Nº 11 – (FUNDADOR) HIGINO BRITO

CADEIRA Nº 11 FUNDADOR: HIGINO BRITO Patrono: Antônio da Cruz Cordeiro Sênior (1831-1880) Fundador: Higino da Costa Brito (1908-1988) 1º Sucessor: José Jackson Carneiro de Carvalho (1940-2023) 2º Sucessor: Thélio Queiroz Farias (atual ocupante) Fundador: Higino da Costa Brito (1908-1988) Ocupação: Professor, jornalista, escritor e médico Eleito: 08/05/1944 Posse: 12/11/1944 Saudação: Oscar de Oliveira Castro  BIOGRAFIA HIGINO DA COSTA BRITO: Nasceu no dia 11 de agosto de 1908, na capital do Estado da Paraíba, onde também faleceu, no dia 02 de maio de 1988. Era filho de Inácio da Costa Brito e de D. Maria Madalena de Brito. Foi casado com D. Ubalda Cavalcanti Brito (já falecida), união da qual nasceram quatro filhos: Joaquim Inácio, Maria Germana, Maria Gerusa e Gratuliano. Fez o curso primário no Grupo Escolar Antônio Pessoa e o secundário no Lyceu Paraibano. Formou-se em Medicina pela Universidade de Pernambuco em 1933, especializando-se em Oftalmologia no Rio de Janeiro com o professor Raul David de Sanson, no Hospital da Fundação Gaffrée e Guinle, no Hospital São João Batista da Lagoa e na Policlínica de Botafogo. Era especializado, também, em Tracomologia e em Administração e Organização Hospitalar. Durante a graduação, foi interno do Pronto-Socorro e auxiliar acadêmico do Serviço de Vacinação do Departamento Estadual de Saúde de Pernambuco. Em João Pessoa, além do atendimento em seu consultório particular, trabalhou na Inspetoria Sanitária Escolar e no Departamento Estadual de Saúde da Paraíba. Exerceu atividades médicas nos institutos de previdência da época (IAPETEC, IAPC, IPASE, IAPI e INPS), bem como no Pronto-Socorro, na Santa Casa de Misericórdia e no Instituto de Medicina Legal (IML). Além da atuação médica, foi professor universitário, jornalista e escritor. Manteve por muito tempo uma coluna diária no jornal A União intitulada “A cidade e a rua”, além de colaborar com outros órgãos da imprensa, nos quais divulgava suas conferências e artigos diversos. Pertenceu a várias entidades representativas e culturais: foi membro do Conselho Estadual de Cultura, sócio-correspondente da Academia Sergipana de Letras, membro do Conselho Penitenciário do Estado da Paraíba e membro da Academia Paraibana de Medicina. Atuou ainda como coordenador do I Seminário Paraibano de Cultura Brasileira, realizado em João Pessoa, e representou o Estado da Paraíba no Encontro Nacional de Cultura, em Salvador, e no IV Congresso Nacional de Direito Penal e Ciências Afins. Ingressou na Academia Paraibana de Letras no dia 12 de novembro de 1944, ocasião em que foi recepcionado pelo acadêmico Oscar de Castro. Anos mais tarde, chegou à presidência da instituição, cumprindo um mandato de dois anos. PUBLICAÇÕES José Maciel – o profissional da medicina, o homem público e o cidadão

Nº 07 – (FUNDADOR) CORIOLANO DE MEDEIROS

CADEIRA Nº 07 FUNDADOR: CORIOLANO DE MEDEIROS Patrono: Artur Achiles dos Santos (1864-1916) Fundador: João Rodrigues Coriolano de Medeiros (1875-1974) 1º Sucessor: Maurílio Augusto de Almeida (1926-1998) 2º Sucessor: Dorgival Terceiro Neto (1932-2013) 3º Sucessor: Severino Ramalho Leite (atual ocupante) Fundador: João Rodrigues Coriolano de Medeiros (1875-1974) Ocupação: Professor, jornalista e escritor Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA JOÃO RODRIGUES CORIOLANO DE MEDEIROS: Nasceu no sítio Várzea das Ovelhas, município de Patos, em 30 de novembro de 1875, e faleceu em João Pessoa, no dia 25 de abril de 1974. Era filho do casal Aquilino Coriolano de Medeiros e D. Joana Maria da Conceição. Em 1877, impulsionada pela seca que assolava a terra sertaneja, sua família deixou o Sertão para se fixar na capital do Estado. Pouco tempo depois, o senhor Aquilino faleceu, vitimado pela sezão (malária). Coriolano iniciou seus estudos na capital, a princípio em pequenas escolas e, mais tarde, frequentou o Lyceu Paraibano, concluindo os exames preparatórios em 1891. Matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife, mas abandonou o curso no terceiro ano devido à necessidade de trabalhar para ajudar sua mãe no sustento do lar. Trabalhou no comércio e, posteriormente, como funcionário dos Correios e Telégrafos. Casou-se, em 1905, com a pianista Eulina Medeiros. Retornou ao comércio, inicialmente como caixeiro da Tabacaria Peixoto e, depois, estabelecendo o seu próprio negócio. Mais tarde, fundou uma escola particular para ensinar as primeiras letras, mantendo-se por muito tempo na atividade de professor. Além do magistério, Coriolano atuou como jornalista e escritor. Colaborou no jornal A Imprensa e foi redator de O Comércio, periódico dirigido por Artur Achiles. No campo musical, integrou a banda do Clube Astréa, tocando pratos e clarineta. Em 1910, foi nomeado escriturário da Escola de Aprendizes Artífices (futura Escola Técnica Federal), instituição da qual se tornou diretor em 1922 e onde permaneceu até se aposentar. Fundou também um curso de Matemática destinado aos membros da Associação dos Empregados da Paraíba que, pela sua eficácia, tornou-se a céllula-máter da Academia de Comércio Epitácio Pessoa, inaugurada oficialmente em 1921, cabendo a ele proferir a aula magna de instalação. Em 1941, a Paraíba era o único Estado brasileiro que ainda não havia criado a sua Academia de Letras. Diante disso, Coriolano liderou um grupo de intelectuais que se reuniu no dia 14 de setembro daquele ano, no gabinete de Luiz Pinto, na Biblioteca Pública (localizada à Rua General Osório), dando por fundada a Academia Paraibana de Letras. Eleito o primeiro presidente da entidade, ele mantém, até hoje, o título de seu Presidente de Honra. Coriolano foi ainda sócio-fundador do Centro Literário Paraibano e sócio do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Integrou a Universidade Popular (agremiação cultural sediada no Teatro Santa Rosa) e a Associação dos Homens de Letras, sociedade acadêmica de trinta membros efetivos criada por sugestão do presidente Camilo de Holanda. Foi o fundador do Gabinete de Estudos de Geografia e História da Paraíba; sócio correspondente dos Institutos Históricos e Geográficos de Sergipe e de São Paulo; membro do Instituto Arqueológico e Geográfico de Alagoas; e detentor da Medalha Deodoro da Fonseca. PUBLICAÇÕES Dicionário Corográfico do Estado da Paraíba    Do litoral ao sertão  O tesouro da cega  Mestres que se foram    O Barracão  Manaíra A evolução social e histórica de Patos Sampaio

Nº 03 – (1º SUCESSOR) LUIZ AUGUSTO CRISPIM

CADEIRA Nº 03 1º SUCESSOR: LUIZ AUGUSTO CRISPIM Patrono: Albino Gonçalves Meira (1850-1908) Fundador: Clóvis dos Santos Lima (1908-1974) 1º Sucessor: Luiz Augusto da Franca Crispim (1945-2008) 2º Sucessor: Eilzo Nogueira Matos (1934-2026) 1º Sucessor: Luiz Augusto da Franca Crispim (1945-2008) Ocupação: Advogado e jornalista Eleito: 11/11/1978 Posse: 28/04/1979 Saudação: Higino da Costa Brito BIOGRAFIA Luiz Augusto da Franca Crispim nasceu em João Pessoa, no dia 23 de agosto de 1945, filho de Napoleão Crispim e Maria Teresa da Franca Crispim, e faleceu em 06 de fevereiro de 2008. Foi casado com Adília Espínola da Franca Crispim, com quem tem dois filhos: Teresa e Luiz Augusto Filho. Iniciou sua trajetória escolar no Grupo Escolar Epitácio Pessoa e no Lyceu Paraibano. Mais tarde, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), instituição pela qual também se graduou em Língua e Literatura Francesa. Complementou sua formação técnica com os cursos de Administração Financeira e Pesquisa de Mercado pelo SEBRAE. Sua inserção no jornalismo ocorreu de forma precoce, iniciando como redator e editorialista do jornal Correio da Paraíba. Ao longo de sua carreira na comunicação, exerceu funções de grande relevância, tais como: chefe de redação da Secretaria para Assuntos Extraordinários; diretor do Departamento Central de Divulgação da Secretaria de Divulgação e Turismo da Paraíba; diretor-geral de A União Editora; redator-chefe do jornal O Norte; e assessor especial da Secretaria de Divulgação e Turismo. No cenário nacional, atuou como correspondente e redator da revista Visão, correspondente dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo na Paraíba, além de assessor do GRUPONOVE (em Recife) e diretor de marketing da IGRAMOL Editora Ltda. (em João Pessoa). Sua experiência profissional inclui, ainda, estágios no Departamento de Pesquisas do Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), no Correio Braziliense (Brasília) e na Imprensa Oficial da Bahia (Salvador). Na esfera pública e jurídica, além de advogado atuante e professor universitário, atuou como Procurador-Geral da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Subsecretário de Cultura do Estado, Secretário Adjunto da Educação e Cultura e, posteriormente, Secretário da Comunicação Social do Estado da Paraíba. Reconhecido por sua contribuição intelectual, recebeu a Menção Honrosa no concurso de monografias da UFPB sobre Euclides da Cunha (1968), a Menção Honrosa da Fundação Manuel Bandeira, de Campina Grande, por serviços prestados à cultura paraibana (1973), e o prestigioso Prêmio ESSO de Jornalismo Regional (1975), pelo trabalho intitulado Incentivos para uma Economia de Cordel. É membro da Associação Paraibana de Imprensa, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba, da Associação Cultural Franco-Brasileira e do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Em 28 de abril de 1979, tomou posse na Academia Paraibana de Letras (APL), sendo saudado pelo acadêmico Higino Brito. Presidiu a renomada instituição por dois mandatos consecutivos, entre 1984 e 1990. Durante sua gestão, idealizou e concretizou o 1º Círculo de Estudos sobre Autores Paraibanos, editou a Coleção Literatura Viva — composta por 19 títulos —, promoveu diversas palestras e conferências, e implantou o Memorial Augusto dos Anjos nas dependências da APL. Como cronista, assinou colunas no jornal O Norte e, posteriormente, no Correio da Paraíba. PUBLICAÇÕES Por uma estética do real O arco e a fonte Os pecados da tarde As artes da paixão Poemas da estação A dama da tarde Os Anéis da Serpente (inédito)

Nº 03 – (FUNDADOR) CLOVIS LIMA

CADEIRA Nº 03 FUNDADOR: CLÓVIS LIMA Patrono: Albino Gonçalves Meira (1850-1908) Fundador: Clóvis dos Santos Lima (1908-1974) 1º Sucessor: Luiz Augusto da Franca Crispim (1945-2008) 2º Sucessor: Eilzo Nogueira Matos (1934-2026) Fundador: Clóvis dos Santos Lima (1908-1974) Ocupação: Professor, advogado e escritor Eleito: 14/09/1963 Posse: 08/08/1964 Saudação: José Lopes de Andrade BIOGRAFIA Clóvis dos Santos Lima nasceu na cidade de Serraria, no Estado da Paraíba, em 25 de janeiro de 1908, e faleceu em João Pessoa, em 15 de outubro de 1974. Filho de Elvídio Duarte dos Santos e Maria Júlia dos Santos Lima, iniciou seus estudos em sua terra natal. Deu continuidade à formação no Instituto Bananeirense, em Bananeiras, e depois no Colégio Diocesano e no Lyceu Paraibano, ambos na capital. Concluiu o ensino secundário no Ginásio Pernambucano, em Recife, cidade na qual também se bacharelou em Direito. Ao longo de sua carreira jurídica e administrativa, exerceu cargos de grande relevância no setor público. Atuou como Promotor Público nas comarcas de Princesa Isabel, Mamanguape, Santa Rita e João Pessoa; foi Delegado da Ordem Política e Social, Chefe de Polícia do Estado, Secretário interino do Interior e Secretário da Agricultura. Na magistratura trabalhista, presidiu a Junta de Conciliação e Julgamento de João Pessoa de 1941 a 1959, ano em que foi promovido, por merecimento, a Juiz Togado do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região. Reconhecido como o grande introdutor do Ensino Superior na Paraíba, sua marca na educação do estado é indelével. Foi professor-fundador da Faculdade de Direito da UFPB, onde lecionou Direito do Trabalho; fundador e primeiro diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da Paraíba, onde lecionou Geografia Econômica e Legislação Social; e também ministrou a disciplina de Geografia Humana na Faculdade de Filosofia da UFPB. No campo acadêmico e institucional, presidiu o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano por 16 anos. Foi também sócio do Instituto do Direito Social de São Paulo, membro titular do Instituto Latino-Americano do Direito do Trabalho e Previdência Social e membro da prestigiada Société de Géographie de Paris. Sua destacada atuação lhe rendeu as medalhas comemorativas do Centenário de Rui Barbosa e dos 430 anos da cidade do Recife, além da condecoração francesa La Cité Carcassonne, conferida pela Sociedade de Geografia de Paris. Foi homenageado com os títulos de Cidadão Pessoense, bem como de Cidadão de Recife, Penedo, Natal, Maceió e Catende. Clovis Lima deixou ainda uma vasta contribuição intelectual, expressa em diversos trabalhos publicados na imprensa do Norte e Nordeste, em revistas de tribunais e nos anais do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. PUBLICAÇÕES João Domingues dos Santos – Pesquisador e homem de inteligência Êxodo dos trabalhadores rurais O Ensino Comercial na Paraíba Episódios e aspectos do domínio colonial holandês na Paraíba Julgados trabalhistas na inferior instância O Polígono das secas – espaço econômico As Itacoatiaras do Ingá O sentido da Universidade O Joazeiro da caatinga nordestina Albino Meira – Estudo biográfico Estabilidade e fundo de garantia por tempo de serviço O Prévio depósito da condenação como condição para recorrer O Ensino Comercial na Paraíba – História de uma Escola

Nº 02 – (FUNDADOR) OSCAR DE CASTRO

CADEIRA Nº 02 FUNDADOR: OSCAR DE CASTRO Patrono: Manuel de Arruda Câmara (1752-1810) Fundador: Oscar de Oliveira Castro (1899-1970) 1º Sucessor: Eugênio Carvalho Júnior (1914-1995) 2ª Sucessora: Adylla Rocha Rabello (1931-2015) 3ª Sucessora: Maria do Socorro Silva de Aragão (atual ocupante) Fundador: Oscar de Oliveira Castro (1899-1970) Ocupação: Médico, professor, jornalista e escritor Eleito: 31/10/1942 Posse: 30/05/1943 Saudação: Álvaro Pereira de Carvalho BIOGRAFIA Oscar de Oliveira Castro nasceu no dia 27 de abril de 1899, na cidade de Bananeiras, interior da Paraíba, e faleceu no dia 14 de julho de 1970, deixando viúva Marieta de Oliveira Castro. Filho de Joaquim Ferreira de Castro e Amália de Oliveira Castro, ele concluiu os estudos primários no Instituto Bananeirense e o ensino secundário em João Pessoa, no Colégio Diocesano Pio X. Em seguida, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se diplomou pela Faculdade de Medicina. Apesar de receber convites para permanecer na então capital federal, optou por retornar à Paraíba logo após a formatura, passando a exercer cargos públicos de grande relevância, como Diretor da Assistência Municipal, Secretário de Educação e Diretor e Organizador do Departamento de Serviço Social do Estado. Além de sua sólida trajetória na medicina, destacou-se amplamente como professor, jornalista e escritor. Sua vocação para o magistério o levou a lecionar tanto no ensino básico quanto no superior, acumulando passagens pelo Colégio Diocesano Pio X, Colégio Nossa Senhora de Lourdes, Colégio das Neves e Liceu Paraibano. Na Universidade da Paraíba, foi docente nas faculdades de Filosofia, Medicina e Direito, além de atuar na Escola de Serviço Social. Colaborador assíduo da imprensa local, escrevia com frequência nos jornais paraibanos sobre os mais variados assuntos de interesse público e cultural. Homem de forte presença institucional, participou ativamente de diversas entidades científicas e culturais. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura, Presidente do Conselho Regional de Medicina (Secção da Paraíba), Presidente do Rotary Club de João Pessoa e membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Sua projeção intelectual também alcançou o cenário nacional como Membro Honorário do Instituto Brasileiro de Medicina, sócio da Sociedade Brasileira de Pediatria e membro da Academia Carioca de Letras. Por seus relevantes serviços prestados à sociedade, recebeu importantes distinções e honrarias ao longo da vida. Entre elas, destacam-se o prêmio Honra ao Mérito, concedido pela Standard do Brasil; o título de Cidadão Pessoense, outorgado pela Câmara Municipal de João Pessoa; a Medalha de Prata, comemorativa do Tricentenário da Restauração Pernambucana; e a Medalha Guararapes, de bronze, concedida pelo Governo do Estado de Pernambuco. PUBLICAÇÕES Ensaios Vultos da Paraíba Arruda Câmara Crimes e Personalidades Psicopatas Medicina na Paraíba Visões de Artes na Paraíba (inédito) Gente que a Gente Encontra (inédito) Memórias (inédito)