Visita dos alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Cardoso

Visita dos alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Cardoso,acompanhado da professora Maria do Socorro Barbosa Teixeira, na manhã do dia 26 de setembro. Os alunos foram recepcionados e conduzidos em visita dirigida pelos acadêmicos: Gonzaga Rodrigues e Wills Leal.
Lançamento do livro “Folha Corrida”

Foi lançado com grande estilo o livro “Folha Corrida”, do poeta Sérgio de Castro Pinto, na Academia Paraibana de Letaras, em dia de casa cheia. Um momento singular de música e poesia.
O mar, o porto, o livro e o autor Damião Ramos Cavalcanti
A vida moldou em Fernando Aquino Freire um conjunto de ideias, competência, habilidades, estilo ou uma sóbria maneira de ver, julgar e, assim, escrever a realidade com facilidade e beleza. Tudo começou quando sua mãe Iolanda levou o seu berço, aos seus dois anos, da Capital ao então distrito de Cabedelo; comparando-se os tamanhos dos lugares, é como se fosse transferir a morada do mar para o porto. Roland Barthes, em Crítica e Verdade, ao se perguntar quem escreve, responde “que a palavra é um poder e que entre a corporação e a classe social, um grupo de homens se define razoavelmente bem pelo seguinte: ele detém, em diversos graus, a linguagem da nação”. A nação de Fernando Freire é sua vida em João Pessoa, Itabaiana e, sobretudo, em Cabedelo, lugar que ele adotou como sendo cidade da sua origem. Também, enquanto bancário, o autor percorreu o país do sul ao norte, informatizando as agências do histórico Banco do Brasil. Como ele próprio se diz passageiro, memorizou esses caminhos e agora resgata valores e costumes dessas cidades: “Em João Pessoa, inocente: Perdido nas ruas de sinais verdes; prisioneiro nas esquinas de sinais vermelhos. Veículos como carros e carros de guerra, convidando-me à paz de armas baixadas; no final do pesadelo, bandeiras hasteadas; choros , sorrisos e lágrimas. Em Cabedelo, irreverente: Nas sãs arruaças da praça, nas ruínas da Fortaleza, nas areias da praia; na corrente do rio, nos frios navios, nos cais do porto, porta de vai e vem de riquezas alheias e da caça à baleia; na estação de trem, vagões cheios de gente humilde, vazios de outros bens; no Grupo Escolar Pedro Américo, onde riscou na pedra as primeiras letras; no Colégio Imaculada Conceição, onde o discípulo se fez voluntário mestre; no telégrafo da ferrovia – onde foi, sem salário, aprendiz, depois escriturário” (…) E assim ele finaliza seu perfil: “Nomeado bancário, quando se viam nas ruas sinais verdes de odiento levante, mandou-se para as terras de Sivuca, onde aprendeu letras musicais, e mais: Abelardo, Jurema, José Lins do Rego, Damião Ramos Cavalcanti e tantos mais intelectuais de renome, que me convidaram a cantar das primeiras sílabas do bê-á-bá à literatura do Engenho Corredor de Pilar”. Verifiquei que falou sobre as cidades onde mais vivi e que tanto amei, falou de mim, tornou-se amigo; precisaria mais o que? Então comecei a me encontrar, procurando-me na sua palavra, na sua linguagem, com outras ressonâncias; uma delas foi a de encontrá-lo, um Fernando filho de ferroviário e de lavadeira; de irmãs costureiras, portuário, pescador, telegrafista, professor e bancário, e, enfim, até modestamente chamando-se de “escrevinhador”. Não, nas suas palavras há muito sentimento e, consequentemente, merecimento em seus poemas e em suas crônicas; ainda usando as definições de Barthes, ele assume todos os graus, de “escrevente”, de “escritor”. Por onde passou, as circunstâncias formaram sua identidade: Um homem sensível, justo, paciente, mas revoltado diante de tantas injustiças acometidas contra nosso povo, contra sua gente; bondoso, ao ser sovina em economizar um tijolo, uma telha para, acometido pela generosidade, doar uma casa… Como em todos nós, alguns poucos e efêmeros defeitos demonstrou, mas observa-se, nos seus escritos e na sua fala, amadurecimento; com os anos, aparecem ressonâncias do que aprendeu com a vida, como é o caso de ter recebido também energia da força literária; sim, a literatura tem muitas funções e uma delas é ressonar, ressoar os que os outros tem e são de bom em comparação com as nossas possíveis benéficas semelhanças… É o que li neste livro em que ele me dá a honra de prefaciá-lo e no qual tudo isso se observa. Altimar Pimentel me ensinou existirem muitos valores culturais na nossa cidade portuária: Ciranda, Nau Catarineta, Lapinha, Pastoril, Coco de Roda, enfim, rico folclore e religiosidade pregada pelos sermões e catecismo do Padre Alfredo; tudo isso Fernando relembra como se estivesse ainda com isso convivendo. Nessa cidade, no meio da sua gente, dentro do povo se movimentando, dançando, cantando, o autor caminha como fosse uma câmara cinematográfica, recordando seus primeiros passos de criança, jovem e adulto, tendo sua vida como roteiro e escolhendo, com a ajuda da claquete, cenas bem encadeadas com lógica e arte. O autor nos induz à ideia de que o mito é como uma sereia negra, mas tem cauda prateada, numa adversativa que, sociologicamente, solta recriminações às discriminações sociais à pele brasileira. E continua que, também, a cidade, onde existem graças e desgraças, cantadas e recitadas pelos poetas, é abençoada pelos céus. O ir e vir entre as cidades se fazia pelas estradas, pelo rio, pelo mar e até pelo ar, onde e quando Fernando também compreendeu as andanças da pobreza dentro desses transportes; do personagem “seu Marinho, homem solitário, que vivia em piores situações”. Tanto o apito do trem, como suas rodas nos trilhos, na sequência dos dormentes, estão simbolicamente presentes apresentando nas figuras dos passageiros, as injustiças sociais, enquanto consequências das violências materiais e simbólicas, existentes em qualquer cais, em qualquer porto. De tudo isso, observam-se grandezas, como o menino Leo admirando Dona Joaquina, “mulher forte e de coração brilhante que ajudava os que lhe estendiam a mão”. Percebe-se, na alma do escritor, usar outro nome e outros nomes para seus familiares e amigos, transferindo-se, ele próprio, às páginas do seu livro “Em Cabedelo, numa casquinha de noz”, em que escreve sua linguagem poética, como refletisse sentado na areia, à beira mar, deixando-se sujar pela areia e molhar-se pelas ondas: “O mar sereno é uma beleza ilusória; o tom maior de sua formosura são a força e a bravura que ele oculta”. Seu livro é uma bem construída obra, sobretudo, saliento, de e sobre si mesmo; mesmo considerando o verso de outro poeta com igual nome, Fernando Pessoa, in Cancioneiro: ” Dizem que finjo ou minto/ Tudo que escrevo./ Não./ Eu simplesmente sinto/ Com a imaginação./ Não uso o coração./ Tudo o que sonho ou passo,/ O que me falha ou finda,/ É como que um terraço/ Sobre outra coisa
APL nas redes sociais

Assembleia PB marcando presença na solenidade de 76 anos da APL.
APL no seu aniversário de 76 anos

Academia Paraibana de Letras no seu aniversário de 76 anos.
Cineclube Verbo & Imagem apresenta: O Cidadão Ilustre

A Academia Paraibana de Letras apresenta em sessão gratuita o cineclube Verbo e Imagem, que exibirá O Cidadão Ilustre com comentários de Ana Adelaide Peixoto. Direção: Mariano Cohn, Gastón Duprat 28 de setembro (última quinta-feira do mês) às 18 horas.
Cineclube Verbo & Imagem apresenta: O Cidadão Ilustre

A Academia Paraibana de Letras apresenta em sessão gratuita o cineclube Verbo e Imagem, que exibirá O Cidadão Ilustre com comentários de Ana Adelaide Peixoto. Direção: Mariano Cohn, Gastón Duprat 28 de setembro (última quinta-feira do mês) às 18 horas.
Inauguração da sede da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras

Confira a matéria da inauguração da sede da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.
Casa que é Museu
Um museu-casa tem significativa identidade, personifica uma história completa e fascinante de quem foi seu ilustre habitante; é morada de mulheres e homens, que eticamente examinaram, para serem justas e justos, a balança e o peso, o que deve ser ensinado às futuras gerações … Aprendi que uma antiga casa, mesmo como anônima habitação, demonstra-se parte da história coletiva da cidade e que, já em si, é entidade que inspira respeitabilidade. Ora solar tradicional, ora modesta morada, distingue-se por feições dignitárias ou até mesmo palacianas; casa simboliza concreta intimidade, tão própria como a alma dos homens e das mulheres que a habitaram. Sob auspicioso apoio do Governo do Estado, a Fundação Casa de José Américo reúne representativos museus-casa nordestinos, com a força das suas reflexões, para se conhecerem mais de perto, sob o teto do Museu-casa José Américo, em 29 de setembro de 2017. Nesse dia, essas casas serão casas-museu, sem muros, sem paredes, congregando os que fazem casa ser museu e que, após esse encontro, farão museus-casa serem mais museu… Vislumbra-se com isso caminhar na história com os que fizeram história, narrando, debatendo seus feitos e relações das suas vidas com o seu povo; conectando tempo e espaço, circunstanciando o nosso patrimônio. Esses museus-casa são verdadeiros panteões de infância, adolescência, adultidade e velhice que deixaram suas coisas para serem sempre lembranças. Encontrar-se-ão conosco: Pedro Américo, Augusto dos Anjos, José Lins do Rego, Manuel Bandeira, José Américo de Almeida, Cora Coralina, Gilberto Freyre e Ariano Suassuna para, palestrando, confirmar memória coletiva, conceito de museu-casa, educação, cultura, turismo, poésis, desafios e perspectivas dos museus-casa, enfim, o quotidiano e as quatro estações da museologia. Pouco nos ensinam, quando não se preserva a memória… Damião Ramos Cavalcanti
O diário secreto de Osias Gomes

O diário secreto de Osias Gomes: A morte anunciada de João Pessoa. Dia 21 de setembro, às 19h, no sindicato dos Bancários.