Nº 08 – (4º SUCESSOR) MERCEDES CAVALCANTI

Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti nasceu em 17 de julho de 1954. Tem graduação em Língua Português e Inglesa na Universidade Federal da Paraíba (1978); especializou -se em Literatura Brasileira na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-RJ, 198; mestrado (DEA) na Université de Grenoble III, Grenoble, França, 1985; Doutorado em andamento, na UAM – Universidade Autónoma de Madrid (Espanha). É escritora (romance, conto, poesia; tradutora (espanhol); artista plástica (óleo sobre tela, desenho), tendo exposto em João Pessoa, Recife, Rio de Janeiro e Grenoble (França). Ilustrou livros (capas e iluminuras internas). Professora de Literatura hispano-americana, História da Língua Espanhola e Prática de Leitura e Produção Textual no curso de graduação/licenciatura em Letras da UFPB. Professora de Cultura Brasileira no curso de graduação/bacharelado em Línguas estrangeiras aplicadas às negociações internacionais . Obras Publicadas:   O Ouro dos Dragões (contos, Editora Ideia, 1994);  O Vinho de Caná (romance, Ideia, 2000);   A Volúpia dos Anjos (romance, Ideia, 2005);  El Manuscrito de Hannah (romance, Ideia, 2007);  O Chamado dos Deuses (romance, Editora Universitária, 2007);  A Volúpia dos Anjos (romance. 2ª. Edição. São Paulo, Editora A Girafa, 2007); Española, Corazón Paraibano (biografia, Ideia, 2008).

Nº 08 – (3º SUCESSOR) ASCENDINO LEITE

CADEIRA Nº 08 3º SUCESSOR: ASCENDINO LEITE Patrono: Afonso Rodrigues de Souza Campos (1881-1916) Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961) 1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986) 2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002) 3º Sucessor: Ascendino Leite (1915-2010) 4ª Sucessora: Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti [Pepita] (atual ocupante) 3º Sucessor: Ascendino Leite (1915-2010) Ocupação: Escritora e professora Eleito: 22/08/2002 Posse: 31/10/2002 Saudação: Cláudio Santa Cruz BIOGRAFIA Ascendino Leite nasceu na pequena Conceição do Piancó, em 23 de junho de 1915, e faleceu em João Pessoa, 13 de junho de 2010, em plena atividade literária, aos quase 95 anos! Veio ao mundo no ano de terrível seca, no sertão nordestino, que inspirou o famoso romance de Rachel de Queiroz. A infância modesta e a paisagem flagelada do Nordeste marcaram profundamente sua personalidade. Crítico literário, jornalista, romancista e poeta, exerceu suas funções públicas na Paraíba até 1943. Dedicou-se ao jornalismo até 1961, coordenando periódicos na Paraíba, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Também, desde muito cedo, publicou seus primeiros trabalhos. Estreou com o romance “A Viúva Branca”, em 1952. Em seguida, iniciou a publicação do seu Jornal Literário, pelo qual recebeu o prêmio Joaquim Nabuco, do Pen Clube do Brasil. Foi similarmente condecorado pelas Marinhas Brasileira e de Portugal. O conjunto de sua obra mereceu elogios da crítica literária, que o colocou entre os melhores autores nacionais. Comentava-se que “onde houver uma sombra que agasalhe a boa literatura, a poesia, a arte de escrever e o ofício do jornalismo, Ascendino Leite está presente”. Ao longo de sua profícua existência, ele conviveu e gozou da amizade das maiores estrelas da literatura brasileira. Aos 92 anos de idade, o escritor ainda lançou, no mercado, o livro “Na Ciência dos Fatos – Jornal Literário”, que traz uma coletânea de crônicas, de poemas e de depoimentos. PUBLICAÇÕES Sonho de uma semana de verão: 12 poemas elegíacos e 1 canção dionisíaca O Salto mortal Passados indefinido – Os dias duvidosos – O lucro de Deus A Viúva branca A Velha chama – Jornal Literário O Brasileiro As Coisas feitas – Jornal Literário Visões do Cabo Branco – Jornal Literário  Jardim marítimo – poesia completa  Euismo – Jornal Literário A prisão Ao Pecados finais Ascendino Leite entrevista Guimarães Rosa Aforismos para o povo instruído Aforismos da precisão Os juízes ou 21 poemas inabdutos e um proseado O nariz de Cíntia – Poesia anti-época Poesia reunida Surpresas na partida – Jornal Literário Por uma saudade azul – Poesia anti-época Poemas do fim comum – Poesia anti-época Doces vozes do silêncio – Jornal Literário (fragmentos) Visões de prata Caracóis na praia – Jornal Literário Memorial dos caracóis Vulgatas Ascendino Leite por Gil Francisco 3º Céu (visões e reflexões) Ascendino Leite – Vida e obra Na ciência dos fatos – Jornal Literário O princípio das penas (livro misto) – Jornal Literário Os pesares – Jornal Literário Sementes no espaço (1938-1988) À flor da terra: poesia flutuante O suicídio de Getúlio: biografia

Nº 08 – (2º SUCESSOR) ALUÍZIO CAMPOS

CADEIRA Nº 08 2º SUCESSOR: ALUÍZIO CAMPOS Patrono: Afonso Rodrigues de Souza Campos (1881-1916) Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961) 1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986) 2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002) 3º Sucessor: Ascendino Leite (1915-2010) 4ª Sucessora: Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti [Pepita] (atual ocupante) 2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002) Ocupação: Advogado e escritor Eleito: 19/02/1987 Posse: 30/08/1990 Saudação: Mário Moacyr Porto BIOGRAFIA ALUÍZIO AFONSO CAMPOS: Nasceu no dia 08 de dezembro de 1914, na Fazenda Ligeiro, município de Campina Grande, Paraíba, sendo o único filho do casal Afonso Rodrigues de Souza Campos e D. Porphíria Montenegro Campos. Foi casado com D. Inalda Campos, união da qual não gerou filhos. Estudou em João Pessoa, no Grupo Escolar Epitácio Pessoa, no Colégio Diocesano Pio X e no Lyceu Paraibano. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife e, posteriormente, realizou cursos de Especialização e de Aperfeiçoamento na Universidade de Lafayette, nos Estados Unidos, e na Escola Superior de Guerra (ESG). Herdou de seu pai o carisma, a inteligência e a vocação política, área na qual enveredou bastante cedo. Elegeu-se deputado à Constituinte Estadual da Paraíba, cumprindo um mandato de 1934 a 1937 e outro de 1950 a 1954. Mais tarde, elegeu-se Deputado Federal e foi reconduzido à Câmara Federal nas eleições de 1986 como Deputado Constituinte, encerrando sua atuação legislativa em 1990, quando se afastou da vida pública. Iniciou sua trajetória profissional como advogado em Campina Grande, transferindo-se depois para o Rio de Janeiro e assumindo relevantes funções jurídicas e administrativas. Entre os cargos exercidos, destacam-se: Assessor Jurídico da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos; Chefe do Departamento Jurídico do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE) e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB); Diretor-Executivo do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste (GTDN); Consultor Jurídico da SUDENE; Diretor-Presidente da Companhia Pastoril e Agrícola da Borborema; e Advogado da Consultoria Jurídica do Banco do Brasil, cargo em que permaneceu até 1981. Foi membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) e da Academia de Letras de Campina Grande. Tomou posse na Academia Paraibana de Letras no dia 30 de agosto de 1990; o discurso de saudação oficial foi de autoria do acadêmico Mário Moacyr Porto, que, impossibilitado de comparecer, fez-se representar pelo então presidente da instituição, Luiz Augusto da Franca Crispim. O Dr. Aluízio Campos faleceu em 17 de junho de 2002, no Hospital João XXIII, em Campina Grande. Como não tinha herdeiros diretos, deixou parte de seus bens para instituições culturais de sua terra natal. Seu corpo foi sepultado no Cemitério do Monte Santo, também em Campina Grande. PUBLICAÇÕES Direito e transformação social Aspectos Jurídicos dos Financiamentos Industriais Realidade econômica e desenvolvimento do Nordeste Estrutura e funcionamento da Operação Nordeste Desenvolvimento e Democracia A revolução da SUDENE Controle e fiscalização das empresas governamentais Discurso de posse na Academia de Letras de Campina Grande Discursos parlamentares: O Congresso e a crise O problema institucional Mandamentos da Nova República

Nº 08 – (1º SUCESSOR) ADHEMAR VIDAL

CADEIRA Nº 08 1º SUCESSOR: ADHEMAR VIDAL Patrono: Afonso Rodrigues de Souza Campos (1881-1916) Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961) 1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986) 2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002) 3º Sucessor: Ascendino Leite (1915-2010) 4ª Sucessora: Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti [Pepita] (atual ocupante) 1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986) Ocupação: Procurador da República e jornalista Eleito: 09/10/1971 Posse: 24/10/1979 Saudação: José Octávio de Arruda Mello BIOGRAFIA ADHEMAR Victor de Menezes VIDAL: Nasceu no dia 07 de outubro de 1897, na capital do Estado da Paraíba e faleceu no Rio de Janeiro no dia 30 de novembro de 1986. Deixou viúva a senhora Maria do Céu Vidal co cinco filhos . Eram seus pais o jornalista Francisco de Assis Vidal e D. Amélia Augusta Menezes Vidal; foi alfabetizado em casa, com a sua mãe, frequentando depois o Colégio Nossa Senhora das Neves, Colégio Diocesano Pio XII, preparando-se para ingressar no Lyceu com o poeta Augusto dos Anjos, cujas aulas eram ministradas na própria residência do poeta, à Rua Direita, 93, atual Duque de Caxias. Desse contato diário com Augusto dos Anjos, Adhemar Vidal armazenou lembranças que, mais tarde,  lhe ofereceram subsídios para escrever o livro intitulado O outro EU de Augusto dos Anjos.  Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1920, começando a advogar na capital do seu Estado, depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro, submetendo-se  a concurso público para o Itamaraty, tendo sido aprovado e nomeado para a Legação do Brasil na Holanda, porém, teve problema de saúde e renunciou ao cargo, retornando à Paraíba. Aqui chegando, foi nomeado Oficial de Gabinete do  Presidente Sólon de Lucena ocupando, também, o cargo de Procurador da República.  Mais tarde, o Presidente João Pessoa convidou-o para assumir as pastas de Justiça e Segurança, permanecendo à frente  dessas Secretarias até 1930. Aos doze anos, começou a trabalhar no jornal A União como revisor, ocupando, mais tarde, a direção do órgão. Fundou a Revista A Novela, que circulou na capital e foi classificada como precursora do movimento modernista no Nordeste. Escreveu em vários jornais do país e em revistas estrangeiras, representou o Brasil em Congressos, fez conferências em diversas Universidades sobre temas políticos e jurídicos. Colaborador assíduo da Revista Era Nova e membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Foi eleito, por aclamação, membro efetivo da Academia Paraibana de Letras, tendo sido empossado no dia 24 de outubro de 1979 e recepcionado pelo acadêmico José Octávio de Arruda Mello.  PUBLICAÇÕES Fome O incrível João Pessoa 1930 – História da Revolução na Paraíba Epitácio Pessoa ou o sentimento de autoridade Recordações sentimentais de Epitácio Pessoa Guia da Paraíba Terra de homens América, mundo livre Espírito de reforma Importância do açúcar  Lendas e superstições Europa Reparações de guerra Organização judiciária dos Estados Unidos do Brasil Liquidação dos bens de guerra O outro Eu de Augusto dos Anjos Canção de liberdade Regime jurídico do estrangeiro Moderno sentido de soberania O grande presidente A família brasileira e as suas origens João Pessoa e a Revolução de 30

Nº 08 – (FUNDADOR) HORTÊNSIO RIBEIRO

CADEIRA Nº 08 FUNDADOR: HORTÊNSIO RIBEIRO Patrono: Afonso Rodrigues de Souza Campos (1881-1916) Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961) 1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986) 2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002) 3º Sucessor: Ascendino Leite (1915-2010) 4ª Sucessora: Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti [Pepita] (atual ocupante) Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961) Ocupação: Advogado Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA HORTÊNSIO DE SOUZA RIBEIRO: Nasceu no dia 31 de janeiro de 1885, em Campina Grande, e faleceu em 15 de novembro de 1961. Era filho de José Maria de Souza Ribeiro e de D. Minervina Lima Ribeiro. Fez o curso primário em Campina Grande, no Colégio São José, e os exames preparatórios em colégios da capital do Estado e do Recife. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1918. Ainda no Rio, tentou estudar Medicina, mas, por motivos de saúde, abandonou a faculdade já no segundo ano e voltou à sua querida Campina Grande, cidade que sempre amou e à qual dedicou quase toda a sua vida. Lá, era muito querido e respeitado, atuando como um verdadeiro mecenas para os jovens que desejavam ingressar nas artes literárias, aos quais incentivava e ajudava. Por não se envolver em política, conseguia manter-se imparcial em suas atitudes. Em 1939, casou-se com D. Maria de Moura Ribeiro, com quem teve quatro filhos: Maria de Molina, Rosália Maria, João Hortênsio e Jacinta de Fátima. Colaborou ativamente na imprensa paraibana, escrevendo para vários jornais. Em A Imprensa, periódico pertencente à Arquidiocese da Paraíba, manteve por muito tempo a coluna “Nota do Dia”, na qual perfilava pessoas de atuação relevante na história política, social e religiosa de Campina Grande. Também colaborou em A União, A Voz da Borborema, Gazeta do Sertão, na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, nos Anuários de Campina Grande e no Jornal do Commercio, do Recife. Foi um dos fundadores da Academia Paraibana de Letras, integrando os seus quadros a partir de 14 de setembro de 1941. Participava de quase todos os grêmios literários que surgiam na época, entre os quais se destacam o Gabinete de Literatura 7 de Setembro e o Centro de Estudos Campinenses. Embora não tenha deixado livros publicados em vida, após a sua morte, D. Maria de Lourdes reuniu os seus escritos dispersos em jornais e revistas. Esses textos foram compilados em uma antologia de crônicas e artigos intitulada Vultos e fatos, publicada pelo Governo do Estado em 1979. PUBLICAÇÕES Vultos e fatos