03 – Cadeira Vaga

CADEIRA Nº 03 2º SUCESSOR: EILZO NOGUEIRA MATOS BIOGRAFIA Escritor, advogado, político e acadêmico Eilzo Nogueira Matos nasceu no sítio Gato Preto, nos arredores do município de Sousa, Paraíba, em 23 de junho de 1934, filho de Tiburtino Leite Matos Rolim e Natércia Nogueira Matos. Teve cinco filhos do primeiro matrimônio — Sandra, Sônia, Ênio, Francisco Carlos e José Fábio — e mais três do segundo — Edna, Érica e Tiburtino. Realizou os estudos primários e secundários em Sousa, Patos, Mossoró e Campina Grande. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, iniciando sua carreira como advogado de ofício de Terceira Entrância, entre outras funções jurídicas. Na área cultural, foi presidente da Fundação Cultural do Estado da Paraíba, membro do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba, além de diretor da Rádio Tabajara. Enquanto dirigia a emissora oficial, presidiu o programa Partners of the Americas na Paraíba, elaborando, com o escritor e jornalista Evandro Nóbrega, uma série de programas sobre a cultura paraibana transmitidos pela rádio latino-americana de Connecticut. Na política, foi deputado estadual em duas legislaturas, eleitas em 1971 e 1979, tendo exercido também os cargos de Secretário de Segurança Pública (1976) e Secretário do Interior e Justiça do Estado da Paraíba (1978). Entre os feitos mais relevantes de sua vida pública destaca-se a criação da Faculdade de Direito de Sousa, desde a idealização até a instalação. Também foi o idealizador do Festival de Inverno de Areia, que reuniu intelectuais de diversas áreas para o debate dos problemas culturais do país. Membro da Academia Paraibana de Letras, afastou-se posteriormente da militância político-partidária, recolhendo-se à fazenda Lagoa de Baixo, de sua propriedade, no município de Pombal. OBRAS PUBLICADAS Prosa Caótica (1985) – Artigos e discursos. Editora A União, João Pessoa. A Face do Tempo (1985) – Poesia. Editora A União, João Pessoa. Salviano Leite – Plaquete biográfica. Gráfica Iterplan, João Pessoa. História da Faculdade de Direito de Sousa (1991) – Plaquete historiográfica. Editora A União, João Pessoa. A Invasão das Cobras – Romance. 1ª ed. (s/d); 2ª ed. 1996; 3ª ed. 1998. Editora A União / Textoarte, João Pessoa. Viajantes do Purgatório (1995) – Romance. Editora A União, João Pessoa. As Horas Trágicas (1997) – Contos. Editora Universitária, UFPB. A Super Quadra – Novelas. 1ª ed. 1989 (Iterplan); 2ª ed. 1998 (Textoarte), João Pessoa. Antonio Mariz – Paraíba, Nomes do Século (2000) – Série histórica. Editora A União, João Pessoa. Faculdade de Direito de Sousa (2001) – Ensaio. Arpoador Gráfica e Editora, João Pessoa. Dr. Firmino Leite, Médico e Humanista (2002) – Coleção Documentos Piancoenses. Fundação Salviano Leite, Sousa. Salviano Leite (2002) – 2ª ed. corrigida e ampliada, comemorativa do centenário de nascimento. Piancó. Letras do Sertão (2004) – Edição comemorativa do sesquicentenário da Independência Política de Sousa. Gráfica Real, Cajazeiras. Política Sousense: Novos Tempos, Velhos Costumes (2005) – Edição comemorativa dos dez anos de falecimento de Antonio Mariz. Gráfica Marques, Sousa. Traição, Ética e Trabalho; e Piancó, Breves Traços Biográficos – Edição comemorativa do cinquentenário da administração do Dr. Elzir Nogueira Matos, prefeito constitucional de Piancó. Fundação Salviano Leite (2006) – Coleção Documentos Piancoenses. Gráfica e Editora Real, Cajazeiras.

Nº 26 – (3º SUCESSOR) ANTÔNIO JUAREZ FARIAS

CADEIRA Nº 26 3º SUCESSOR: ANTÔNIO JUAREZ FARIAS Patrono: Pe. Inácio de Souza Rolim (1800-1889) Fundador: Mathias da Silva Freire (1882-1947) 1º Sucessor: Mons. Pedro Anísio Bezerra Dantas (1883-1979) 2º Sucessor: Tarcísio de Miranda Burity (1938-2003) 3º Sucessor: Antônio Juarez Farias (1933-2021) 4º Sucessor: Manoel Hélder de Moura Dantas (atual ocupante) 3º Sucessor: Antônio Juarez Farias (1933-2021) Ocupação: Advogado, economista e escritor Eleito: 11/12/2003 Posse: 04/06/2004 Saudação: Luiz Nunes Alves BIOGRAFIA Antônio Juarez Farias nasceu no dia 23 de março de 1933, em Cabaceiras. Foi casado com Maria das Neves Lima de Farias, de cuja união nasceram os filhos João Manoel, Guilherme Ewerton, Antônio e Celina Maria; e os netos João Gabriel e Mariana Lima. Fez o curso primário no Grupo Escolar Alcides Bezerra, em sua cidade natal; o secundário no Colégio Pio XI, em Campina Grande; no Colégio Estadual da Prata; no Colégio Estadual do Ceará, em Fortaleza; e, por fim, no Colégio Carneiro Leão, em Recife. Concluiu os bacharelados em Economia pela Escola de Economia da Sociedade Universitária de Ensino Superior e Comercial do Rio de Janeiro, em 1961, e em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1965. Antes, havia realizado os cursos de Projetos, em 1957, promovido pelo Banco do Nordeste do Brasil e pela Organização das Nações Unidas, e de Programação do Desenvolvimento Econômico, em 1959, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e pela Comissão Econômica para a América Latina da ONU. Tornou-se economista de renome, diplomado no tempo em que as faculdades de economia formavam poucos profissionais. Juarez ajudou Celso Furtado na pioneira tarefa de construir a SUDENE. Exerceu relevantes funções de destaque durante sua competente vida pública. Iniciou a labuta cedo: em 1943, já era auxiliar do 2º Cartório da Comarca de Cabaceiras. Depois, exerceu as funções de auxiliar e gerente do Cartório do 3º Ofício da Comarca de Campina Grande; assistente da gerência da Fábrica de Mosaico Borborema; auxiliar técnico do escritório de advocacia de Aluízio Campos e Cláudio Agra Porto; escrevente do Cartório do 3º Ofício da Comarca de Campina Grande; auxiliar de escritório do BNB; e técnico em desenvolvimento econômico do BNB, em Fortaleza. Em 1957, já no Rio de Janeiro, foi assistente da Diretoria de Indústrias Básicas do BNDE; coordenador da meta de petróleo do Programa de Metas do Governo Federal; membro da equipe do Conselho Nacional de Desenvolvimento e Coordenação Econômica; consultor técnico da Companhia de Indústria do Estado da Paraíba; vice-governador e governador em exercício, em 1970 e 1971. Antônio Juarez continuou sua carreira e ocupou muitos outros cargos de relevo. Em 2003, foi nomeado secretário-executivo da Comissão de Implementação do Programa de Reforma do Estado. Apesar das múltiplas atribuições, o economista ainda se dedicou ao magistério, lecionando as disciplinas Teoria do Desenvolvimento Econômico e Elaboração e Avaliação de Projetos, ambas na Universidade Católica de Pernambuco. Sua atuação o fez receber títulos e honrarias, tais como: menção por serviços relevantes ao País, outorgada pelo Presidente Jânio Quadros, em 1961; Diploma de Honra ao Mérito Municipal, pela Câmara de Vereadores de Campina Grande, em 1987; Cidadão Campinense; Medalha Cunha Pedrosa, do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, órgão ao qual pertenceu e que presidiu; diploma de Honra ao Mérito e Medalha Epitácio Pessoa, pela Assembleia Legislativa, em 1995; Medalha do Mérito Universitário, pelo Centro Universitário de João Pessoa, em 2001; Cidadão Pessoense; Medalha José Américo, pela Fundação Casa de José Américo. Juarez Farias foi sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Campina Grande. Além disso, tornou-se membro efetivo da Academia Paraibana de Letras, em 04 de junho de 2004, ao assumir a Cadeira nº 39, vindo a ser Presidente da mesma instituição por dois mandatos (2006-2008; 2008-2010). Faleceu em 08 de março de 2021. PUBLICAÇÕES Posições e Posicionamentos

Nº 23 – (4º SUCESSOR) PAULO DE TASSO BENEVIDES GADELHA

CADEIRA Nº 23 4º SUCESSOR: PAULO DE TASSO BENEVIDES GADELHA Patrono: Theodomiro Ferreira Neves Júnior (1875-1940) Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952) 1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981) 2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999) 3ª Sucessora: Mariana Cantalice Soares (1947-2010) 4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013) 5ª Sucessora: Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão (atual ocupante) 4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013) Ocupação: Advogado, professor, político (Deputado Estadual) Eleito: 13/08/2010 Posse: 27/02/2011 Saudação: Damião Ramos Cavalcanti BIOGRAFIA PAULO DE TASSO GADELHA: Nasceu na cidade de Sousa, no Sertão da Paraíba, no dia 19 de setembro de 1942, e faleceu no dia 10 de março de 2013. Era filho de José de Paiva Gadelha e de Miriam Benevides Gadelha, pertencendo a uma tradicional estirpe de figuras públicas e empresários do estado. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e iniciou sua precoce militância na advocacia aos 25 anos de idade. Sua trajetória profissional foi marcada por uma intensa e polivalente atuação nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com forte trânsito entre os estados da Paraíba e de Pernambuco. No magistério superior, atuou como professor de Direito Internacional Público na Faculdade de Direito de Sousa. Na esfera política, elegeu-se Deputado Estadual por duas legislaturas, período no qual se destacou na defesa intransigente dos princípios democráticos e do Estado de Direito em plena vigência do regime militar. Exerceu ainda as funções de Procurador Jurídico e de Diretor de Crédito Industrial do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). No âmbito da magistratura, alcançou elevada projeção ao ingressar, no ano de 2001, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), sediado no Recife, ocupando o cargo de Desembargador Federal por meio do Quinto Constitucional em vaga destinada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No Tribunal, exerceu a presidência da corte no biênio 2007–2009 e presidiu a Segunda Turma a partir de 2011, permanecendo em plena atividade até a sua aposentadoria compulsória ao completar 70 anos, em 2012. Teve também destacada liderança classista como Presidente da Associação Regional dos Juízes Federais da 5ª Região (REJUFE), Diretor de Assuntos Jurídicos da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), Vice-Presidente do Instituto dos Magistrados de Pernambuco (IMP) e membro suplente do Conselho da Justiça Federal (CJF). Jurista afeito à pesquisa permanente e homem de letras de reconhecido mérito, publicou dez livros de relevo e colaborou assiduamente com a imprensa nordestina, mantendo colunas semanais em importantes periódicos como o Diário de Pernambuco, o Correio da Paraíba e o Correio de Sergipe. Integrou os quadros da União Brasileira de Escritores (Seção Pernambuco) e da Associação da Imprensa de Pernambuco (AIP). Foi eleito para a Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 23, tomando posse solenemente no dia 10 de fevereiro de 2011. Teve uma breve porém marcante convivência com os seus pares na instituição, vindo a falecer dois anos após sua investidura acadêmica. PUBLICAÇÕES Da imunidade Parlamentar Do voto Distrital Além da Censura Do Sigilo Bancário A rosa e a França Temas de Direito Internacional Público Vol. 1 Histórias das Constituições Brasileiras Amor à Palavra Varsóvia Revisitada e outros ensaios História Política de Souza (1945-2004)

Nº 15 – (2º SUCESSOR) PAULO GUSTAVO GALVÃO

CADEIRA Nº 15 2º SUCESSOR: PAULO GUSTAVO GALVÃO Patrono: Eugênio Toscano de Brito (1850-1903) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) 3º Sucessor: Francisco Pereira da Silva Junior 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) Ocupação: Médico Eleito: 16/08/1994 Posse: 30/07/1999 Saudação: Amaury de Araújo Vasconcelos BIOGRAFIA PAULO GUSTAVO GALVÃO nasceu na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba, em 06 de junho de 1936, e faleceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia 21 de dezembro de 2021. Era filho do casal Paulo Acácio Galvão e de D. Maria José Pedrosa Galvão. Foi casado com D. Marília Neves Galvão, união da qual nasceram duas filhas: Liliana e Izabel, ambas médicas. Realizou os seus estudos iniciais em sua terra natal, no Colégio Alfredo Dantas, e na capital pernambucana, onde frequentou os colégios Carneiro Leão e o Ginásio Pernambucano. Formou-se em Medicina e realizou pós-graduação em Oftalmologia, além de diversos cursos de extensão e aperfeiçoamento que o mantiveram na vanguarda de sua especialidade. Estabeleceu-se profissionalmente em Belo Horizonte a partir de 1960, cidade onde consolidou uma carreira de grande prestígio nacional na área médica. Foi professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e destacou-se como cofundador e diretor clínico do renomado Instituto Hilton Rocha e da Fundação Hilton Rocha. No campo da pesquisa e da preservação da memória científica, figurou também como cofundador e membro do Instituto Mineiro de História da Medicina. Por sua notável atuação profissional, científica e humanitária, foi agraciado com inúmeras distinções e medalhas honorárias, entre as quais: a Medalha da Inconfidência Mineira; a Medalha Alcides Carneiro, outorgada pela CNEC (Paraíba); as medalhas Arquimedes Busaca e Lineu Silva, em Minas Gerais; e a Medalha do Mérito do Trabalho, conferida pelo Ministério do Trabalho. Recebeu ainda os títulos de Cidadão Honorário dos municípios mineiros de Caratinga e Itabira, do Estado de Minas Gerais e da cidade de João Pessoa. Além de médico e pesquisador de relevo, Paulo Galvão foi um dedicado escritor e poeta. No dia 30 de junho de 1999, ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 15, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Amaury Vasconcelos. PUBLICAÇÕES Transplante de córnea (estudo clínico) Mar de Marmara, poesias Alocução ensaios e outros textos Lentes de contato terapêuticas e cosméticas (Prêmio Archimedes Busaca) Sentido universal da história Elogio aos olhos

30 – Santo Estanislau

CADEIRA Nº 30 Santo Estanislau Patrono: Santo Estanislau Pessoa de Vasconcelos (1860-1933) Fundador: Francisco Barbosa Coutinho Filho (1898-1976) 1º Sucessor: Pedro Moreno Gondim (1914-2005) 2º Sucessor: Otávio Sitônio Pinto Pereira (1945-2022) 3º Sucessor: José Nunes da Costa (atual ocupante) BIOGRAFIA SANTO ESTANISLAU Pessoa de Vasconcelos: Nasceu no dia 13 de março de 1860, na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba, e faleceu em Belém, capital do Estado do Pará, em 31 de dezembro de 1933; filho de Virgínio Estanislau Afonso e D. Maria Fortunata das Neves, Casado, em primeiras núpcias, com Maria Blandina da Câmara Bezerra, nascendo dessa união dois filhos: José e Maria Elisa. Ficando viúvo, casou-se com Maria Amália e, depois, com Ana Zaíra, ambas irmãs da primeira esposa. Fez os estudos fundamentais em Bananeiras, seguindo para Recife, fazendo os preparatórios no Curso Anexo da Faculdade de Direito, bacharelando-se em Direito em 1879. Enquanto estudante, Santos Estanislau exerceu o magistério particular e estagiou no escritório de advocacia do seu tio, Dr. José Lopes Pessoa da Costa, aperfeiçoando, aí, os seus conhecimentos jurídicos. Formado, voltou à Paraíba. Exerceu as funções públicas: Promotor Público de Bananeiras, Pilar e Campina Grande; Juiz Municipal de Órfãos e Juiz de Direito de Mamanguape. No Pará, exerceu as funções: Juiz de Direito das comarcas de Chaves, Cametá e de Baião; Chefe de Polícia do Estado, nomeado pelo Presidente Paes de Carvalho. Em 1901, através de decreto, foi nomeado desembargador. Publicou: Anotações da Reforma Judiciária à Lei 455, de 11/06/1896; Apelações de Terceiros (monografia); Casos forenses. A cidade de João homenageou-o dando seu nome a uma das ruas do Bairro de Cruz das Armas, popularmente conhecida como a Rua Santo Estanislau.

15 – Mário Hélio

CADEIRA Nº 15 4º SUCESSOR: MÁRIO HÉLIO Patrono: Eugênio Toscano de Brito (1850-1903) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) 3º Sucessor: Francisco Pereira da Silva Junior 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) Eleito: 17/04/2026 Posse: 31/07/2026 Saudação: Francisco de Sales Gaudêncio Ocupação: Professor e jornalista BIOGRAFIA MARIO HÉLIO GOMES DE LIMA nasceu em Sapé, Paraíba, em 16 de abril de 1965. Fez sua estreia como autor em livro com a publicação de Livrório/Opuszero, pela Fundação de Cultura Cidade do Recife, em 1985. Esta obra havia recebido o Prêmio Literário Cidade do Recife, em 1982, na categoria Poesia. O autor contava, então, 16 anos de idade. Em 1986, estreou como conferencista, no Congresso Literário em Campina Grande (PB), com a conferência “Alegro Tristissimo”. Nesse mesmo ano conheceu pessoalmente Gilberto Freyre, sobre quem escreveria, anos depois, sua dissertação de mestrado, defendida e aprovada em 1994. O tema escolhido foi a teoria e a prática da História no chamado Mestre de Apipucos. Mais tarde, incorporou esse trabalho como parte do seu livro A História Íntima de Gilberto Freyre. Publicou ainda sobre esse autor outros livros: O Brasil de Gilberto Freyre, Casa-Grande & Senzala: o livro que dá razão ao Brasil mestiço e pleno de contradições, e Gilberto Freyre, especificamente sobre a contribuição dele para a Educação no Brasil. Além da sua produção como poeta e ensaísta, com textos em publicações nacionais e estrangeiras, Mario Helio também atua no jornalismo, seja na reportagem, seja na edição. É bacharel em Comunicação Social pela Universidade Católica de Pernambuco, e, profissional e continuamente, no Jornal do Commercio, e Suplemento Cultural do Diário Oficial de Pernambuco, e como colaborador eventual, publicou reportagens e artigos em outros veículos, como Folha de S. Paulo e Jornal da Tarde, entre outros periódicos. É o editor-fundador das revistas Continente e Pernambuco, ambas publicadas pela Companhia Editora de Pernambuco. Foi coordenador-geral da Editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco, e nessa mesma instituição, diretor da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte.  É professor-visitante da Universidade de Salamanca, onde realizou seu doutoramento em Antropologia, com tese sobre os penitentes espahóis de La Rioja e os brasileiros da Barbalha, no Cariri cearense. Foi professor da Universidade Federal de Pernambuco, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco.  É membro da Academia Pernambucana de Letras, do Pen Club do Brasil, da Sociedade Espanhola de Antropologia Aplicada e da Sociedade Ibero-Americana de Antropologia Aplicada (de que já foi presidente), e sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, da Academia de Letras de Campina Grande, da Academia Cabense de Letras, e da Academia Sapeense de Letras, Artes e Cultura.  É Superintendente de Periódicos e Projetos Especiais da Companhia Editora de Pernambuco – Cepe, onde edita as revistas Continente e Pernambuco. Tem também dirigido, promovido e organizado eventos, tanto culturais quanto acadêmicos, exemplo da Festa Literária Internacional de Pernambuco – Fliporto (2009-2015), Congresso Internacional de Antropologia de Ibero-América (2008, no Recife; 2014, em Porto Alegre) e Congresso Internacional de Judaísmo e Interculturalidade (Recife, 2025). Na crítica de arte e curadoria, citam-se os seus trabalhos em torno da obra dos artistas brasileiros Cícero Dias e Jaildo Marinho. PUBLICAÇÕES Livrório/opuszero Perfil parlamentar de Pereira da Costa O Recife melhor do que Paris Brasil Profundo, Espanha Negra O Brasil de Gilberto Freyre e A História Íntima de Gilberto Freyre Cícero Dias – uma vida pela pintura Mosaico Paraibano (Miscelânea de ensaios literários e jornalismo), entre outros

24 – Francisco Gil Messias

CADEIRA Nº 24 3º SUCESSOR: FRANCISCO DAS CHAGAS GIL MESSIAS Patrono: Pedro Américo Figueiredo Mello (1843-1905) Fundador: Horácio de Almeida (1896-1983) 1º Sucessor: José Jóffily Bezerra de Mello (1914-1994) 2º Sucessor: Evaldo Gonçalves de Queiroz (1933-2025) 3º Sucessor: Francisco das Chagas Gil Messias (atual ocupante) 3º Sucessor: Francisco das Chagas Gil Messias (atual ocupante) Ocupação: Advogado, jornalista e escritor Eleito: 25/07/2025 Posse: 02/09/2025 Saudação: Hildeberto Barbosa Filho BIOGRAFIA Francisco das Chagas Gil Messias nasceu em João Pessoa, PB em 1955. É bacharel em Direito pela UFPB e mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina — UFSC. Foi Procurador Federal, do quadro de Advocacia-Geral da União, junto à Universidade Federal da Paraíba, onde prestou serviços na década de 1980. Na referida universidade foi Chefe da Procuradoria Jurídica. Exerceu o magistério superior no Curso de Direito do UNIPÊ e na Escola de Magistratura da Paraíba. No gênero de poesia publicou: Olhares: poemas bissextos, Na medida do possível e outros poemas da aldeia, Um dedo de prosa: escritos da aldeia e O redator de obituários: crônicas, artigos e talvez ensaios. Todos pela editora Ideia. Publicou artigos em jornais e trabalhos jurídicos em revistas especializadas. Escreveu quinzenalmente no jornal Correio da Paraíba, na página de opinião. Escreve semanalmente no blog Ambiente de Leitura Carlos Romero e regularmente no suplemento literário do jornal A União, Correio das Artes; é membro do Instituto de Estudos Kelsenianos da Paraíba e da Academia Paraibana de Filosofia. Foi eleito para a APL em 25 de julho de 2025 e tomou posse no dia 02 de setembro de 2025 para ocupar a Cadeira nº 24, que tem como patrono Pedro Américo Figueiredo Mello e último ocupante Evaldo Gonçalves de Queiroz. Foi recepcionado pelo acadêmico Hildeberto Barbosa Filho. PUBLICAÇÕES Olhares: poemas bissextos  A medida do possível e outros poema da aldeia  Um dedo de prosa: escritos da aldeia  O redator de obituários: crônicas, artigos e talvez ensaios 

04 – João Trindade

CADEIRA Nº 04 2º SUCESSOR: JOÃO TRINDADE Patrono: Adolfo Tácito da Costa Cirne (1855-1922) Fundador: Mário Moacyr Porto (1912-1997) 1º Sucessor: José Loureiro Lopes (1940-2024) 2º Sucessor: João Trindade Cavalcante (atual ocupante) 2º Sucessor: João Trindade Cavalcante (atual ocupante) Ocupação: Professor, jornalista e advogado Eleito: 14/02/2025 Posse: 16/05/2025 Saudação: Milton Marques Júnior BIOGRAFIA João Trindade Cavalcante nasceu em Piancó, Paraíba, em 1957. Aos seis anos de idade, transferiu-se para Patos (PB) e, mais tarde, aos catorze, para João Pessoa, onde reside até hoje. É Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Paraíba e tem pós-graduação pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (ESMA-PB). Também na UFPB, cursou Letras e Comunicação. É advogado militante, jornalista, radialista, professor e escritor. É professor de Português e Literatura Brasileira e autor de “A Língua no Bolso”, publicado pela Alumnus/Leya, em 2013 e que já se encontra na 3ª edição; em 2016, publicou, pela mesma editora, “Português descontraído”. Lançou, em 1988, pela editora Colibri o livro “Os Segredos da Redação”. No âmbito do Direito, lançou, em 2018, a obra “Guia Prático de Introdução ao Direito” pela “Sal da terra”. Lecionou Língua Portuguesa e Literatura Brasileira em todos os grandes colégios e cursinhos da Capital; na Escola Superior da Magistratura da Paraíba – ESMA-PB –; na Escola Superior do Ministério Público – ESMIP- PB. Foi professor, durante 24 anos, da disciplina “Introdução ao Direito”, no Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) e professor-substituto de “Instituições de Direito Público e de Direito Privado”, na UFPB. Iniciou a carreira literária em 1981, com o livro de poemas “Um Pouco Além do Sonho”, publicado pela editora “A União”, sendo que seu livro mais recente é “O Estranho Professor de Violão” (crônicas), publicado pela editora Ideia, em 2022. Ainda na área especificamente literária, é autor do cordel “A Coluna Prestes em Piancó”. Participou das antologias “Autores Parahybanos” (Edições Caravela), com os poemas “Criação”; “Elegia”; e “Sedução”. Participou, também, da antologia “Memórias e Passagens do Tempo – Vol. 2”, publicada pela Scortecci, com os poemas “Algoz de Mim” e “O Fim”. Na área de ensaio, é coautor da plaqueta “Augusto dos Anjos, Sua Vida, Sua Obra”, publicada pela Academia Paraibana de Letras e Secretária de Educação e Cultura do Estado da Paraíba, com a conferência: “Itinerário de Augusto dos Anjos”. É coautor, também, do livro “Coletânea de Autores Paraibanos”, sob a coordenação dopoeta Sérgio de Castro Pinto, e que tem também como autores: Ângela Bezerra de Castro, Chico Viana, Hildeberto Barbosa Filho e João Batista B. de Brito, publicado pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Paraíba e de “Poder e Política na Paraíba,”, edição conjunta da API (Associação Paraibana de Imprensa) e editora “A União”. Foi destacado aluno do Liceu Paraibano, tendo como secundarista, em 1976, após concurso entre alunos de escolas públicas e privadas do estado, representado a Paraíba, em Salvador, no II Concurso Secundarista Nacional de Poesia Falada, promovido pelo colégio Severino Vieira, em parceria com o Governo do Estado da Bahia, com o poema “Realidade”. Desde cedo, dedicou-se às letras, tendo sido, aos 17 anos, rádio-escuta (captador e redator de notícias) da Rádio Correio da Paraíba e, aos 21, redator do jornal Correio da e repórter de “O Norte”. Nos anos 80, atuou como crítico literário no jornal “Correio da Paraíba”, mantendo uma coluna diária e foi repórter de cultura do jornal O Momento. Nos anos 90, no jornal “O Norte”,  atuou como cronista e crítico literário na coluna “Vida Literária”.  Em 1990, foi editor do suplemento literário “Correio das Artes”, de “A União”, veículo em que também publicou, sob várias editorias, contos e poemas.Neste mesmo ano, fui âncora do telejornal TJ O Norte, na extinta TV O Norte. Entre 2006 e 2008, foi comentarista esportivo da Rádio CBN João Pessoa e mantinha, diariamente, a coluna sobre literatura “Por Dentro das Letras”. Desde 2003, mantém coluna dominical no jornal “Correio da Paraíba”. A princípio, no Impresso. Com a extinção deste, no “Portal Correio”, com a coluna “Palavra Certa”, em que escreve artigos e crônicas sobre assuntos variados, com ênfase em relação aos sobre Língua Portuguesa. Também assina a coluna “Sempre na Área” no Portal esportivo Arena Correio. É membro da Associação Paraibana de Imprensa (API), da qual já foi, inclusive, secretário-geral; da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Paraíba (OAB-PB). Já foi auditor do Tribunal de Justiça Desportivo de Futebol, da Paraíba (TJDF-PB). PUBLICAÇÕES O Estranho Professor de Violão  Guia Prático de Introdução ao Direito A Língua no Bolso  A Coluna Prestes em Piancó Um Pouco Além do Sonho Paraíba na Literatura II Paraíba na Literatura VI

07 – Artur Achiles

CADEIRA Nº 07 Artur Achiles Patrono: Artur Achiles dos Santos (1864-1916) Fundador: João Rodrigues Coriolano de Medeiros (1875-1974) 1º Sucessor: Maurílio Augusto de Almeida (1926-1998) 2º Sucessor: Dorgival Terceiro Neto (1932-2013) 3º Sucessor: Severino Ramalho Leite (atual ocupante) BIOGRAFIA ARTUR ACHILES dos Santos: Nasceu em Pedras de Fogo, Paraíba, em 20 de junho de 1864 e faleceu em Recife, no dia 28 de novembro de 1916. Fez o curso de Humanidades no Lyceu Paraibano, pretendendo seguir a carreira jurídica, optando pelo jornalismo, abandonou a Faculdade de Direito, ingressando na imprensa paraibana, trabalhando em defesa dos anseios populares e, em pouco tempo, já estava com o seu nome consolidado entre os mais destacados intelectuais da Paraíba e de outros Estados.Escreveu em A Gazeta e em outros jornais. Polemista temido, assumia sempre posições contrárias ao governo, porém, o seu caráter íntegro impedia-lhe de usar a Lei de Talião. Mantinha atitudes nobres, linguagem esmerada, estilo sóbrio e elegante. Dirigiu o Jornal O Comércio, de sua propriedade, quando teve a oportunidade de demonstrar a sua fortaleza, coragem e dignidade; denunciava e criticava com inteligência os desmandos oficiais, numa luta incansável em defesa do seu povo, do seu Estado. Por revanchismo, violência e crueldade seu jornal foi destruído pelo Dr. José Peregrino, Presidente da Província. Escreveu também em outros jornais, como : A Paraíba, do Dr. Eugênio Toscano de Brito; Voz do Povo, fundado por ele para fazer oposição ao primeiro Governo Republicano da Paraíba, o Dr. Venâncio Neiva (nov.1889 a dez.1891); Gazeta do Comércio, mudado para Gazeta da Paraíba, de propriedade de Manuel Henriques de Sá, tendo sido, também seu diretor e que combatia o governo do Dr, Antônio Alfredo da Gama e Mello (out. 1900 a out. 1904) (Dorgival Terceiro Neto, discurso de posse). Artur Achiles conseguiu restaurar O Comércio, que ressurgiu mais forte e mais combativo, no entanto, a grave crise econômica que o Estado atravessava fez com que o matutino não resistisse, fechando na sua fase mais gloriosa. Para sobreviver, Artur Achiles viu-se obrigado a aceitar um emprego público, assumindo a direção do Arquivo do Estado, no qual não demorou muito, pois, motivos de saúde obrigaram-no a deixar o cargo. “E o Comércio foi para ele o seu livro precioso onde se encontra tudo que há compatível com o seu belo talento. Consultem as coleções de O Comércio, leiam os seus artigos ora doutrinários ora de crítica, ora batendo-se por uma idéia beneficiando o comércio ou a sociedade. Leiam a sua cotidiana secção SUBTIS, sob assinatura Rostan, na qual comentava o fato do dia com o máximo critério e lógica admirável”. (Coriolano de Medeiros). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Maurílio Augusto de. Cadeira nº 07. In: Revista da Academia Paraibana de Letras nº 09. João Pessoa:1984, p.73. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Imp. Nacional, Rio de Janeiro: 1955. MEDEIROS, Coriolano de. Artur Achiles. In: Revista da Academia Paraibana de Letras, nº03, p.81. João Pessoa: 1948. NETO, Dorgival Terceiro. Discurso de Posse na APL – Revista da Apl. nº 14. João Pessoa:1999. PORDEUS, Terezinha de Jesus Ramalho. História da Paraíba em Sala de Aula. João Pessoa: 1978.

20 – Joaquim Silva

CADEIRA Nº 20 Joaquim Silva Patrono: Joaquim José Henrique da Silva (1820-1889) Fundador: Pe. Luís Gonzaga de Oliveira (1915-1971) 1ª Sucessora: Elizabeth Figueiredo Agra Marinheiro (atual ocupante) BIOGRAFIA JOAQUIM José Henrique da SILVA : Nasceu em 03 de julho de 1820, na cidade de Areia, Estado da Paraíba e faleceu no dia 18 de julho de 1889. Era casado, em primeiras núpcias, com D. Joaquina Nunes Pinto, ficando viúvo, casou-se novamente com D. Raquel Augusta Gouveia; dos dois casamentos, nasceram vinte e seis filhos, entre estes, Júlio, Abel da Silva, Cicina e Tito Silva. Fez o curso primário em Areia e, não dispondo de recursos para freqüentar uma escola superior em outra cidade, Joaquim Silva estudou sozinho. Foi um autodidata. Tornou-se um latinista respeitável, capaz de concorrer com o famoso Tobias Barreto a uma vaga de professor de Latim na Faculdade de Olinda. No Colégio de Areia, lecionava Francês e Latim; escreveu o Manual do estudante de Latim, editado na Bahia, em 1855; traduziu aArte poética, de Horácio e escreveu uma Gramática grega, que nunca foi publicada. Em 1859, fundou o Teatro Recreio Dramático que foi a célula mater do Teatro Minerva , de Areia. Joaquim da Silva foi um abolicionista autêntico; fundou a Sociedade Emancipadora Areiense e um periódico A Verdade, através dos quais fazia campanhas abolicionistas. O movimento era tão convincente que, logo, ele se tornou amigo da classe senhorial, o que fez com que Areia se antecipasse à Lei Áurea, libertando os seus escravos duas semanas antes do 13 de maio. Elegeu-se Deputado Provincial, por várias legislaturas, mas não conseguiu eleger-se Deputado Geral. Sensível aos problemas sociais, fundou uma escola gratuita para atender às crianças flageladas da seca de 1877 e, para defender seus conterrâneos mais carentes, improvisou-se advogado. Em 1822, foi nomeado Inspetor do Tesouro e, para assumir o cargo, foi obrigado a deixar a sua cidade e estabelecer-se na capital, onde, também, fundou uma escola, o Colégio Paraibano que foi, por muitos anos, considerado um dos melhores colégios do Nordeste, onde, estudavam além dos paraibanos, os filhos das famílias dos Estados vizinhos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALBUQUERQUE, Aurélio de. O areiense Joaquim Silva. João Pessoa: 1977. GONZAGA, Pe. Luiz. Discurso de posse. In: Revista da APL, nº 06, João Pessoa:  1955.