30 – Santo Estanislau

CADEIRA Nº 30 Santo Estanislau Patrono: Santo Estanislau Pessoa de Vasconcelos (1860-1933) Fundador: Francisco Barbosa Coutinho Filho (1898-1976) 1º Sucessor: Pedro Moreno Gondim (1914-2005) 2º Sucessor: Otávio Sitônio Pinto Pereira (1945-2022) 3º Sucessor: José Nunes da Costa (atual ocupante) BIOGRAFIA SANTO ESTANISLAU Pessoa de Vasconcelos: Nasceu no dia 13 de março de 1860, na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba, e faleceu em Belém, capital do Estado do Pará, em 31 de dezembro de 1933; filho de Virgínio Estanislau Afonso e D. Maria Fortunata das Neves, Casado, em primeiras núpcias, com Maria Blandina da Câmara Bezerra, nascendo dessa união dois filhos: José e Maria Elisa. Ficando viúvo, casou-se com Maria Amália e, depois, com Ana Zaíra, ambas irmãs da primeira esposa. Fez os estudos fundamentais em Bananeiras, seguindo para Recife, fazendo os preparatórios no Curso Anexo da Faculdade de Direito, bacharelando-se em Direito em 1879. Enquanto estudante, Santos Estanislau exerceu o magistério particular e estagiou no escritório de advocacia do seu tio, Dr. José Lopes Pessoa da Costa, aperfeiçoando, aí, os seus conhecimentos jurídicos. Formado, voltou à Paraíba. Exerceu as funções públicas: Promotor Público de Bananeiras, Pilar e Campina Grande; Juiz Municipal de Órfãos e Juiz de Direito de Mamanguape. No Pará, exerceu as funções: Juiz de Direito das comarcas de Chaves, Cametá e de Baião; Chefe de Polícia do Estado, nomeado pelo Presidente Paes de Carvalho. Em 1901, através de decreto, foi nomeado desembargador. Publicou: Anotações da Reforma Judiciária à Lei 455, de 11/06/1896; Apelações de Terceiros (monografia); Casos forenses. A cidade de João homenageou-o dando seu nome a uma das ruas do Bairro de Cruz das Armas, popularmente conhecida como a Rua Santo Estanislau.

07 – Artur Achiles

CADEIRA Nº 07 Artur Achiles Patrono: Artur Achiles dos Santos (1864-1916) Fundador: João Rodrigues Coriolano de Medeiros (1875-1974) 1º Sucessor: Maurílio Augusto de Almeida (1926-1998) 2º Sucessor: Dorgival Terceiro Neto (1932-2013) 3º Sucessor: Severino Ramalho Leite (atual ocupante) BIOGRAFIA ARTUR ACHILES dos Santos: Nasceu em Pedras de Fogo, Paraíba, em 20 de junho de 1864 e faleceu em Recife, no dia 28 de novembro de 1916. Fez o curso de Humanidades no Lyceu Paraibano, pretendendo seguir a carreira jurídica, optando pelo jornalismo, abandonou a Faculdade de Direito, ingressando na imprensa paraibana, trabalhando em defesa dos anseios populares e, em pouco tempo, já estava com o seu nome consolidado entre os mais destacados intelectuais da Paraíba e de outros Estados.Escreveu em A Gazeta e em outros jornais. Polemista temido, assumia sempre posições contrárias ao governo, porém, o seu caráter íntegro impedia-lhe de usar a Lei de Talião. Mantinha atitudes nobres, linguagem esmerada, estilo sóbrio e elegante. Dirigiu o Jornal O Comércio, de sua propriedade, quando teve a oportunidade de demonstrar a sua fortaleza, coragem e dignidade; denunciava e criticava com inteligência os desmandos oficiais, numa luta incansável em defesa do seu povo, do seu Estado. Por revanchismo, violência e crueldade seu jornal foi destruído pelo Dr. José Peregrino, Presidente da Província. Escreveu também em outros jornais, como : A Paraíba, do Dr. Eugênio Toscano de Brito; Voz do Povo, fundado por ele para fazer oposição ao primeiro Governo Republicano da Paraíba, o Dr. Venâncio Neiva (nov.1889 a dez.1891); Gazeta do Comércio, mudado para Gazeta da Paraíba, de propriedade de Manuel Henriques de Sá, tendo sido, também seu diretor e que combatia o governo do Dr, Antônio Alfredo da Gama e Mello (out. 1900 a out. 1904) (Dorgival Terceiro Neto, discurso de posse). Artur Achiles conseguiu restaurar O Comércio, que ressurgiu mais forte e mais combativo, no entanto, a grave crise econômica que o Estado atravessava fez com que o matutino não resistisse, fechando na sua fase mais gloriosa. Para sobreviver, Artur Achiles viu-se obrigado a aceitar um emprego público, assumindo a direção do Arquivo do Estado, no qual não demorou muito, pois, motivos de saúde obrigaram-no a deixar o cargo. “E o Comércio foi para ele o seu livro precioso onde se encontra tudo que há compatível com o seu belo talento. Consultem as coleções de O Comércio, leiam os seus artigos ora doutrinários ora de crítica, ora batendo-se por uma idéia beneficiando o comércio ou a sociedade. Leiam a sua cotidiana secção SUBTIS, sob assinatura Rostan, na qual comentava o fato do dia com o máximo critério e lógica admirável”. (Coriolano de Medeiros). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Maurílio Augusto de. Cadeira nº 07. In: Revista da Academia Paraibana de Letras nº 09. João Pessoa:1984, p.73. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Imp. Nacional, Rio de Janeiro: 1955. MEDEIROS, Coriolano de. Artur Achiles. In: Revista da Academia Paraibana de Letras, nº03, p.81. João Pessoa: 1948. NETO, Dorgival Terceiro. Discurso de Posse na APL – Revista da Apl. nº 14. João Pessoa:1999. PORDEUS, Terezinha de Jesus Ramalho. História da Paraíba em Sala de Aula. João Pessoa: 1978.

20 – Joaquim Silva

CADEIRA Nº 20 Joaquim Silva Patrono: Joaquim José Henrique da Silva (1820-1889) Fundador: Pe. Luís Gonzaga de Oliveira (1915-1971) 1ª Sucessora: Elizabeth Figueiredo Agra Marinheiro (atual ocupante) BIOGRAFIA JOAQUIM José Henrique da SILVA : Nasceu em 03 de julho de 1820, na cidade de Areia, Estado da Paraíba e faleceu no dia 18 de julho de 1889. Era casado, em primeiras núpcias, com D. Joaquina Nunes Pinto, ficando viúvo, casou-se novamente com D. Raquel Augusta Gouveia; dos dois casamentos, nasceram vinte e seis filhos, entre estes, Júlio, Abel da Silva, Cicina e Tito Silva. Fez o curso primário em Areia e, não dispondo de recursos para freqüentar uma escola superior em outra cidade, Joaquim Silva estudou sozinho. Foi um autodidata. Tornou-se um latinista respeitável, capaz de concorrer com o famoso Tobias Barreto a uma vaga de professor de Latim na Faculdade de Olinda. No Colégio de Areia, lecionava Francês e Latim; escreveu o Manual do estudante de Latim, editado na Bahia, em 1855; traduziu aArte poética, de Horácio e escreveu uma Gramática grega, que nunca foi publicada. Em 1859, fundou o Teatro Recreio Dramático que foi a célula mater do Teatro Minerva , de Areia. Joaquim da Silva foi um abolicionista autêntico; fundou a Sociedade Emancipadora Areiense e um periódico A Verdade, através dos quais fazia campanhas abolicionistas. O movimento era tão convincente que, logo, ele se tornou amigo da classe senhorial, o que fez com que Areia se antecipasse à Lei Áurea, libertando os seus escravos duas semanas antes do 13 de maio. Elegeu-se Deputado Provincial, por várias legislaturas, mas não conseguiu eleger-se Deputado Geral. Sensível aos problemas sociais, fundou uma escola gratuita para atender às crianças flageladas da seca de 1877 e, para defender seus conterrâneos mais carentes, improvisou-se advogado. Em 1822, foi nomeado Inspetor do Tesouro e, para assumir o cargo, foi obrigado a deixar a sua cidade e estabelecer-se na capital, onde, também, fundou uma escola, o Colégio Paraibano que foi, por muitos anos, considerado um dos melhores colégios do Nordeste, onde, estudavam além dos paraibanos, os filhos das famílias dos Estados vizinhos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALBUQUERQUE, Aurélio de. O areiense Joaquim Silva. João Pessoa: 1977. GONZAGA, Pe. Luiz. Discurso de posse. In: Revista da APL, nº 06, João Pessoa:  1955.

19 – Irineu Pinto

CADEIRA Nº 19 Irineu Pinto Patrono: Irineu Ferreira Pinto (1881-1918) Fundador: Durwal Cabral de Almeida e Albuquerque (1908-1973) 1º Sucessor: Amaury Araújo de Vasconcelos (1928-2007) 2º Sucessor: Guilherme Gomes da Silveira d’Ávila Lins (1941-2023)  3º Sucessor: Aldo Lopes de Araújo (atual ocupante) BIOGRAFIA IRINEU Ferreira PINTO: Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 07 de abril de 1881, falecendo na mesma cidade, em 27 de março de 1918, deixando viúva D. Marcionila Figueiredo Pinto, com três filhos: Iremar, Ivone e Piragibe.; era filho de Francisco Ferreira Pinto e D. Bernardina Ferreira Pinto. Aos oito anos de idade, ficou órfão de pai, passando aos cuidados da avó materna que morava no sítio Barreiras, atual cidade de Bayeux, onde viveu a sua infância e fez o curso primário, freqüentando, depois, o Lyceu Paraibano, pretendendo seguir a carreira jurídica, o que não foi possível.A pobreza obrigou-o a desistir do sonho e encarar a realidade, pois, devia trabalhar para ajudar no orçamento da família. Trabalhou nos Correios e Telégrafos, como amanuense, mas não se acomodou.  Dedicou-se à pesquisa histórica e literária; fundou o Clube Benjamim Constant, núcleo literário do qual fazia parte a elite intelectual da Província; foi sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, tendo exercido os cargos de Secretário e Bibliotecário da entidade e integrou a Comissão que elaborou os estatutos da Casa; era sócio honorário do Centro de Ciências e Letras de Campinas; do Instituto Histórico da Bahia; da Sociedade de Geografia de Lisboa; da Real Academia de Arqueologia da Bélgica, do Instituto Histórico e Geográfico Alagoano, entre ouras associações congêneres.  Recebeu Medalha de Ouro da Sociedade Histórica de Paris e uma Medalha de Cobre pela exposição de Turim. Bibliografia: Datas e notas para a história da Paraíba, 1909; O cólera-morbus na Paraíba,1910; Resenha dos trabalhos científicos, 1910; A igreja do colégio, 1910; A instrução pública na Paraíba, 1910; AParaíba de Lyra Tavares, 1910; A abdicação, 1912; Notas para a história daordem 3ª de Nossa Senhora do Carmo, 1912; Resenha dos trabalhoscientíficos do IHGP, 1912; Sobre o XVII Congresso de Americanistas, 1912; Assuntos bibliográficos; Heroísmo de Cabedelo; Capela do Senhor do Bom Jesus; A Bahia e o V Congresso Brasileiro de Geografia; Documentos para a bibliografia de Pedro Américo. Colaborava nos jornais A União, O Norte e O Comércio, publicando trovas, sonetos e crônicas REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALBUQUERQUE, Durwal.Irineu Pinto. In: Revista da APL, nº05, João Pessoa: 1905. PINTO:Piragibe. Irineu Pinto-sua vida, sua obra. João Pessoa: 1980.

18 – Irineu Joffily

CADEIRA Nº 18 Irineu Joffily Patrono: Irineu Ceciliano Pereira Jóffily (1843-1902) Fundador: Mauro da Cunha Lima (1897-1943) 1º Sucessor: Epaminondas Câmara (1900-1958) 2º Sucessor: Cláudio Santa Cruz Costa (1919-2005) 3º Sucessor: Luiz Hugo Guimarães (1925-2009) 4º Sucessor: Francisco de Sales Gaudêncio (atual ocupante) BIOGRAFIA IRINEU Ceciliano Pereira JOFFILY: Nasceu no dia 15 de dezembro de 1843, na Fazenda Lajedo, município de Pocinhos, Estado da Paraíba e faleceu em 08 de fevereiro de 1902; filho de José Luís Pereira da Costa e D. Isabel Americana de Barros. Casado com D. Raquel Torres Brasil. Iniciou os estudos em Cajazeiras, com o Pe. Rolim; fez o curso secundário no Recife, onde, também, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela tradicional Escola daquela cidade. Fundou o jornal O Acadêmico Parahybano, iniciando a publicação de uma série de minibiografias sob o título de Parahybanos de 1817. Já formado, voltou à Paraíba sendo nomeado promotor público de São João do Cariri e Juiz de Campina Grande. De família abastada, teve o privilégio de poder dedicar-se à pesquisa, viajando e visitando os centros mais desenvolvidos, estudando e colhendo subsídios para os seus trabalhos. Aperfeiçoou-se nas Ciências Jurídicas, na História, Geografia e Paleontologia e tornou-se um grande historiador. Enveredando na política partidária, elegeu-se vereador em Campina Grande e Deputado Provincial em várias legislaturas. Em 1888, fundou o jornal A Gazeta do Sertão, em Campina Grande, que pregava o Regime Republicano, tendo sido, o jornal, empastelado em 1891. Irineu Joffily responsabilizou o Governador Venâncio Neiva por este ato de revanchismo. Foi, ainda, redator de O Brasil, do Rio de Janeiro; do Jornal do Comércio e de A União; usava sempre o pseudônimo de Índio Cariri. Era sócio-correspondente do Instituto Histórico e Arqueológico Pernambucano e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; morreu vitimado pelo mal de Hansen. Escreveu: Notas sobre a Parahyba, 1872; Sinopses e sesmarias, 1894. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CÂMARA, Epaminondas.Do cientista Irineu Joffily ao poeta Mauro Luna. In: Revista da APL, nº02. João Pessoa; 1947. JOFFILY, José. Entre a Monarquia e a República. Rio de Janeiro:Kosmos, 1982.

40 – Mello Leitão

CADEIRA Nº 40 Mello Leitão Patrono: Cândido Firmino de Mello Leitão (1886-1948) Fundador: Lauro Pires Xavier (1905-1991) 1º Sucessor: Antônio de Souza Sobrinho (1939-2019) 2º Sucessor: Milton Marques Júnior (atual ocupante) BIOGRAFIA Cândido Firmino MELLO LEITÃO: Nasceu em 17 de julho de 1886, na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba e faleceu em 15 de dezembro de 1948; filho do Coronel Cândido Firmino de Mello Leitão e D. Jacunda de Mello Leitão. Iniciou os estudos em Campina Grande, no Grêmio de Instrução Campinagrandense, tendo sido um dos oradores desse Grêmio, em sua inauguração. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do rio de Janeiro, defendendo tese de doutorado com o trabalho intitulado Da polistease visceral. Formado, continuou no Rio de Janeiro, colaborando, como interno, na Clínica Propedêutica da Faculdade de Medicina, integrando a equipe do Dr. Miguel Couto; em 1919, assumiu a função de Inspetor Sanitário da Diretoria Geral da Saúde Pública, passando a dedicar-se à Pediatria, iniciou, então, a publicação de vários trabalhos sobre as doenças infantis. Interessou-se pela Zoologia, Ciência pela qual dedicou-se integralmente; através de concurso público ingressou, como professor, na Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária; lecionou, também, na Escola Normal de Niterói e na Escola Normal do Rio de Janeiro. Era membro da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade Entomalógica do Brasil e da Entomalógica da França; participou, como representante do Brasil, nos Congressos de Ornitologia de Copenhague, 1926; Congresso Internacional de Entomalogia, em Madri, 1935; Congresso Internacional de Zoologia, em Lisboa, 1935; Congresso de Ciências Naturais, na Argentina, 1937. Classificou os Aracnídeos dos museus da Basiléia, Suíça, Barcelona, Espanha; Buenos Aires e La Plata; classificou, também, os Proscopidas dos museus de Santiago; La Plata e Buenos Aires. Em revistas americanas e em Broteria, de Portugal, publicou os estudos: A mortalidade infantil no Rio de Janeiro, 1912; Pressão arterial da infância. ; Escreveu, em colaboração com A.J. Sampaio, professor de Botânica do Museu Nacional, Hortos didáticos e sua organização. Em 1924, editou um Compêndio de Botânica. Mello Leitão era professor, Polígrafo, Geógrafo, Biogeógrafo, Ecologista, Zoogeógrafo, Sistemata, Botânico, Sociólogo, Conferencista, cultor das belas artes e poeta.Além  dos trabalhos já citados, publicou:  A vida maravilhosa dos animais; A vida na selva; Noções de Biologia Geral; O Brasil visto pelos ingleses; Zoo-Geografia do Brasil; Dicionário de Biologia; Esboço crítico das classificações zoológicas.   REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALBUQUERQUE, Aurélio de. O areiense Joaquim Silva. João Pessoa: 1977. GONZAGA, Pe. Luiz. Discurso de posse. In: Revista da APL, nº 06, João Pessoa:  1955.

33 – Castro Pinto

CADEIRA Nº 33 Castro Pinto Patrono: João Pereira de Castro Pinto (1863-1944) Fundador: Samuel Vital Duarte (1904-1979) 1º Sucessor: Francisco Pereira da Nóbrega (1928-2007) 2º Sucessor: Damião Ramos Cavalcanti (atual ocupante) BIOGRAFIA João Pereira de CASTRO PINTO: Nasceu na cidade de Mamanguape, Estado da Paraíba, em 03 de dezembro de 1863 e faleceu no Rio de Janeiro,  em 1944; filho do casal José Pereira de Castro Pinto e D. Maria Ricarda Cavalcanti de Albuquerque. Fez o curso primário no Colégio Rio Branco, na capital do Estado e  Humanidades, no Lyceu Paraibano, bacharelando-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1886. Foi Promotor Público em Mamanguape e Juiz Federal substituto. Era monarquista, abolicionista e jornalista. Elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte pela Paraíba, sendo reeleito em 1896. Renunciou ao mandato e viajou ao Rio de Janeiro, passando a exercer o cargo de Redator Oficial do Senado. Retornou ao Nordeste, assumindo a promotoria de justiça de Vitória de Santo Antão, Pernambuco, e em seguida a de Fortaleza, Ceará. No Estado do Pará, a convite do Presidente Paes de Carvalho, exerceu a Chefia de Gabinete  da Presidência da Província, sendo ainda, professor de Lógica do Ginásio Paraense e redator do Jornal A Província do Pará. Mesmo tendo combatido o primeiro Governo de Álvaro de Carvalho, este, quando retornou à Presidência, convidou-o a tornar a sua terra, oferecendo-lhe uma nomeação de professor de Matemática no Lyceu Paraibano que, na época, ser professor do Lyceu era um cargo muito importante. Aceitou o convite e veio instalar-se na capital. No ano seguinte, elegeu-se Deputado  Federal ; em 1908, já era Senador. Em 1912, passa a governar o Estado, por indicação de Álvaro de Carvalho. Durante a sua gestão,  as letras e as artes evoluíram consideravelmente, destacando-se a atuação de Rodrigues de Carvalho e Carlos Dias Fernandes, que era secretário  de redação e diretor do Jornal A União. Em julho de 1915, renunciou ao cargo e foi instalar-se no Rio de Janeiro. A Paraíba homenageou-o, dando o seu nome ao Aeroporto da capital.   REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTEENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II (Parahybanos ilustres). Rio de Janeiro: Gomes Editora, 1949. DUARTE, Samuel.  Discurso de posse, In: Castro Pinto – Cadeira 33. João Pessoa: A União, 1964. Paraíba –nomes do século Série histórica. João Pessoa: A União,2000. ODILON,  Marcus. Pequeno dicionário de fatos e vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Cátedra, 1984. SILVEIRA,  Fernando. Vidas Paraibanas. João Pessoa: 1981.

32 – Carlos Dias Fernandes

CADEIRA Nº 32 Carlos Dias Fernandes Patrono: Carlos Augusto Furtado de Mendonça Dias Fernandes (1874-1942) Fundador: Ernani Ayres Sátyro e Souza (1911-1986) 1º Sucessor: Wills Leal (1936-2020) 2º Sucessor: Eitel Santiago de Brito Pereira (atual ocupante) BIOGRAFIA CARLOS Augusto Furtado de Mendonça DIAS FERNANDES: Nasceu em 20 de setembro de 1874, na cidade de Mamanguape, Estado da Paraíba e  faleceu em 09 de dezembro de 1942, no  Hospital da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro. Era filho do Dr. Nepomuceno Dias Fernandes e de D. Maria Augusta Saboia Dias Fernandes. Aprendeu as primeiras letras com a sua mãe, continuando com os professores Luiz Aprígio e Isaac Ribeiro que lhe ministraram aulas de  Português e Latim.  Aos dezesseis anos já  tinha lido   Os lusíadas  bem como Virgílio e Horácio na língua original . Apesar de Mamanguape  se, a esse tempo, um importante centro de exportação  de algodão e da cana-de-açúcar, através do porto de Salema, Carlos Fernandes não sentia atração pela cidade que , pela falta de desenvolvimento cultural não lhe oferecia condições para expandir o seu potencial latente;  de espírito aventureiro, aspirava a uma vida menos repressiva e mais alegre o que faltava ali. A própria vida familiar, com imposições de  regras e horários para tudo, privavam-no do convívio com as outras crianças, dos folguedos infantis, até mesmo da liberdade de correr no campo, subir nas árvores e nadar nos rios, apesar do ambiente propício que a natureza lhe oferecera como berço. Privado de tudo, um dia aos treze anos, resolveu liberar-se.  Deixou o Porto de Salema no barco  Flor de Maio e seguiu para o Recife, mudando, radicalmente, o rumo da sua vida. Matriculou-se num curso de Farmácia, contrariando o pai que o desejava médico, mas o tio que o protegia financeiramente, faleceu e ele teve que abandonar os estudos. Foi para Aracaju, de lá foi ao Rio de Janeiro onde passou  a exercer as mais modestas profissões. Por conveniência, ingressou na Guarda Nacional. Fascinado pelas letras, deixa a Guarda Nacional, recebe a patente de Tenente Honorário e é nomeado funcionário dos Correios e Telégrafos. No Rio de Janeiro, travou conhecimento com Cruz e Souza, tornando-se seu grande amigo e admirador. Inicia a carreira jornalística, escrevendo em A Gazeta da Tarde; A cidade do Rio  e na Revista  Rosa Cruz.  Dominado pelo espírito aventureiro, deixa o Rio de Janeiro e segue para o Amazonas. Homem belíssimo, inteligente, elegante e romântico, vivia rodeado de mulheres e a se meter em encrencas por causa delas . Em Manaus, certa vez, envolveu-se num  desses casos,e teve que deixar a cidade às pressas, refugiando-se em Belém  do Pará,  encontrando-se, aí, com Elizeu César que o apresentou ao poderoso Antonio Lemos, tornando-se, ambos, grandes amigos. Passou a escrever em  A Província do Pará. Sempre irrequieto, viaja  a Europa. Retornando, instala-se em Recife e assume a Secretaria do Diário de Pernambuco. Em 1912, Castro Pinto, seu amigo e conterrâneo, eleito presidente do Estado da Paraíba, convida-o para assumir a direção do Jornal  A União , que, a partir daí, viveu a sua fase áurea, transformando-se  numa verdadeira escola de jornalismo. Em 1928, com  a eleição de João Pessoa para  a presidência do Estado, o seu primeiro ato foi a demissão de Carlos Dias Fernandes da direção de  A União. Desencantado,  ele deixa a Paraíba e retorna ao Rio de Janeiro com a esposa Aurora e, para sobreviver,  passa a escrever nos jornais cariocas. Carlos Dias Fernandes viveu intensamente a sua vida. Foi poeta, romancista, contista, biógrafo, pedagogo.  Livros publicados:  Palma de acanthos, 1917; In memorian, 1905; Políticos do norte I,  1906; Políticos do norte II, 1907;  Canção de vesta, 1908; Álbum do Estado do Pará, 1908;   Os cangaceiros, 1908; A hevea brasiliensis, 1913;  O Rio Grande do Norte, 1914;  Proteção dos animais, 1914; Noção de pátria, 1914;  A Walfredeida, 1915;  Talcos e avelórios, 1915;  A defesa nacional, 1916; Rui Barbosa, apóstolo da liberdade, 1918; Escola pitoresca,  1918; Discurso, 1918; Políticos do norte, 1919;  Monografia de Epitácio Pessoa, 1919;  De rapazinho a imperador, 1920;  Myriam, 1920;  Tobias jurista-filósofo, 1921; Livro das parcas, 1921; A cultura clássica, 1921; Sansão e Dalila, 1921; O algoz de Branca Dias, 1922; A renegada, 1921; A cultura phisica, 1923; Terra da Promissão, 1923; Feminismo, 1923;  Infância proletária, 1924; A fazenda e o campo, 1925;  A vindicia, 1931;  Fretana, 1936; Rezas cristãs, 1937;  Gesta basílica, 1938;  Gesta nostra, 1942; Última ceifa (versos inéditos). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: FERNANDES,  Carlos Dias.  Fretana. João Pessoa: edição especial, Secretaria da Educação e  Cultura, s/data. MARIZ, Celso.  Figuras e fatos.   João Pessoa: 1976. MARTINS,  Eduardo. Carlos Dias Fernandes – Notícia bibliográfica.  João Pessoa: A UNIÃO, 1976. VIEIRA, José.  Carlos Dias Fernandes, In: Revista da APL, nº 02. João Pessoa: 1947.

31 – Epitácio Pessoa

CADEIRA Nº 31 Epitácio Pessoa Patrono: Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa (1865-1942) Fundador: Pe. Francisco Lima (1904-1972) 1º Sucessor: Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Melo (1905-1989) 2º Sucessor: Geraldo Magela Cantalice (1921-1996) 3ª Sucessora: Ângela Maria Bezerra de Castro (atual ocupante) BIOGRAFIA EPITÁCIO da Silva PESSOA:  Nasceu na cidade de Umbuzeiro, Estado da Paraíba, em 23 de maio de 1865, falecendo em Petrópolis, Rio de Janeiro, no ano de 1942. Os seus pais faleceram  quando ele tinha somente oito anos de idade, tendo sido, a partir daí, criado pelo tio materno, Henrique Pereira de Lucena, o Barão de Lucena, que o internou, como bolsista, no Ginásio Pernambucano, do Recife. Concluindo o curso secundário, ingressou no Jurídico, graduando-se em 1886, na tradicional Escola do Recife. Assumiu a Promotoria Pública da cidade do Cabo (PE), demitindo-se logo do cargo, em 1889, indo fixar-se no Rio de Janeiro, justamente à época dos  movimentos políticos em favor da  proclamação da República dos quais ainda participou. Retornou  à Paraíba, sendo nomeado Secretário Geral do Estado e, em seguida, eleito Deputado Constitucional de 1890/1891, mantendo-se em oposição ao Marechal Floriano Peixoto. No Governo Campos Sales, ocupou  o Ministério da Justiça, revelando-se um administrador competente, dinâmico e corajoso, enfrentando e resolvendo os problemas do Estado com autoridade e respeito.Assumiu o Supremo Tribunal Federal, aposentando-se nesse cargo, em 1912. Posteriormente, foi eleito Senador da República. Em 1918, foi nomeado Delegado do Brasil no Congresso da Paz, em Versalhes, na França, quando foi indicado para concorrer à Presidência da República, tendo Rui Barbosa na oposição. Após percorrer a Itália e os Estados Unidos, voltou ao Brasil já eleito presidente, assumindo o cargo em 28 de julho de 1919. Nomeou para o Ministério da Guerra o carioca Pandiá Calógeras e para a Marinha, Raul Soares, ambos ,civis , causando visível mal-estar entre os  militares.Como nordestino, quis beneficiar a região criando comissões para realização de obras contra as secas numa tentativa de amenizar o sofrimento do povo sertanejo; incluiu no programa do governo a implantação de uma grande siderurgia, a recuperação econômica do Nordeste e a defesa do Café. Por sua atividade política e pelos benefícios à Nação,  teve o seu nome figurado  entre  os indicados  para a eleição do paraibano do século. Alguns dos trabalhos escritos por Epitácio Pessoa:Pela verdade; Discursos parlamentares; Codificação do Direito Internacional; Primeiros tempos; Laudos arbitrais; Questões forenses, entre vários outros. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT,  Liberato. Homens do Brasil,   vol. II, Parahybanos  ilustres,  Parahyba. Rio de Janeiro: Gomes Pereira, 1914. Enciclopédia Britânica, vol. 03, p316. Rio de Janeiro:  São Paulo, 1979. LIMA, Francisco (Côn.)  Discurso de posse,  Revista da APL, nº 07. João Pessoa: 1970.

29 – Rodrigues de Carvalho

CADEIRA Nº 29 Rodrigues de Carvalho Patrono: José Rodrigues de Carvalho (1867-1935) Fundador: Manuel Otaviano de Moura Lima (1880-1960) 1º Sucessor: Afonso Pereira da Silva (1917-2008) 2º Sucessor: Carlos Antônio Aranha de Macêdo (1946-2024) 3º Sucessor: Renato César Carneiro (atual ocupante) BIOGRAFIA José RODRIGUES DE CARVALHO:  Nasceu em Alagoinha, Estado da Paraíba, em 18 de dezembro de 1867 e faleceu na capital pernambucana em20 de janeiro de 1935; filho do casal Manuel Rodrigues de Carvalho e D. Cândida Maria de Carvalho. Casado, primeiras núpcias, com D. Francisca Lisboa de Carvalho e, pela segunda vez, com D. Anita Veloso Rodrigues de Carvalho. Começou a vida como caixeiro, em Mamanguape, trabalhando ao lado do tio, ao mesmo tempo em que freqüentava a escola do latinista Manuel de Almeida. Fez o curso de humanidades no Lyceu Paraibano, mudando-se para o Rio Grande do Norte; não se adaptando, porém,  àquele Estado, seguiu para Fortaleza, dando um rumo diferente à sua vida. Matriculou-se na Faculdade de Direito e deu início à publicação dos seus poemas. Muito lírico e sentimental, era também um exímio repentista e a adjetivação presente nas suas poesias eram tão expressivas que o tornaram em um poeta de estilo muito peculiar. Em 1890, juntamente com Castro Pinto, fundou em Mamanguape o Semanário  A Comarca e, em 1892, criou na capital do Estado o Grêmio Literário Cardoso Vieira,  instituição que veio contribuir bastante na formação intelectual da juventude paraibana daquele tempo. Foi professor, jornalista, jurista e, acima de tudo, poeta, projetando-se nesse gênero a partir da publicação do poema Seios. Escreveu nos jornais A União, Gazeta do Comércio, O Comércio, Estado da Paraíba, República, Jornal Pequeno (Recife) e em A Província do Pará. Elegeu-se Deputado Estadual, pela Paraíba. Exerceu, ainda os cargos de Procurador e Secretário Geral do Estado;  era membro do Instituto Histórico do Ceará; do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano; da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro; da Academia Cearense de Letras e do Instituto  Arqueológico de Pernambuco. Escreveu:  Recursos extraordinários; Comentário ao código de processo criminal do Estado; Da liberdade de imprensa (tese), Tentativa, cheque visado e lacunas na lei de falências; Subsídios para o dicionário da língua nacional  (em elaboração), Monografia sobre a borracha de mangabeira e maniçoba na Paraíba; Aspectos da influência africana na formação social do Brasil; Cancioneiro do Norte; Coração; Prismas; Poesias de maio.   REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de. Contribuição para uma bibliografia paraibana. Rio de Janeiro: 1972. Revista da Academia  Paraibana de Letras, vol. 1 (discurso de recepção). João Pessoa: 1947.