) Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952) Ocupação: Jornalista, escritor, ensaísta, crítico e professor Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA ÁLVARO PEREIRA DE CARVALHO: Nasceu no município de Mamanguape, Estado da Paraíba, em 19 de fevereiro de 1885, e faleceu em João Pessoa, no dia 05 de outubro de 1952. Era filho de Manuel Pereira de Carvalho e de D. Francisca Leopoldina de Carvalho. Foi casado em primeiras núpcias com D. Luiza Gonzaga dos Santos, união da qual nasceram sete filhos: Stélio, Glaura, Stela, Nerina, Dalva, Vilma e Clóvis. Após enviuvar, contraiu segundas núpcias com D. Francisca Marques da Rocha, no ano de 1947. De origem humilde, trabalhou na juventude como barbeiro — mesmo ofício de seu pai — a fim de custear a própria instrução. Com notável determinação, logrou bacharelar-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1916. Homem de vasta cultura e profundo conhecedor dos clássicos da literatura universal, construiu uma sólida trajetória intelectual, jurídica e política no estado. No magistério, atuou como professor de Literatura e de Língua Italiana no Lyceu Paraibano. Na imprensa, exerceu destacado papel como ensaísta, crítico literário e jornalista, tendo sido redator do periódico O Combate e diretor de O Comércio. Na esfera pública, elegeu-se Deputado Federal e assumiu a liderança de importantes pastas como Secretário de Estado. Em 22 de outubro de 1928, ascendeu ao cargo de Vice-Presidente do Estado da Paraíba, compondo a chapa executiva liderada pelo presidente João Pessoa. Em decorrência do histórico assassinato de João Pessoa, ocorrido em Recife no dia 26 de julho de 1930, Álvaro de Carvalho assumiu interinamente a Presidência do Estado em um dos períodos mais conturbados da história republicana brasileira. Com o desfecho da Revolução de 1930 e a subsequente mudança no cenário político nacional, renunciou em definitivo à vida pública para retornar ao magistério. Transferiu residência para o Estado de São Paulo, estabelecendo-se na cidade de Santos por sete anos, período no qual se dedicou à advocacia privada e lecionou Língua Inglesa em colégios particulares. Sua experiência no comando do Executivo paraibano foi perpetuada na obra histórica Nas vésperas da revolução, valioso documentário sobre os setenta dias em que esteve à frente do governo estadual. Nas páginas deste livro, registrou detalhes de decisões cruciais e polêmicas que tomou por convicção e sem demagogia, pautadas pela firmeza de caráter, ainda que sob o crivo da opinião popular. Entre essas medidas, Álvaro de Carvalho revelou ter sancionado a Lei nº 700 — que alterou o nome da capital do Estado de Parahyba para João Pessoa — cumprindo um rito político que, embora contrariasse suas convicções pessoais, materializava a proposta do poeta Américo Falcão em virtude da grandeza da homenagem e do desejo da maioria de seus concidadãos. Guiado por esse mesmo rigor analítico e histórico, vetou o projeto que instituía a nova bandeira do Estado (a bandeira do “Nego”), devolvendo-o ao Poder Legislativo sob o argumento técnico e conceitual de que a palavra inscrita de forma isolada traduzia um “puro negativismo” e carecia de precisão histórica em relação ao célebre telegrama original de João Pessoa. Intelectual de primeira grandeza e defensor perene das letras jurídicas e literárias, Álvaro de Carvalho imortalizou-se como um dos dez sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras (APL), participando ativamente de sua instalação em 14 de setembro de 1941. Em reconhecimento à sua dedicação aos livros e à cultura do estado, foi consagrado patrono da Biblioteca Álvaro de Carvalho, o principal acervo bibliográfico da referida instituição. PUBLICAÇÕES Ensaios dacrítica esthética A revolução do eu Ensaios da crítica Educação profissional Augusto dos Anjos e outros ensaios Nas vésperas da revolução

Nº 23 – (PATRONO) THEODOMIRO FERREIRA NEVES JUNIOR

Theodomiro Ferreira NEVES JÚNIOR: Nasceu no dia 14 de agosto de 1875, na capital do Estado da Paraíba e faleceu em 30 de dezembro de 1940, no Rio de Janeiro. Fez os preparatórios na Paraíba, transferindo-se, a seguir, para o Recife com a intenção de freqüentar a Escola de Direito, por motivos desconhecidos não concluiu o curso, decidindo-se pelo magistério particular; para este fim, instalou uma escola em sua residência , à Rua Treze de Maio; mais tarde, optou pelo comércio e, ainda jovem, aprendeu o ofício de tipógrafo. Mesmo sendo um bom redator, não foi propriamente um jornalista, identificava-se mais com o sociológico e a poesia. Começou a publicar os seus poemas em A União Tipográfica e na Gazeta da Manhã. A poesia de Neves Junior, de acordo com a opinião de Álvaro de Carvalho “expressa sempre uma poesia íntima, comedida, desalentada, quase sempre triste, e por vezes, suavemente irônica, lembrando influências de Quental”. Em 1905, ao lado de Ascendino Cunha, Neves Junior fundou o Instituto Maciel Pinheiro mas, com o surgimento do Colégio pio X, o Maciel Pinheiro não sobreviveu, e o seu fundador foi trabalhar na firma Brito Lira e Cia;.em 1927, seguiu para o Rio de Janeiro, passando a exercer o magistério, investindo, também, numa indústria de produtos químicos. Dez anos mais tarde, sem família e doente, foi acolhido pelo amigo Agripino Nazareth até o seu falecimento. Publicou somente um livro: Arestas. Nesse livro ele reuniu os seus melhores poemas, sendo os mais conhecidos: Fugidia, FundaMudez, Harmonias perdidas, Rimas Facetas, Canção e Retorno. Foi um poeta romântico, amargurado, introspectivo. Fala-se de um amor platônico que ele sentia por uma jovem loura, sua grande paixão fracassada, o que se faz sentir em suas poesias. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. 02, PARAHYBA. Rio de Janeiro:1914. CARVALHO, Álvaro de.Neves Júnior, In: Revista da APL, nº03, João Pessoa:1948.