Nº 39 – (3° SUCESSOR) SÉRGIO MARTINHO DE CASTRO PINTO

SÉRGIO Martinho Aquino DE CASTRO PINTO: Nasceu em João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, em 25 de abril de 1947; filho do casal Petrônio de Castro Pinto e D.Mercedes Aquino de Castro Pinto, é casado com a professora Alda Lúcia de Castro Pinto e tem três filhos: Maria Cecília, Maria Carolina e Sérgio Rodrigo. Sérgio é formado em Direito pela Universidade Federal da Paraíba, com Mestrado e Doutorado em Literatura Brasileira, defendeu tese sobre Manuel Bandeira e Mário Quintana; é professor universitário, escritor e poeta. Colabora nos jornais da capital; exerceu as funções: editor do Correio das Artes, suplemento literário do Jornal A União; Coordenador do Departamento de Literatura da extinta Secretaria de Cultura; Subsecretário de Cultura do Estado da Paraíba.; Membro do Conselho Estadual de Cultura. Participou de várias antologias, destacando-se: Sincretismo: a poesia da geração 60, organizada por Pedro Lyra, Rio de Janeiro: 1995; Receitas de criar e cozinhar, organizada por Patrícia Bins &Dileta Silveira Martins, Rio de Janeiro: Bertrand, 1998; As árvores e seus cantores, organizada por Sérgio Faraco e Maria do Carmo Conceição Sanchotene e Antologia de poetas brasileiros, organizada por Mariazinha Congilio. Recebeu os Prêmios: 1ª lugar do Concurso de Contos Seráphico da Nóbrega, promovido pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Direto da UFPB, em 1967; 2ª lugar do Concurso Nacional de Contos (categoria estreante), promovido pelo Governo do Estado do Paraná, 1972; 1ª lugar do Concurso Mensal de Poesia, promovido pela Revista Escrita, São Paulo, 1973; 1ª lugar do II Festival de Poesia Falada de Campos de Goytacazes, Rio de Janeiro, 2000. Assumiu a sua Cadeira na APL, em 05 de julho de 1996, recepcionado pelo acadêmico Wellington Aguiar. Em 1989, o poeta, crítico literário e professor Hildeberto Barbosa Filho publicou pelas Edições FUNESC o livro Sanhauá: uma Ponte para a Modernidade, originariamente tese de mestrado sobre o Grupo Sanhauá, movimento literário paraibano do qual Sérgio de Castro Pinto fez parte. Foi sobre sua poesia a primeira tese de doutoramento defendida no Curso de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba, sob o título Signo e Imagem em Castro Pinto, orientado pelo professor João Batista de Brito. Detentor de vários prêmios de âmbito nacional, o mais recente deles, o Guilherme de Almeida, promovido pela União Brasileira de Escritores, cuja comissão julgadora considerou Zôo Imaginário o melhor livro de poesia lançado no ano de 2005. Ele também é um dos finalistas do Concurso Casa de Las Américas, em 1990, no gênero de poesia, patrocinado pelo governo cubano. Bibliografia: Gestos lúcidos, edições Sanhauá, 1967; A ilha na ostra, edições Sanhauá, 1970; Domicílio em trânsito, Civilização Brasileira, 1983; O cerco da memória, UFPB, 1993; A quatro mãos, 1996 (poesias, com ilustração de Flávio Tavares); Longe daqui, aqui mesmo (tese de doutorado –Mário Quintana); Os paralelos insólitos, discurso de posse na APL; Zôo imaginário (2005); O cristal dos verões : poemas escolhidos : 40 anos de poesia (1967-2007) (2007); A flor do gol (2014); O leitor que eu sou (2015); Folha corrida (2017).

Nº 39 – (2º SUCESSOR) JOSÉ EDILBERTO COUTINHO

CADEIRA Nº 39 2º SUCESSOR: JOSÉ EDILBERTO COUTINHO Patrono: José Lins do Rego Cavalcanti (1901-1957) Fundador: Luciano Ribeiro de Morais (1908-1966) 1º Sucessor: Juarez da Gama Batista (1927-1981) 2º Sucessor: José Edilberto Coutinho (1938-1995) 3º Sucessor: Sérgio Martinho Aquino de Castro Pinto (atual ocupante) 2º Sucessor: José Edilberto Coutinho (1938-1995) Ocupação: Professor, jornalista e escritor Eleito: 05/06/1981 Posse: 28/05/1982 Saudação: Elizabeth Marinheiro BIOGRAFIA JOSÉ EDILBERTO COUTINHO: Nasceu no município de Bananeiras, Estado da Paraíba, no dia 28 de setembro de 1938, e faleceu na cidade do Recife, Estado de Pernambuco, no ano de 1995. Era filho do Dr. Francisco Coutinho Filho e de D. Otília Cirne Coutinho. Em razão dos deveres profissionais de seu pai — que, na condição de funcionário federal, era constantemente designado para prestar serviços em diferentes regiões do país —, vivenciou uma infância e juventude marcadas por sucessivas mudanças, residindo longos períodos nos estados de Pernambuco e do Paraná. Orientou sua formação inicial para as ciências jurídicas e bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife; contudo, jamais exerceu a advocacia privada ou carreiras correlatas. Sua verdadeira e precoce vocação repousava no universo das letras, nutrindo especial fascínio pelo folclore e pelas tradições populares do Nordeste, inclinação herdada diretamente de seu pai, que era um folclorista de renome e costumava alimentar o imaginário do jovem com as ricas narrativas do cotidiano sertanejo. Consagrou-se como um dos jornalistas mais brilhantes e cosmopolitas de sua geração. Diplomou-se pelo prestigiado World Press Institute (Instituto Mundial de Imprensa), nos Estados Unidos, e imprimiu sua assinatura nas páginas dos principais jornais e revistas de circulação nacional. Dotado de trânsito internacional, atuou na Europa como correspondente estrangeiro do Jornal do Brasil e da revista Manchete, exercendo igual função nos Estados Unidos para os Diários Associados (notadamente no periódico O Jornal e na emblemática revista O Cruzeiro). No ano de 1970, fixou residência definitiva na cidade do Rio de Janeiro, efervescente cenário onde consolidou sua carreira como escritor, crítico e professor universitário. Sua refinada produção literária e ensaística foi celebrada pela crítica especializada e angariou dezenas de prêmios de prestígio no Brasil e no exterior. Entre suas láureas mais expressivas, destacam-se: o prêmio de Ensaios de Jornalismo Literário e de Ficção, outorgado pela Academia Brasileira de Letras (ABL); o prêmio de Crítica Literária, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA); o prêmio de Estudos Brasileiros de Ficção, da Fundação Cultural de Brasília e do Conselho Federal de Cultura; e o prêmio de Ensaio Biográfico, conferido pela Associação Brasileira de Crítica Literária. No plano internacional, sua ficção foi laureada pela Casa de las Américas, em Havana, Cuba; e sua consagrada obra sobre a temática futebolística, Maracanã, Adeus, ao ser traduzida para o francês por Jacques Theriot sob o título Onze au Maracanã, conquistou o Grand Prix Culturel Latin na cidade de Paris, em 1986. Personalidade de relevo na inteligência brasileira, Edilberto Coutinho foi autor de contos, romances e ensaios fundamentais, além de ter integrado os quadros da Academia Brasileira de Literatura. Vinculado afetivamente às suas raízes, manteve estreita colaboração com a salvaguarda da memória regional como sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Em justo reconhecimento ao seu indiscutível mérito literário e à projeção internacional de sua obra, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 28 de maio de 1982, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável e caloroso discurso de recepção e saudação proferido pela ilustre escritora, ensaísta e confreira Elizabeth Marinheiro. PUBLICAÇÕES Onda boiadeira e outros contos Contos II Erotismo noromance brasileiro, anos 30 a 60 Rondon e a integração amazônica Rondon, o civilizador da última fronteira Presença política no Recife José Lins do Rego Um negro vai à forra Sangue na praça Criaturas de papel  Maracanã, adeus Erotismo noconto brasileiro O romance do açúcar: José Lins do Rego, vida e obra Memória demolida O jogo terminado O livro de Carlos A imaginação do real Bar Savoy (Obra póstuma)

Nº 39 – (1º SUCESSOR) JUAREZ DA GAMA BATISTA

CADEIRA Nº 39 1º SUCESSOR: JUAREZ DA GAMA BATISTA Patrono: José Lins do Rego Cavalcanti (1901-1957) Fundador: Luciano Ribeiro de Morais (1908-1966) 1º Sucessor: Juarez da Gama Batista (1927-1981) 2º Sucessor: José Edilberto Coutinho (1938-1995) 3º Sucessor: Sérgio Martinho Aquino de Castro Pinto (atual ocupante) 1º Sucessor: Juarez da Gama Batista (1927-1981) Ocupação: Professor Eleito: 30/06/1967 Posse: 18/06/1968 Saudação: José Américo de Almeida BIOGRAFIA JUAREZ DA GAMA BATISTA: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, no dia 04 de fevereiro de 1927, e faleceu na mesma praça capixaba no dia 11 de fevereiro de 1981. Era filho de Artur Batista e de D. Zaida da Gama Batista. Foi casado com a advogada Lygia Vasconcelos Batista, união da qual nasceram sete filhos: Constance, Madalena, Caio César, Christine, Adelina Stela, Mário e Thaís. Realizou sua formação inicial na capital paraibana, frequentando as salas de aula do Colégio Diocesano Pio X e do tradicional Lyceu Paraibano. Voltando-se para o campo do Direito, ingressou na Faculdade de Direito do Recife, pela qual bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1951. Logo após a colação de grau, naquele mesmo ano, assumiu a direção do jornal oficial A União, cargo para o qual foi indicado pelo governador José Américo de Almeida, de quem era amigo pessoal e a quem devotava profunda e mútua afeição. Sua brilhante trajetória na imprensa escrita estadual consolidou-se ao assumir a direção do jornal Correio da Paraíba, em 1957, e ao tornar-se diretor-proprietário do periódico A Notícia, no ano de 1960. Intelectual de primeira grandeza e humanista de raras virtudes, Juarez Batista consagrou-se, acima de tudo, como um mestre e crítico literário rigoroso, merecendo do próprio mestre José Américo de Almeida o célebre e definitivo elogio: ”Nasceu para as letras, vive para as letras, sonha com as letras”. No ano de 1961, passou a integrar o corpo docente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) como Professor Titular de Literatura Brasileira. Na alta administração acadêmica, imprimiu sua competência técnico-pedagógica ao exercer as funções de Diretor do Departamento Cultural da UFPB e de Chefe do Departamento de Linguística e Literatura Luso-Brasileira do antigo Instituto Central de Letras (ICL) da referida universidade. Dono de uma prosa ensaística dotada de invulgar densidade analítica e fino trato estilístico, teve seu valor literário reconhecido pelas mais importantes corporações culturais do país. Sua consagração crítica deu-se com o ensaio O Real como Ficção em Euclides da Cunha, obra monumental laureada com o prestigiado Prêmio Euclides da Cunha e com o Prêmio Olívio Montenegro, este último concedido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recebeu ainda o Prêmio José Américo de Almeida (outorgado pela UFPB em 1967), o Prêmio de Cultura (conferido pelo Governo do Estado da Paraíba em 1976), além de láureas em Pernambuco e no Rio de Janeiro, a exemplo do Prêmio Geraldo Andrade (Academia Pernambucana de Letras, 1973) e do cobiçado Prêmio José Veríssimo, outorgado em 1973 pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Foi agraciado também com o título de “Honra ao Mérito” pelo Conselho Estadual de Cultura da Paraíba e recebeu Menção Honrosa da Secretaria de Cultura do antigo Estado da Guanabara. Legou uma vasta, erudita e fundamental produção bibliográfica, dispersa em centenas de ensaios analíticos, crônicas jornalísticas, discursos, conferências e prefácios de profundo valor estético para a historiografia literária do Nordeste. Em justo reconhecimento ao seu indiscutível mérito humanístico, à sua dedicação ao magistério e à sua fulgurante inteligência crítica, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 18 de junho de 1968, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio de um memorável e histórico discurso de recepção e saudação proferido pelo próprio escritor e confrade José Américo de Almeida. Na liderança do sodalício, foi eleito no ano de 1978 para o cargo de Vice-Presidente da entidade, dividindo a mesa diretora com o eminente professor e Presidente Afonso Pereira da Silva, prestando inestimáveis serviços à salvaguarda da memória literária paraibana até os seus últimos dias de vida. PUBLICAÇÕES Caminhos, sonhos e ladeiras Gabriela, seu cravo e sua canela José Américo – retratos e perfis O real como ficção em Euclides da Cunha A Sinfonia pastoral do nordeste O protagonismo do Fausto Os mistérios da vida e os mistérios de Dona Flor Matéria e nunca ouvido canto O barroco e o maravilhoso no romance de Jorge Amado A contraprova de Tereza Favo de mel Sentido trágico em José Lins do Rego Quem tem medo de Gilberto Freyre? História do arco da velha Tarde demais para esquecer Bolha de nível Discursos Eça de Queiroz: o bem pensante nem tantoàs avessas Um gosto de mel O charme discreto de Gilberto Freyre Justiça, imprensa e academia: os degraus da vocação Chá e simpatia José Lins do Rego, as fontes da solidão O tema e o gesto O exílio e o reino Literatura, cultura e civilização O que será que será O poder da glória Os guarda-chuvas de Cheburgo A hora e a vez de Joacil Gilberto em três notas de jornal O sono da velha senhora

Nº 39 – (FUNDADOR) LUCIANO RIBEIRO DE MORAIS

CADEIRA Nº 39 FUNDADOR: LUCIANO RIBEIRO DE MORAIS Patrono: José Lins do Rego Cavalcanti (1901-1957) Fundador: Luciano Ribeiro de Morais (1908-1966) 1º Sucessor: Juarez da Gama Batista (1927-1981) 2º Sucessor: José Edilberto Coutinho (1938-1995) 3º Sucessor: Sérgio Martinho Aquino de Castro Pinto (atual ocupante) Fundador: Luciano Ribeiro de Morais (1908-1966) Ocupação: Médico e professor Eleito: 11/06/1960 Posse: 30/09/1961 Saudação: Osias Nacre Gomes BIOGRAFIA LUCIANO RIBEIRO DE MORAIS: Nasceu no antigo Sítio Barreiras (atual município de Bayeux), Estado da Paraíba, no dia 24 de outubro de 1908, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 26 de fevereiro de 1966. Era filho de João Ribeiro de Morais e de D. Maria da Cruz Morais. Contraiu matrimônio, no ano de 1946, com a senhora Carmem Arcoverde de Morais, união da qual nasceram três filhos: Heloísa (que seguiu a carreira do magistério como professora de Língua Francesa), João Leonardo (médico psiquiatra) e João Luciano (advogado). Iniciou seus estudos elementares em João Pessoa e transferiu-se posteriormente para o Rio de Janeiro (então capital federal) para dar continuidade à sua formação superior. Matriculou-se na histórica Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, sediada na Praia Vermelha, pela qual diplomou-se em Medicina no ano de 1933. Dedicou-se prontamente à especialização em Psiquiatria, conquistando precoce reconhecimento científico ao integrar, na capital fluminense, a celebrada equipe médica do renomado professor e cientista Henrique Roxo, um dos pioneiros da neuropsiquiatria no país. No ano de 1936, optou por deixar o Rio de Janeiro e regressar à Paraíba. Atendendo a um pedido de seu irmão, Manuel Ribeiro de Morais, assumiu temporariamente a chefia do Executivo municipal como Prefeito de Araruna; contudo, abdicou do cargo político para fixar residência definitiva em João Pessoa, voltando-se inteiramente ao exercício de sua verdadeira vocação médica e humanitária. Na administração pública e na saúde mental do estado, desempenhou um papel reformador e de altíssima responsabilidade ao exercer as funções de Diretor da Colônia Juliano Moreira, Diretor do Departamento Hospitalar do Estado, Diretor do Manicômio Judiciário e Presidente do Conselho Penitenciário do Estado da Paraíba. Sua contribuição para a ciência e para o ensino superior paraibano culminou em sua atuação como um dos professores-fundadores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Na referida instituição, consagrou-se historicamente ao tornar-se o primeiro Professor Catedrático da disciplina de Psiquiatria, moldando as bases da formação médica de gerações no estado. Homem de inteligência fina e sensibilidade multifacetada, o Dr. Luciano de Morais dividia com igual brilhantismo o rigor dos consultórios com o recolhimento do magistério e da pesquisa literária. Essa rica dualidade de seu perfil humanístico foi cirurgicamente capturada pelo ensaísta Juarez da Gama Batista, que sobre ele afirmou: “Era um homem interdito entre duas vocações: a do cientista e a do homem de letras”. Amante da prosa e do ensaísmo de fundo psicológico, colaborou com a imprensa escrita e com o meio cultural da época. Em reconhecimento à sua imensurável folha de serviços prestados à medicina social, à ciência e ao enriquecimento intelectual da sociedade, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Embora sua partida precoce tenha ocorrido no mesmo ano de sua eleição, seu nome permanece inscrito na Casa de Coriolano de Medeiros como uma das mais nobres expressões do humanismo paraibano, tendo seu elogio fúnebre e acadêmico sido proferido de forma magistral pelo citado crítico Juarez Batista. PUBLICAÇÕES Freud e os sonhos A grandemissão A personalidade humana dentro das realidades provisórias

Nº 39 – (PATRONO) JOSÉ LINS DO REGO CAVALCANTI

JOSÉ LINS DO REGO Cavalcanti: Nasceu no dia 03 de junho de 1901, no Engenho Corredor, município de Pilar, Estado da Paraíba; filho de João do Rego Cavalcanti e D. Amélia do Rego Cavalcanti. Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 1957. Com a morte prematura de sua mãe, D. Amélia, passou à proteção de suas tias, de início, ficou com a tia Maria, a quem ele devotava verdadeira afeição, depois, passou aos cuidados da tia Naninha que, para satisfazer ao seu marido, internou a criança no Colégio de Itabaiana, passando aí, três anos. O Colégio era dirigido pelo professor Maciel, num sistema rígido, adotando o uso da palmatória; a vida de internato ocorreu num clima de muita tensão, medo e angústia o que serviu, mais tarde, de tema para o seu segundo romance, Doidinho, influenciado, talvez, em O Ateneu, de Raul Pompéia. Ao deixar o internato, freqüentou o Colégio Diocesano Pio X, na capital, onde iniciou a vida literária, publicando artigos na Revista Pio X, editada pela Arcádia (Grêmio Estudantil do Colégio), destacando-se, entre estes, um artigo sobre Joaquim Nabuco e uma exaltação ao Rei Alberto I, da Bélgica. Em 1915, vai para o Recife e matricula-se no Colégio Carneiro Leão, depois, no Ginásio Pernambucano, onde concluiu o curso secundário. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1920; em 1923, casa-se com D. Filomena Massa, tendo nascido da união, as filhas: Maria Elizabeth, Maria Cristina e Maria da Glória. A sua biblioteca, com todo seu acervo móveis, foi doada por D. Naná, a viúva, à Fundação Espaço Cultural da Paraíba, integrando o Museu José Lins do Rego, instalado nas dependências da Fundação que leva o nome do escritor como patrono. Ainda, em 1923, é nomeado Promotor Público de Manhuaçu, Minas Gerais, não se adaptando à funções jurídicas, transfere-se para Maceió, como Fiscal de Bancos. Nesta capital, trava conhecimento com o poeta Jorge de Lima, nascendo entre ambos uma sólida amizade; conhece também, Gilberto Freyre a quem ele tinha muito carinho. Gilberto Freyre “lhe revela outro mundo – o mundo das idéias, o mundo das artes – e lhe transmite o grande interesse pelo Brasil” (Coutinho, Edilberto. O romance do açúcar, p.19). A criação literária de José Lins do Rego, como ele próprio afirma, foi baseada, fundamentalmente, nas estórias de trancoso, contadas pela velha Totônia e pela leitura de Os doze pares da França, de Carlos Magno, que ele leu aos doze anos, ainda no internato de Itabaiana, tendo recebido, também, influências de Vítor Hugo, Proust, Hardy, Stendhal e os que ele chamava de “os grandes russos da minha vida: Tolstoi, Thecov e Dostoievski. Entre os nacionais, ele cita: Raul Pompéia, Machado de Assis, Gilberto Freyre e Olívio Montenegro. A obra de Zé Lins caracteriza-se, particularmente,pelo extraordinário poder de descrição. Reproduz no texto a linguagem do eito, da bagaceira, do nordestino, tornando-o no mais legítimo representante da literatura regional nordestina. Escreveu o seu primeiro romance em 1932, com Meninode Engenho, romance de reminiscência que abriu o conjunto de obras que formaram o Ciclo da Cana-de-Açúcar, recebendo o prêmio Graça Aranha. A Menino de Engenho, seguiram-se: Doidinho, 1933; Bangüê, 1934; Moleque Ricardo, 1935; Usina, 1936; Fogo Morto, 1936, fechando, com este, o Ciclo-da Cana-de-Açúcar. Em 1937, publicou Pedra Bonita e, em 1953, Cangaceiros que formaram o Ciclo do Cangaço. Outras publicações: Pureza; Riacho doce; Água mãe(prêmio da Fundação Felipe de Oliveira); Eurídice (Prêmio Fábio Prado); Meus verdes anos(memórias); Histórias davelha Totônia; Gordos e magros; Poesia e vida; Homens, seres e coisas; A casa e ohomem; Presença do Nordeste na literatura brasileira; O vulcão e a fonte, (1958, póstuma). Conferências:Pedro Américo; Conferência no Prata; Discurso de posse naAcademia Brasileira de Letras. Viagem: Bota de sete léguas. Em colaboração com Raquel de Queiroz e Graciliano Ramos Brandão entre o mar e o amor. José Lins do Rego assumiu a Cadeira nº 25 da Academia Brasileira de Letras, no dia 15 de dezembro de 1956, saudado pelo acadêmico Austregésilo de Athayde.Sucedeu ao imortal Ataulfo de Paiva. REFERÊENCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AUTUORI, Luiz. Os quarenta imortais. Rio: 1945. MARTINS, Eduardo. José Lins do Rego – O homem e a obra, ed. Ilustrada, João Pessoa: 1980. COUTINHO, Edilberto. O romance do açúcar. Rio de Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980. SOBREIRA, Ivan Bichara. O romance de José Lins do Rego. João Pessoa: A União, 1971.