Nº 03 – (1º SUCESSOR) LUIZ AUGUSTO CRISPIM
CADEIRA Nº 03 1º SUCESSOR: LUIZ AUGUSTO CRISPIM Patrono: Albino Gonçalves Meira (1850-1908) Fundador: Clóvis dos Santos Lima (1908-1974) 1º Sucessor: Luiz Augusto da Franca Crispim (1945-2008) 2º Sucessor: Eilzo Nogueira Matos (1934-2026) 1º Sucessor: Luiz Augusto da Franca Crispim (1945-2008) Ocupação: Advogado e jornalista Eleito: 11/11/1978 Posse: 28/04/1979 Saudação: Higino da Costa Brito BIOGRAFIA Luiz Augusto da Franca Crispim nasceu em João Pessoa, no dia 23 de agosto de 1945, filho de Napoleão Crispim e Maria Teresa da Franca Crispim, e faleceu em 06 de fevereiro de 2008. Foi casado com Adília Espínola da Franca Crispim, com quem tem dois filhos: Teresa e Luiz Augusto Filho. Iniciou sua trajetória escolar no Grupo Escolar Epitácio Pessoa e no Lyceu Paraibano. Mais tarde, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), instituição pela qual também se graduou em Língua e Literatura Francesa. Complementou sua formação técnica com os cursos de Administração Financeira e Pesquisa de Mercado pelo SEBRAE. Sua inserção no jornalismo ocorreu de forma precoce, iniciando como redator e editorialista do jornal Correio da Paraíba. Ao longo de sua carreira na comunicação, exerceu funções de grande relevância, tais como: chefe de redação da Secretaria para Assuntos Extraordinários; diretor do Departamento Central de Divulgação da Secretaria de Divulgação e Turismo da Paraíba; diretor-geral de A União Editora; redator-chefe do jornal O Norte; e assessor especial da Secretaria de Divulgação e Turismo. No cenário nacional, atuou como correspondente e redator da revista Visão, correspondente dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo na Paraíba, além de assessor do GRUPONOVE (em Recife) e diretor de marketing da IGRAMOL Editora Ltda. (em João Pessoa). Sua experiência profissional inclui, ainda, estágios no Departamento de Pesquisas do Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), no Correio Braziliense (Brasília) e na Imprensa Oficial da Bahia (Salvador). Na esfera pública e jurídica, além de advogado atuante e professor universitário, atuou como Procurador-Geral da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Subsecretário de Cultura do Estado, Secretário Adjunto da Educação e Cultura e, posteriormente, Secretário da Comunicação Social do Estado da Paraíba. Reconhecido por sua contribuição intelectual, recebeu a Menção Honrosa no concurso de monografias da UFPB sobre Euclides da Cunha (1968), a Menção Honrosa da Fundação Manuel Bandeira, de Campina Grande, por serviços prestados à cultura paraibana (1973), e o prestigioso Prêmio ESSO de Jornalismo Regional (1975), pelo trabalho intitulado Incentivos para uma Economia de Cordel. É membro da Associação Paraibana de Imprensa, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba, da Associação Cultural Franco-Brasileira e do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Em 28 de abril de 1979, tomou posse na Academia Paraibana de Letras (APL), sendo saudado pelo acadêmico Higino Brito. Presidiu a renomada instituição por dois mandatos consecutivos, entre 1984 e 1990. Durante sua gestão, idealizou e concretizou o 1º Círculo de Estudos sobre Autores Paraibanos, editou a Coleção Literatura Viva — composta por 19 títulos —, promoveu diversas palestras e conferências, e implantou o Memorial Augusto dos Anjos nas dependências da APL. Como cronista, assinou colunas no jornal O Norte e, posteriormente, no Correio da Paraíba. PUBLICAÇÕES Por uma estética do real O arco e a fonte Os pecados da tarde As artes da paixão Poemas da estação A dama da tarde Os Anéis da Serpente (inédito)
Nº 03 – (FUNDADOR) CLOVIS LIMA
CADEIRA Nº 03 FUNDADOR: CLÓVIS LIMA Patrono: Albino Gonçalves Meira (1850-1908) Fundador: Clóvis dos Santos Lima (1908-1974) 1º Sucessor: Luiz Augusto da Franca Crispim (1945-2008) 2º Sucessor: Eilzo Nogueira Matos (1934-2026) Fundador: Clóvis dos Santos Lima (1908-1974) Ocupação: Professor, advogado e escritor Eleito: 14/09/1963 Posse: 08/08/1964 Saudação: José Lopes de Andrade BIOGRAFIA Clóvis dos Santos Lima nasceu na cidade de Serraria, no Estado da Paraíba, em 25 de janeiro de 1908, e faleceu em João Pessoa, em 15 de outubro de 1974. Filho de Elvídio Duarte dos Santos e Maria Júlia dos Santos Lima, iniciou seus estudos em sua terra natal. Deu continuidade à formação no Instituto Bananeirense, em Bananeiras, e depois no Colégio Diocesano e no Lyceu Paraibano, ambos na capital. Concluiu o ensino secundário no Ginásio Pernambucano, em Recife, cidade na qual também se bacharelou em Direito. Ao longo de sua carreira jurídica e administrativa, exerceu cargos de grande relevância no setor público. Atuou como Promotor Público nas comarcas de Princesa Isabel, Mamanguape, Santa Rita e João Pessoa; foi Delegado da Ordem Política e Social, Chefe de Polícia do Estado, Secretário interino do Interior e Secretário da Agricultura. Na magistratura trabalhista, presidiu a Junta de Conciliação e Julgamento de João Pessoa de 1941 a 1959, ano em que foi promovido, por merecimento, a Juiz Togado do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região. Reconhecido como o grande introdutor do Ensino Superior na Paraíba, sua marca na educação do estado é indelével. Foi professor-fundador da Faculdade de Direito da UFPB, onde lecionou Direito do Trabalho; fundador e primeiro diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da Paraíba, onde lecionou Geografia Econômica e Legislação Social; e também ministrou a disciplina de Geografia Humana na Faculdade de Filosofia da UFPB. No campo acadêmico e institucional, presidiu o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano por 16 anos. Foi também sócio do Instituto do Direito Social de São Paulo, membro titular do Instituto Latino-Americano do Direito do Trabalho e Previdência Social e membro da prestigiada Société de Géographie de Paris. Sua destacada atuação lhe rendeu as medalhas comemorativas do Centenário de Rui Barbosa e dos 430 anos da cidade do Recife, além da condecoração francesa La Cité Carcassonne, conferida pela Sociedade de Geografia de Paris. Foi homenageado com os títulos de Cidadão Pessoense, bem como de Cidadão de Recife, Penedo, Natal, Maceió e Catende. Clovis Lima deixou ainda uma vasta contribuição intelectual, expressa em diversos trabalhos publicados na imprensa do Norte e Nordeste, em revistas de tribunais e nos anais do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. PUBLICAÇÕES João Domingues dos Santos – Pesquisador e homem de inteligência Êxodo dos trabalhadores rurais O Ensino Comercial na Paraíba Episódios e aspectos do domínio colonial holandês na Paraíba Julgados trabalhistas na inferior instância O Polígono das secas – espaço econômico As Itacoatiaras do Ingá O sentido da Universidade O Joazeiro da caatinga nordestina Albino Meira – Estudo biográfico Estabilidade e fundo de garantia por tempo de serviço O Prévio depósito da condenação como condição para recorrer O Ensino Comercial na Paraíba – História de uma Escola
Nº 03 – (PATRONO) ALBINO MEIRA
ALBINO Gonçalves MEIRA: Nasceu na cidade de Pilar, Estado da Paraíba, a 10 de março de 1850 e faleceu no dia 10 de junho de 1908, em Recife, capital do Estado de Pernambuco; filho do casal Manuel Joaquim Carneiro Meira e D. Antônia Carneiro Meira. Era casado com a senhora Isabel Peixoto de Miranda Henriques. Iniciou o curso primário na Escola do professor Demétrio Toledo, em Pilar, e concluiu no Colégio de Itabaiana; fez o secundário no Lyceu Paraibano e bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1875. De origem modesta, Albino Meira, ainda muito jovem, começou a trabalhar para custear os seus estudos, lecionando Português no Curso Anexo à Faculdade de Direito, iniciando, assim, a sua carreira no magistério; em 1876, através de concurso público, ingressou no magistério superior, lecionando Direito Constitucional. Além de professor, atuava como advogado, jornalista, orador e político; escreveu nos jornais: O Comércio, A Gazeta, A Tribuna Liberal e em vários outros periódicos da época, não teve, porém, a preocupação de reunir em livros a sua produção. Foi Deputado Provincial pela Paraíba, em duas legislaturas consecutivas (1878/1879-1880/1881) e governou o Estado de Pernambuco, em 1890. Publicou: Tese e dissertação apresentada à Faculdade de Direito do Recife. Tipografia Mercantil, 1881. Publicou: Tese e dissertação apresentada à Faculdade de Direito do Recife. Tipografia Mercantil, 1881. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AMEIDA, Horácio de. Contribuição para uma bibliografia paraibana. Rio de Janeiro: 1972. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955. LIMA, Clovis dos Santos. Albino Meira- Cadeira nº03 (discurso de recepção). João Pessoa: A União, 1964.
Nº 02 – (1º SUCESSOR) EUGÊNIO CARVALHO
CADEIRA Nº 02 1º SUCESSOR: EUGÊNIO CARVALHO Patrono: Manuel de Arruda Câmara (1752-1810) Fundador: Oscar de Oliveira Castro (1899-1970) 1º Sucessor: Eugênio Carvalho Júnior (1914-1995) 2ª Sucessora: Adylla Rocha Rabello (1931-2015) 3ª Sucessora: Maria do Socorro Silva de Aragão (atual ocupante) 1º Sucessor: Eugênio Carvalho Júnior (1914-1995) Ocupação: Médico Eleito: 08/05/1971 Posse: 16/09/1972 Saudação: Higino da Costa Brito BIOGRAFIA EUGÊNIO CARVALHO JÚNIOR nasceu no dia 06 de setembro de 1914, no Estado da Guanabara, e faleceu em João Pessoa, no dia 03 de julho de 1995, deixando assim viúva a senhora Ofélia Gondim Pessoa de Figueiredo. Era filho do sr. Eugênio de Carvalho e de D. Eulina Gomes de Carvalho. Estudou no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, era bacharel em Ciências e Letras e diplomou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. Obteve o primeiro lugar no concurso de Nutrólogo do SAPS, fez curso de Nutrição em Saúde Pública na Guatemala, em 1967, e o curso da ADESG em João Pessoa, no ano de 1973. Destacam-se, entre as funções exercidas pelo médico: Monitor de Química Fisiológica e Laboratorista da Faculdade de Farmácia da Universidade do Brasil; Assistente efetivo de Química Fisiológica da Faculdade Nacional de Medicina; Professor Catedrático de Química e Biologia da Faculdade de Farmácia do Rio de Janeiro; Examinador de Química do concurso vestibular das Faculdades de Medicina e Odontologia do Rio de Janeiro; e Professor de Nutrição e Dietética da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba. Elegeu-se membro efetivo da Academia Paraibana de Letras, assumindo a sua Cadeira no dia 16 de setembro de 1972, ocasião em que foi recepcionado pelo acadêmico Dr. Higino Brito. O Dr. Eugênio tinha uma vida intelectual intensa: compunha versos, escrevia artigos para jornais, proferia palestras sobre temas variados em João Pessoa, Campina Grande e no Rio de Janeiro, além de desenvolver atividades científicas no Brasil e no exterior. Recebeu os títulos honoríficos de Menção Honrosa, por trabalhos científicos publicados na I Semana de Cultura, realizada em João Pessoa, em 1967, e de Cidadão Pessoense, em 1971. Era membro da União Brasileira de Trovadores e presidiu a Academia Paraibana de Medicina por dois períodos consecutivos. PUBLICAÇÕES História das vitaminas História das proteínas História dos minerais Conselhos de alimentação Educação alimentar Medicina e poesia Desfolhando a margarida Arruda Câmara Valor médico, econômico e social da alimentação Leis da alimentação (valor calórico da dieta) Arteriosclerose Lipídios Glicídios Diabetes Mellitus Vitaminas Sementes de ternura (trovas)
Nº 02 – (FUNDADOR) OSCAR DE CASTRO
CADEIRA Nº 02 FUNDADOR: OSCAR DE CASTRO Patrono: Manuel de Arruda Câmara (1752-1810) Fundador: Oscar de Oliveira Castro (1899-1970) 1º Sucessor: Eugênio Carvalho Júnior (1914-1995) 2ª Sucessora: Adylla Rocha Rabello (1931-2015) 3ª Sucessora: Maria do Socorro Silva de Aragão (atual ocupante) Fundador: Oscar de Oliveira Castro (1899-1970) Ocupação: Médico, professor, jornalista e escritor Eleito: 31/10/1942 Posse: 30/05/1943 Saudação: Álvaro Pereira de Carvalho BIOGRAFIA Oscar de Oliveira Castro nasceu no dia 27 de abril de 1899, na cidade de Bananeiras, interior da Paraíba, e faleceu no dia 14 de julho de 1970, deixando viúva Marieta de Oliveira Castro. Filho de Joaquim Ferreira de Castro e Amália de Oliveira Castro, ele concluiu os estudos primários no Instituto Bananeirense e o ensino secundário em João Pessoa, no Colégio Diocesano Pio X. Em seguida, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se diplomou pela Faculdade de Medicina. Apesar de receber convites para permanecer na então capital federal, optou por retornar à Paraíba logo após a formatura, passando a exercer cargos públicos de grande relevância, como Diretor da Assistência Municipal, Secretário de Educação e Diretor e Organizador do Departamento de Serviço Social do Estado. Além de sua sólida trajetória na medicina, destacou-se amplamente como professor, jornalista e escritor. Sua vocação para o magistério o levou a lecionar tanto no ensino básico quanto no superior, acumulando passagens pelo Colégio Diocesano Pio X, Colégio Nossa Senhora de Lourdes, Colégio das Neves e Liceu Paraibano. Na Universidade da Paraíba, foi docente nas faculdades de Filosofia, Medicina e Direito, além de atuar na Escola de Serviço Social. Colaborador assíduo da imprensa local, escrevia com frequência nos jornais paraibanos sobre os mais variados assuntos de interesse público e cultural. Homem de forte presença institucional, participou ativamente de diversas entidades científicas e culturais. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura, Presidente do Conselho Regional de Medicina (Secção da Paraíba), Presidente do Rotary Club de João Pessoa e membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Sua projeção intelectual também alcançou o cenário nacional como Membro Honorário do Instituto Brasileiro de Medicina, sócio da Sociedade Brasileira de Pediatria e membro da Academia Carioca de Letras. Por seus relevantes serviços prestados à sociedade, recebeu importantes distinções e honrarias ao longo da vida. Entre elas, destacam-se o prêmio Honra ao Mérito, concedido pela Standard do Brasil; o título de Cidadão Pessoense, outorgado pela Câmara Municipal de João Pessoa; a Medalha de Prata, comemorativa do Tricentenário da Restauração Pernambucana; e a Medalha Guararapes, de bronze, concedida pelo Governo do Estado de Pernambuco. PUBLICAÇÕES Ensaios Vultos da Paraíba Arruda Câmara Crimes e Personalidades Psicopatas Medicina na Paraíba Visões de Artes na Paraíba (inédito) Gente que a Gente Encontra (inédito) Memórias (inédito)
Nº 02 – (PATRONO) MANUEL DE ARRUDA CÂMARA
Manuel de ARRUDA CÂMARA: Nasceu no ano de 1752, na cidade de Pombal, sertão do Estado da Paraíba e faleceu em Itamaracá, Estado de Pernambuco, no ano de 1810. Foi sepultado na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Recife. Era filho do agricultor Francisco de Arruda Câmara e D. Maria Saraiva da Silva; fez os estudos preliminares na cidade de Goiana (PE.) e, em 1873, foi ordenado padre no Seminário dessa cidade, adotando o nome de Frei Manuel do Coração de Jesus. Estudou na Universidade de Coimbra, em Portugal e em Montpellier, na França. Idealista e de espírito revolucionário, Arruda Câmara, em Paris, identificou-se com o pensamento de Voltaire e de Rousseau e animado com o sucesso da Revolução Francesa, chegando ao Brasil não se conformou com o quadro de injustiça social reinante e apressou-se em trabalhar visando a combater, sobretudo, em favor das famílias mais humildes, maiores vitimas do sistema patriarcal. Nesse sentido, fundou o Areópago de Itambé, Sociedade Maçônica que abrigava intelectuais da Paraíba e de Pernambuco e onde foi tramada a Revolução de 1817. Com idéias avançadas, lutando pela igualdade das classes, o Padre Arruda Câmara foi, talvez, no Brasil, um dos precursores da ala progressista. Não viu, porém, realizado o seu sonho de liberdade e de igualdade social, bandeiras que, ainda hoje, são levantadas pelos principais movimentos de libertação da atualidade. Dedicou-se ao estudo da botânica, estando entre os mais importantes naturalistas do seu século. Classificou a flora paraibana e produziu inúmeros trabalhos científicos sobre botânica, zoologia e mineralogia. Deixou uma importante bibliografia: Centúria (nunca foi publicada); A memória sobre a cultura do algodoeiro, 1797; Dissertação sobre as plantas do Brasil, 1817; Discurso sobre avitalidade da instituição de jardins nas principais províncias do país, 1810; Aviso aoslavradores sobre a suposta fermentação de qualquer qualidade de grãos ou pevides paraaumento da colheita, Lisboa, 1792; Memórias sobre as plantas de que se podemfazer baunilha no Brasil, (nas memórias da Academia Real das Ciências de Lisboa, v.40, 1814); Memórias sobre o algodão de Pernambuco, Lisboa, 1810; Tratado deAgricultura; Tratado da lógica. Algumas produções de Arruda Câmara podem ser encontradas na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. A Paraíba lhe fez homenagem, dando seu nome a uma grande reserva florestal existente no centro da capital, a conhecida “Bica”. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTRO, Oscar de Oliveira. Arruda Câmara – cadeira nº 02 -Discurso de posse. João Pessoa: A União, 1984. —-Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955. ODILON, Marcus. Pequeno dicionário de fatos e vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Cátedra, 1984.
Nº 01 – (2º SUCESSOR) WALDEMAR DUARTE
CADEIRA Nº 01 2º SUCESSOR: WALDEMAR BISPO DUARTE Patrono: Augusto dos Anjos Fundador: José Flóscolo da Nóbrega (1898-1969) 1º: Sucessor: Humberto Carneiro da Cunha Nóbrega (1912-1988) 2º Sucessor: Waldemar Bispo Duarte (1923-2006) 3º Sucessor: Altimar de Alencar Pimentel (1952-2008) 4º Sucessor: José Nêumanne Pinto (atual ocupante) 2º Sucessor: Waldemar Bispo Duarte (1923-2006) Ocupação: Jornalista, bibliotecário e arquivista Eleito: 06/11/1989 Posse: 27/09/1991 Saudação: Jansen Filho BIOGRAFIA Waldemar Bispo Duarte nasceu na cidade de Uiraúna, Paraíba, no dia 18 de julho de 1923, e faleceu no dia 04 de setembro de 2004. Filho de Sabino Duarte e Maria Quitéria da Conceição, casou-se com Etienete Marinho Duarte, com quem teve cinco filhos: César Augusto, Márcio Sezane, Tânia Cristina, Cibele Marciana e Tereza Cristina. Realizou os estudos primários e secundários na capital do estado e obteve formação superior em Contabilidade, Direito e Biblioteconomia. Além disso, concluiu os cursos técnicos de Treinamento de Fiscalização, Chefia de Alto Nível, Noções de Contabilidade Mecanizada e Pesquisa de Artifícios Contábeis pelo IAPAS, e especializou-se em Bibliografia da Etnografia e Folclore: Fontes Bibliográficas para o Estudo do Desenvolvimento do Brasil. Iniciou sua vida profissional aos 16 anos como funcionário do IAPETEC, vindo a exercer, posteriormente, cargos de grande relevância pública, tais como: Fiscal de Contribuições Previdenciárias e Coordenador de Arrecadação e Fiscalização do IAPAS; Redator de Acórdãos do Conselho Superior da Previdência Social; Assessor Especial da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo da Paraíba; e Diretor do Arquivo Histórico da Paraíba. Agraciado com a Medalha Augusto dos Anjos por seus relevantes serviços prestados à cultura paraibana e pela difusão da obra do poeta, manteve-se ativo após a aposentadoria como jornalista, crítico literário, articulista, cronista e pesquisador. Ao longo de sua carreira intelectual, atuou como redator dos jornais A União e O Norte, chefe de reportagem da Revista Temas (no Rio de Janeiro), diretor da Revista Era Nova (2ª fase, em João Pessoa) e redator do Anuário Paraibano. Foi ainda membro do Conselho Estadual de Cultura da Paraíba, presidente da União Brasileira de Escritores (Secção Paraíba), Sócio Honorário da International Student’s Society, membro da Associação Paraibana de Imprensa e sócio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba e do Estado da Guanabara. Waldemar Duarte foi empossado na Academia Paraibana de Letras no dia 27 de dezembro de 1991, recepcionado pelo acadêmico Jansen Filho. PUBLICAÇÕES Interpretando Osíris de Belli Humanização do Direito Romano no Código Penal Brasileiro O Menestrel Virgínius da Gama e Melo Documentação como Tema Literário Walfredo Rodrigues e a Cultura Paraibana Temas Universitários Letras Campinenses Bibliografia Paraibana (dois volumes) Fontes para uma Literatura Paraibana Lágrimas de um Coração Evocações… (poesias) Resíduos Poemáticos (poesias)
Nº 01 – (1º SUCESSOR) HUMBERTO NÓBREGA
HUMBERTO Carneiro da Cunha NÓBREGA: nasceu na capital do Estado no dia 03 de fevereiro de 1912 e faleceu, também em João Pessoa, em 17 de junho de 1988. Filho de Francisco de Gouveia Nóbrega e D.Maria da Cunha Nóbrega, casado com D. Maria Nazaré Novais Nóbrega, que faleceu um ano após ter ficado viúva. Fez o curso primário no Grupo Escolar Tomaz Mindello e o secundário no Lyceu Paraibano; formou-se em Medicina, no ano de 1937, na Faculdade da Bahia. Foi o fundador da Faculdade de Medicina da UFPB e exerceu vários cargos públicos, entre os quais destacamos: Reitor da UFPB; Presidente da Cruz Vermelha-Secção Paraíba; Diretor dos ambulatórios do Estado da Paraíba e do Instituto Nacional da Previdência Social. Por muitos anos, atuou como médico dos operários da Usina Santa Helena, antigo Engenho Pau d’Arco, local do nascimento do poeta Augusto dos Anjos,. Dedicado às letras e à pesquisa, escreveu vários livros e proferiu palestras e conferências tanto no Brasil como no exterior. Ingressou na Academia Paraibana de Letras em 1971, saudado pelo acadêmico Ernani Sátiro.Bibliografia: O meio e o homem da Paraíba (João Pessoa, Departamento de Publicidade, 1950); Breve introdução ao estudo da higiene, (Imp. Oficial, 1956); Augustodos Anjos e sua época (UFPB, 1962); História de uma cadeia transformada em palácio (A União, 1962); De Convento a Palácio (In: Correio das Artes, 1965); A figura humana de Luciano Moraes (Imp. Universitária, 1968); Evolução histórica de Bananeiras (A Imprensa, 1968); O sesquicentenário da Revolução de 1817 (saudação a Eudes Barros), In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba, nº 17, 1969; Cadeira nº 01– Augusto dos Anjos- Discurso de posse na Academia Paraibana de Letras (João Pessoa, 1971); João Suassuna, o estadista (In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba nº 16, 1968); A palavra da Presidência (In: Revista do Inst. Hist. e Geog. da Paraíba nº 18, 1971); História do Ponto de Cem Réis – Discurso pronunciado na inauguração do Viaduto Damásio Franca, nº 19, 1971); Calendário Cultural da Paraíba (João Pessoa, Imprensa Universitária, 1972) UFPB-Expansão e consolidação (João Pessoa, Imprensa Universitária, 1973); Fruto de um esforço comum (João Pessoa,Imprensa Universitária, 1974); 1974– Um ano decisivo (João Pessoa, Imprensa Universitária, 1975); Seis anos de administração (In: Revista do IHGP, nº21, 1975); Coriolano de Medeiros: notas para a sua biografia (In: Revista do IHGP nº 22, 1979); Discurso de saudação a Luiz Alves Nunes (In: Revista do IHGP nº 23, 1988); Arte Colonial da Paraíba (João Pessoa, Imprensa Universitária, s/d); História da Faculdade de Medicina da UFPB, sd; Os pioneiros (In: Revista da Academia Paraibana de Letras nº 08, 1978). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Curriculum Vitae – Arquivo da APL. Revistas da APL. Revistas do IHGP.
Nº 01 – (FUNDADOR) FLÓSCOLO DA NÓBREGA
CADEIRA Nº 01 FUNDADOR: FLÓSCOLO DA NÓBREGA Patrono: Augusto dos Anjos Fundador: José Flóscolo da Nóbrega (1898-1969) 1º: Sucessor: Humberto Carneiro da Cunha Nóbrega (1912-1988) 2º Sucessor: Waldemar Bispo Duarte (1923-2006) 3º Sucessor: Altimar de Alencar Pimentel (1952-2008) 4º Sucessor: José Nêumanne Pinto (atual ocupante) Fundador: José Flóscolo da Nóbrega (1898-1969) Ocupação: Desembargador Eleito: 22/06/1946 Posse: 30/11/1946 Saudação: João Lelis de Luna Freire BIOGRAFIA José Flóscolo da Nóbrega nasceu no dia 2 de fevereiro de 1898, na cidade de Santa Luzia, Estado da Paraíba, e faleceu em 1º de novembro de 1969, em João Pessoa, capital do estado. Filho de Francisco Antônio da Nóbrega e Luzia Cristina de Brito Nóbrega, deixou viúva Alda Toscano da Nóbrega, com quem teve duas filhas: Ariana e Vânia. Realizou o curso primário em sua cidade natal e o de Humanidades no Liceu Paraibano. Em 1925, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife. Ao longo de sua carreira jurídica e pública, exerceu funções de grande destaque, tais como: Advogado da Prefeitura de João Pessoa, Subprefeito do município de Santa Rita, Procurador-Geral do Estado, Desembargador do Tribunal de Justiça e Membro Togado do Tribunal Regional Eleitoral. No âmbito acadêmico, foi o fundador da cadeira de Introdução à Ciência do Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 1951. Também lecionou as disciplinas de Psicologia, Lógica e Psicologia da Educação, além de ter sido um colaborador assíduo em diversos jornais e revistas da capital. PUBLICAÇÕES Introdução ao Direito Introdução à Sociologia A Sombra do Eu A Teoria Egológica do Direito A Liberdade como Função Social Em Torno de Einstein Poemas Esquecidos Ciência e Política (inédito) Humanismo Ateu (inédito) Folclore Sertanejo (inédito)
Nº 01 – (PATRONO) AUGUSTO DOS ANJOS

Cadeira Nº 01 – Augusto dos Anjos AUGUSTO de Carvalho Rodrigues DOS ANJOS nasceu no Engenho Pau d’Arco, município de Cruz do Espírito Santo, Estado da Paraíba, em 20 de abril de 1884; filho do Dr. Alexandre Rodrigues dos Anjos e D. Córdula Carvalho Rodrigues dos Anjos. Seus estudos foram ministrados pelo pai, no Engenho, deslocando-se à capital, apenas para prestar os exames no Lyceu. Bacharelou-se em Direito na Faculdade do Recife, em 1907, quando retornou à Paraíba. Não querendo seguir a carreira jurídica, dedicou-se ao magistério lecionando Literatura Brasileira no Lyceu Paraibano e orientando alunos para os cursos preparatórios e, conseqüente ingresso em escolas superiores; a partir de 1901, iniciou a publicação dos seus poemas em O Comércio, jornal de Artur Aquiles, e em A União. Em 1910, casou-se com a professora Ester Fialho, nascendo dessa união, os filhos Glória e Guilherme; no final desse mesmo ano, viajou com a esposa ao Rio de Janeiro pretendendo editar o seu livro de poemas. Augusto deixou a Paraíba muito magoado, pois, naquele momento, lhe era negado o apoio de que tanto necessitava. Havia solicitado ao Governador, Dr. João Machado, uma licença sem vencimentos para garantir o emprego no seu retorno, porém, não teve êxito.Seu pleito foi negado, asperamente, pelo governante que, para justificar, alegou ter sido, ele, nomeado interinamente não tendo, portanto, direito à licença pretendida, e que não o amolasse mais. Ferido em sua dignidade, Augusto demitiu-se e despediu-se da terra natal. Somente em 1912, com a ajuda do irmão Odilon dos Anjos é que conseguiu publicar o EU, seu único livro, obra que viria a imortalizá-lo apesar de não ter obtido boa acolhida pela crítica carioca por não se enquadrar nos padrões convencionais da época. Hoje, porém, o EU é uma das produções literárias mais discutidas, mais estudadas e mais editadas, existindo sobre esse trabalho original uma vastíssima bibliografia. Augusto dos Anjos foi um poeta singular. É um poeta moderno. “Ele é, entre todos os nossos poetas mortos, o único realmente moderno, com uma poesia que pode ser compreendida e sentida como a de um nosso contemporâneo” (Álvaro Lins In: Os mortos de sobrecasaca, p.78) Augusto colaborava, todos os anos, na edição do jornal NONEVAR, que circulava na Festa das Neves, padroeira da cidade de João Pessoa. Também compunha versos carnavalescos, sob o pseudônimo de Chico das Couves, fazia anúncios comerciais, perfilava, com humorismo, rapazes e jovens senhorinhas da sociedade. Augusto dos Anjos faleceu no dia 12 de novembro de 1914, em Leopoldina, Estado de Minas Gerais, para onde fora assumir a direção do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira. Sua morte foi causada por uma pneumonia e não por tuberculose como gostam de afirmar alguns dos seus biógrafos; seu corpo foi sepultado no cemitério de Leopoldina. D. Ester, a viúva, atendendo ao pedido que o poeta fizera antes de morrer, voltou à Paraíba, juntamente com os filhos, mas infelizmente, não conseguiu o emprego de professora que precisava para garantir a sobrevivência da família; retornou à cidade de Leopoldina onde obteve o apoio e as condições para o sustento e a educação dos filhos. No ano 2001, foi eleito, em votação popular, o Paraibano do Século. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ANJOS, Augusto dos. Eu e outras poesias, 3ª ed. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1971. CÂNDIDO, Gemy. Fortuna crítica de Augusto dos Anjos. João Pessoa: A União, 1981. FAÉ, Walter José. Poesia e estilo de Augusto dos Anjos. Campinas: Nova Fronteira, 1975. LINS, Álvaro. Os mortos de sobrecasaca. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. MAGALHÃES JÚNIOR, R. Poesia e vida de Augusto dos Anjos.Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. NÓBREGA, Humberto. Augusto dos Anjos e sua época. João Pessoa: UFPB, 1962. REIS, Zenir Campos. Augusto dos Anjos: Poesia e obra. São Paulo: Ática, 1977. PEREIRA, Marilia Mesquita Guedes. Uma breve contribuição bibliográfica sobre Augusto dos Anjos. João Pessoa : GRAFSET, 1984. VIDAL, Ademar Victor de Menezes. O outro Eu de Augusto dos Anjos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967.