Nº 26 – (3º SUCESSOR) ANTÔNIO JUAREZ FARIAS

CADEIRA Nº 26 3º SUCESSOR: ANTÔNIO JUAREZ FARIAS Patrono: Pe. Inácio de Souza Rolim (1800-1889) Fundador: Mathias da Silva Freire (1882-1947) 1º Sucessor: Mons. Pedro Anísio Bezerra Dantas (1883-1979) 2º Sucessor: Tarcísio de Miranda Burity (1938-2003) 3º Sucessor: Antônio Juarez Farias (1933-2021) 4º Sucessor: Manoel Hélder de Moura Dantas (atual ocupante) 3º Sucessor: Antônio Juarez Farias (1933-2021) Ocupação: Advogado, economista e escritor Eleito: 11/12/2003 Posse: 04/06/2004 Saudação: Luiz Nunes Alves BIOGRAFIA Antônio Juarez Farias nasceu no dia 23 de março de 1933, em Cabaceiras. Foi casado com Maria das Neves Lima de Farias, de cuja união nasceram os filhos João Manoel, Guilherme Ewerton, Antônio e Celina Maria; e os netos João Gabriel e Mariana Lima. Fez o curso primário no Grupo Escolar Alcides Bezerra, em sua cidade natal; o secundário no Colégio Pio XI, em Campina Grande; no Colégio Estadual da Prata; no Colégio Estadual do Ceará, em Fortaleza; e, por fim, no Colégio Carneiro Leão, em Recife. Concluiu os bacharelados em Economia pela Escola de Economia da Sociedade Universitária de Ensino Superior e Comercial do Rio de Janeiro, em 1961, e em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1965. Antes, havia realizado os cursos de Projetos, em 1957, promovido pelo Banco do Nordeste do Brasil e pela Organização das Nações Unidas, e de Programação do Desenvolvimento Econômico, em 1959, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e pela Comissão Econômica para a América Latina da ONU. Tornou-se economista de renome, diplomado no tempo em que as faculdades de economia formavam poucos profissionais. Juarez ajudou Celso Furtado na pioneira tarefa de construir a SUDENE. Exerceu relevantes funções de destaque durante sua competente vida pública. Iniciou a labuta cedo: em 1943, já era auxiliar do 2º Cartório da Comarca de Cabaceiras. Depois, exerceu as funções de auxiliar e gerente do Cartório do 3º Ofício da Comarca de Campina Grande; assistente da gerência da Fábrica de Mosaico Borborema; auxiliar técnico do escritório de advocacia de Aluízio Campos e Cláudio Agra Porto; escrevente do Cartório do 3º Ofício da Comarca de Campina Grande; auxiliar de escritório do BNB; e técnico em desenvolvimento econômico do BNB, em Fortaleza. Em 1957, já no Rio de Janeiro, foi assistente da Diretoria de Indústrias Básicas do BNDE; coordenador da meta de petróleo do Programa de Metas do Governo Federal; membro da equipe do Conselho Nacional de Desenvolvimento e Coordenação Econômica; consultor técnico da Companhia de Indústria do Estado da Paraíba; vice-governador e governador em exercício, em 1970 e 1971. Antônio Juarez continuou sua carreira e ocupou muitos outros cargos de relevo. Em 2003, foi nomeado secretário-executivo da Comissão de Implementação do Programa de Reforma do Estado. Apesar das múltiplas atribuições, o economista ainda se dedicou ao magistério, lecionando as disciplinas Teoria do Desenvolvimento Econômico e Elaboração e Avaliação de Projetos, ambas na Universidade Católica de Pernambuco. Sua atuação o fez receber títulos e honrarias, tais como: menção por serviços relevantes ao País, outorgada pelo Presidente Jânio Quadros, em 1961; Diploma de Honra ao Mérito Municipal, pela Câmara de Vereadores de Campina Grande, em 1987; Cidadão Campinense; Medalha Cunha Pedrosa, do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, órgão ao qual pertenceu e que presidiu; diploma de Honra ao Mérito e Medalha Epitácio Pessoa, pela Assembleia Legislativa, em 1995; Medalha do Mérito Universitário, pelo Centro Universitário de João Pessoa, em 2001; Cidadão Pessoense; Medalha José Américo, pela Fundação Casa de José Américo. Juarez Farias foi sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Campina Grande. Além disso, tornou-se membro efetivo da Academia Paraibana de Letras, em 04 de junho de 2004, ao assumir a Cadeira nº 39, vindo a ser Presidente da mesma instituição por dois mandatos (2006-2008; 2008-2010). Faleceu em 08 de março de 2021. PUBLICAÇÕES Posições e Posicionamentos

Nº 26 – (2º SUCESSOR) TARCÍSIO DE MIRANDA BURITY

CADEIRA Nº 26 2º SUCESSOR: TARCÍSIO DE MIRANDA BURITY Patrono: Pe. Inácio de Souza Rolim (1800-1889) Fundador: Mathias da Silva Freire (1882-1947) 1º Sucessor: Mons. Pedro Anísio Bezerra Dantas (1883-1979) 2º Sucessor: Tarcísio de Miranda Burity (1938-2003) 3º Sucessor: Antônio Juarez Farias (1933-2021) 4º Sucessor: Manoel Hélder de Moura Dantas (atual ocupante) 2º Sucessor: Tarcísio de Miranda Burity (1938-2003) Ocupação: Político (governador) e professor Eleito: 05/06/1981 Posse: 14/08/1992 Saudação: Afonso Pereira BIOGRAFIA TARCÍSIO DE MIRANDA BURITY: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, em 28 de novembro de 1938, e faleceu na cidade de São Paulo, no dia 08 de julho de 2003. Era filho de Luiz Gonzaga de Albuquerque Burity e de D. Maria José de Miranda Burity. Foi casado com a professora Glauce Maria Navarro Burity, união da qual nasceram quatro filhos: Tarcísio Filho, Maurício, Leonardo e André Luís. Realizou toda a sua formação escolar básica e secundária em sua terra natal, bacharelando-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Dono de uma refinada e internacional trajetória acadêmica, obteve diploma de pós-graduação pela Universidade de Poitiers, na França; o título de Doutor em Ciências Políticas pelo prestigiado Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais de Genebra, na Suíça; além de ter concluído o Curso de Treinamento para Professores e Administradores de Universidades, promovido em parceria pelo Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras e pela Universidade de Houston, no Texas, Estados Unidos. Iniciou sua carreira jurídica como Promotor Público da comarca de Araruna, cargo do qual se afastou para dedicar-se integralmente ao magistério superior na UFPB. Como professor adjunto e titular, regeu as cátedras de Filosofia do Direito, História da Educação, Direito Internacional Público, Filosofia Antiga, Introdução à Ciência do Direito e Sociologia da Educação. Na gestão universitária, exerceu funções de relevo como Chefe de Gabinete da Reitoria da UFPB e Diretor da Faculdade de Direito. Foi ainda o principal idealizador e fundador do pioneiro Curso de Pós-Graduação em Direito (Mestrado) da UFPB e atuou como membro da Comissão de Avaliação de Diplomas Estrangeiros no Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE). Por sua notória erudição, foi integrado como Membro Permanente do renomado Seminário de Tropicologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), fundado por Gilberto Freyre. Sua entrada na vida pública ocorreu em 1975, ao ser nomeado pelo governador Ivan Bichara para ocupar a pasta de Secretário de Educação e Cultura do Estado da Paraíba. Em 1979, ascendeu ao cargo de Governador do Estado por meio do sistema de eleições indiretas; renunciou ao mandato em 1982 para concorrer à Câmara dos Deputados, elegendo-se Deputado Federal com uma votação historicamente consagradora. Em 1986, consagrou-se novamente Governador da Paraíba, desta vez pelo voto direto e popular. Suas duas gestões no Poder Executivo estadual foram marcadas por um forte perfil modernizador e pela execução de obras de monumental porte arquitetônico e impacto sociocultural, entre as quais destacam-se o Espaço Cultural José Lins do Rego, o Centro Turístico e o Mercado de Artesanato de Tambaú, a Via Litorânea de Intermares e o Hemocentro da Paraíba. Homem de profunda sensibilidade humanística e esteta refinado, Burity era um fervoroso apreciador da música erudita, dedicando-se à composição de peças musicais que assinava sob o pseudônimo de T. Vergilius. Em reconhecimento ao seu reconhecido mérito literário, ensaístico e político, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 25. Tomou posse solenemente no dia 14 de agosto de 1992, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Afonso Pereira. PUBLICAÇÕES A nova conceituação do Direito Reflexões sobre o Direito Internacional Costumeiro Aspectos da epistemologia jurídica Direito e fato na ordem jurídica internacional A concepção Kelsiana do Direito Internacional Costumeiro Estudos Jurídicos Sociológicos e Literários

Nº 26 – (1º SUCESSOR) PEDRO ANÍSIO BEZERRA DANTAS

CADEIRA Nº 26 1º SUCESSOR: PEDRO ANÍSIO BEZERRA DANTAS Patrono: Pe. Inácio de Souza Rolim (1800-1889) Fundador: Mathias da Silva Freire (1882-1947) 1º Sucessor: Mons. Pedro Anísio Bezerra Dantas (1883-1979) 2º Sucessor: Tarcísio de Miranda Burity (1938-2003) 3º Sucessor: Antônio Juarez Farias (1933-2021) 4º Sucessor: Manoel Hélder de Moura Dantas (atual ocupante) 1º Sucessor: Mons. Pedro Anísio Bezerra Dantas (1883-1979) Ocupação: Professor, padre e jornalista Eleito: 01/11/1947 Posse: 08/08/1948 Saudação: Flóscolo da Nóbrega BIOGRAFIA MONSENHOR PEDRO ANÍSIO BEZERRA DANTAS: Nasceu na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba, em 27 de dezembro de 1883, e faleceu em João Pessoa, capital do Estado, no dia 31 de dezembro de 1979. Era filho de Manuel Bezerra Dantas e de D. Emília Alves Bezerra Dantas. Iniciou seus primeiros estudos em sua terra natal, matriculando-se posteriormente no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, onde concluiu sua formação eclesiástica inicial e foi ordenado sacerdote no dia 10 de novembro de 1907. No ano seguinte à sua ordenação, transferiu-se para a Itália. Em Roma, frequentou o Pontifício Colégio Pio Latino-Americano e aprofundou seus estudos superiores na Pontifícia Universidade Gregoriana, pela qual se graduou em Filosofia e em Teologia Dogmática no ano de 1910. Ao retornar ao Brasil, iniciou uma intensa atividade pastoral na capital paraibana, sendo nomeado Capelão da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes e, sucessivamente, das Igrejas de Nossa Senhora das Mercês e do Sagrado Coração de Jesus (atual matriz de Cabedelo). Exerceu também as funções de Vigário da Catedral (atual Basílica Metropolitana de Nossa Senhora das Neves) e de Cura da Sé. No âmbito da formação clerical, atuou como Diretor Espiritual do Seminário da Paraíba (1916–1917) e do Colégio Diocesano Pio X (1918). Paralelamente às suas obrigações pastorais, construiu uma sólida e duradoura carreira no magistério e na administração pública da educação. No Seminário Arquidiocesano, regeu as cátedras de Língua Latina e de Teologia Dogmática até o ano de 1945. Lecionou também nos colégios Pio X, Nossa Senhora das Neves, no tradicional Lyceu Paraibano e na Escola Normal Oficial do Estado. Sua competência técnica e pedagógica levou-o a ser nomeado, em 1935, pelo governador Argemiro de Figueiredo, como o primeiro Diretor do Departamento de Educação do Estado da Paraíba, órgão pioneiro na estruturação do ensino público local. Homem de ação e de forte liderança social, teve papel de vanguarda no desenvolvimento de movimentos leigos e operários de inspiração católica. Foi o fundador e primeiro Assistente Eclesiástico da União dos Moços Católicos, organizador e primeiro assistente do Círculo Operário da Paraíba, e assistente da Juventude Feminina Católica, da Liga Independente Católica e da Ação Católica Arquidiocesana. No campo da educação popular e da assistência, idealizou, fundou e dirigiu a Escola Profissional Padre Anchieta. Na imprensa, notabilizou-se como um jornalista polêmico, combativo e articulista rigoroso em defesa das causas institucionais e eclesiásticas, exercendo as funções de redator e de diretor do jornal diocesano A Imprensa. Por sua reconhecida erudição, fidelidade à Igreja e liderança junto ao clero, foi agraciado com elevadas dignidades eclesiásticas ao longo de sua vida sacerdotal: foi Cônego Honorário, Cônego Efetivo, Arcediago e Deão do Cabido Metropolitano; recebeu da Santa Sé os títulos pontifícios de Camareiro Secreto de Sua Santidade e de Prelado Doméstico de Sua Santidade (alcançando a dignidade de Monsenhor), e exerceu os cargos de Vigário-Geral e de Vigário Capitular da Arquidiocese da Paraíba. Consagrado humanista e pesquisador, integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Em reconhecimento ao valor de sua produção intelectual e ao seu relevante papel na história cultural do estado, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 08 de agosto de 1948, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Flóscolo da Nóbrega. PUBLICAÇÕES A religião e o progresso social Estudos filosóficos A filosofia tomista e o agnosticismo contemporâneo Tratado de Pedagogia Compêndio de Pedagogia e Psicologia Experimental Sociologia Evolucionista e Sociologia Cristã A igreja, reino de Deus na terra

Nº 26 – (FUNDADOR) MATHIAS DA SILVA FREIRE

CADEIRA Nº 26 FUNDADOR: MATHIAS DA SILVA FREIRE Patrono: Pe. Inácio de Souza Rolim (1800-1889) Fundador: Mathias da Silva Freire (1882-1947) 1º Sucessor: Mons. Pedro Anísio Bezerra Dantas (1883-1979) 2º Sucessor: Tarcísio de Miranda Burity (1938-2003) 3º Sucessor: Antônio Juarez Farias (1933-2021) 4º Sucessor: Manoel Hélder de Moura Dantas (atual ocupante) Fundador: Mathias da Silva Freire (1882-1947) Ocupação: Professor, padre, jornalista e poeta. Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA CÔNEGO MATHIAS DA SILVA FREIRE: Nasceu na Praia de Ponta de Campina, localidade pertencente à época ao município de Mamanguape, Estado da Paraíba, em 21 de agosto de 1882, e faleceu na capital do Estado, João Pessoa, no dia 30 de março de 1947. Contava com 65 anos de idade e 47 de uma profícua vida sacerdotal. Era filho de Flávio da Silva Freire e de D. Ana Leal Freire, sendo neto paterno do ilustre Barão de Mamanguape. Realizou sua formação eclesiástica no Seminário Diocesano da Paraíba e foi ordenado sacerdote na Capela do Palácio Arquiepiscopal do Recife, no dia 24 de fevereiro de 1905, pelas mãos do então Bispo da Paraíba, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques. Homem de vasta erudição e poliglota, dedicou-se intensamente ao magistério, lecionando a disciplina de Geografia em tradicionais instituições da capital, como o Colégio Diocesano Pio X, o Lyceu Paraibano e a Escola Normal Oficial do Estado, de onde também exerceu o cargo de Diretor. Jornalista por profunda vocação, o Cônego Mathias Freire notabilizou-se na imprensa paraibana por seu estilo polêmico, combativo e radical, pautado sempre pelo extremo rigor e pureza da Língua Portuguesa. Atuou como diretor do Correio da Manhã e foi redator de importantes periódicos, tais como o oficial A União, A Imprensa e o Diário do Estado. Para esquivar-se das amarras institucionais e dar livre vazão à sua verve literária e crítica, fazia uso frequente de pseudônimos, destacando-se Mário Silva, Dasilva Campos e Gil Mac Dadá. Paralelamente às missões pastorais e docentes, construiu uma expressiva carreira na administração e na política paraibana. Exerceu as funções de Diretor do Montepio dos Funcionários Públicos do Estado (antigo IPEP). Na esfera parlamentar, elegeu-se Deputado Estadual, ascendeu à Presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba e representou o estado como Deputado Federal na Câmara dos Deputados, no Rio de Janeiro. Era membro ativo da Associação Paraibana de Imprensa (API), do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e sócio-correspondente da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro. De temperamento alegre, espírito liberal e hábitos modernos para o seu tempo, o clérigo frequentemente desafiava o conservadorismo da sociedade de sua época: fumava publicamente e, em sua produção poética, exaltava sem pudores o amor humano, o belo e os cenários da natureza. Essa postura vanguardista, contudo, jamais o afastou de seus deveres eclesiásticos, sendo visto religiosamente todas as manhãs na Catedral Metropolitana conduzindo os sagrados ofícios do altar. Embora não tenha reunido sua produção poética e ensaística em volumes individuais, legou uma vasta e valiosa obra literária dispersa nas páginas dos jornais de sua época e nas revistas oficiais da APL. O Cônego Mathias Freire imortalizou-se na história da cultura paraibana como um dos dez sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras (APL), participando ativamente da sessão solene de instalação da casa no dia 14 de setembro de 1941, instituição da qual exercia a Vice-Presidência ao tempo de seu falecimento.

Nº 26- (PATRONO) Pe. INÁCIO DE SOUZA ROLIM

INÁCIO de Souza ROLIM : Nasceu no dia 02 de agosto de 1800, no Sítio Serrote, município de Cajazeiras, Estado da Paraíba e faleceu em 16 de setembro do ano de 1889, também, em Cajazeiras; era filho do Coronel Vital Rolim e Ana de Albuquerque Rolim, conhecida por “mãe Aninha”. Inácio Rolim iniciou os estudos em Fortaleza, Ceará, no ano de 1817; ingressando no Seminário de Olinda, em 1822, e foi ordenado padre em outubro de 1825; no ano seguinte, já era Reitor deste Seminário. Lecionou Latim e Grego em escolas dos Estados de Pernambuco e Ceará; foi convidado pelo Imperador para lecionar no Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, porém, recusou o convite preferindo cuidar da educação dos jovens e carentes sertanejos. O padre Rolim era poliglota. Além das línguas neolatinas, ele dominava o sânscrito, o hebraico, o tupi-guarani, o inglês e o alemão. Era inteligente, liberal e criativo. Fundou um curso, em Cajazeiras, para ensinar línguas e Matemática, originando-se , daí, o Colégio Pe. Rolim, que ficou famoso em todo o Brasil, acorrendo para este educandário jovens que se tornaram celebridades em nossa história, entre estes, citamos: Pe. Cícero Romão, o conhecido “Padim Ciço”, D. Joaquim Arcoverde, primeiro Cardeal da América Latina; Paulo Primo, chefe do Partido Liberal durante a Monarquia; Dr. José Peregrino de Araújo, Presidente da Paraíba, no período de 1900 a 1904; Irineu Joffily e o historiador Capistrano de Abreu. A atuação do Pe. Rolim na Região Nordeste foi marcada por feitos notáveis, para a época. Qual um bandeirante, ele desbravou os sertões áridos, semeando cultura, alfabetizando, catequizando crianças e jovens, sendo comparado ao virtuoso Pe. Anchieta. Destacou-se na agricultura, realizando pesquisas, na busca de soluções alternativas de produção e irrigação, defendendo, ardorosamente, a ecologia. Era vegetariano. Foi condecorado com a Comenda da Rosa e a Comenda de Cristo. Escreveu uma Gramática Latina, editada em Paris, e um Tratado de Filosofia e Retórica. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BARBOSA, Co. Florentino. Relíquias do Pe. Rolim, pertencentes ao Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, In: Revista do IHGP, vol. 10, 1946. BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II, Parahybanos ilustres. Rio de Janeiro: Gomes Pereira, 1914.   MARIZ, Celso. Cidades e homens. João Pessoa: Imprensa oficial, 1945. SILVA, Abel da. O Pe. Rolim, In: Revista do IHGP, vol. 02, 1910. SILVEIRA, Fernando. Vidas Paraibanas. João Pessoa: 1981.