13 – Maria das Graças Santiago

CADEIRA Nº 13 2ª SUCESSORA: MARIA DAS GRAÇAS SANTIAGO Patrono: Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque (1829-1899) Fundador: João Ribeiro da Veiga Pessoa Júnior (1892-1975) 1º Sucessor: José Gláucio Veiga (1923-2010) 2ª Sucessora: Maria das Graças Madruga Paiva Santiago (atual ocupante) 2ª Sucessora: Maria das Graças Madruga Paiva Santiago (atual ocupante) Ocupação: Professora e Musicista Eleita: 11/03/2011 Posse: 03/06/2011 Saudação: Ângela Bezerra de Castro BIOGRAFIA MARIA DAS GRAÇAS MADRUGA PAIVA SANTIAGO: Natural de João Pessoa, Paraíba. No âmbito de sua formação acadêmica, possui Licenciatura em História e curso de Especialização em Cultura Brasileira, em nível de pós-graduação, além de título de Mestre em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), concluído em dezembro de 1981. Sua experiência profissional e administrativa inclui a atuação como professora do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da UFPB nos anos de 1975, 1976 e 1977, na capital paraibana. Na mesma instituição, exerceu os cargos de Coordenadora do Curso de Educação Artística e de Chefe do Departamento de Artes e Comunicação (DAC). Fora do ambiente universitário, atuou como Membro Titular do Conselho Estadual de Entorpecentes da Paraíba (CONEN-PB), proferindo diversas conferências em eventos ligados a uma de suas especialidades: a prevenção e o debate sobre alcoolismo e drogas. No campo intelectual, a acadêmica é cronista da revista A Semana, de João Pessoa, e autora de dezenas de artigos e crônicas publicados em jornais e revistas da Paraíba. Além de sua dedicação às letras, possui forte ligação com as artes visuais e a música, tendo participado de exposições de pintura e de concertos musicais no estado, atividades pelas quais já foi premiada. É membro da Academia Paraibana de Filosofia, da Academia de Letras e Artes do Nordeste (ALANE-PB), da União Brasileira de Escritores (UBE-PB) e integra os quadros da Academia Paraibana de Letras (APL). PUBLICAÇÕES Alcoolismo Por que tanto Silêncio? Luzia Simões Bartolini O Problema da Descriminação das Drogas no Brasil Numa noite de Luar (Conto)
12 – Abelardo Jurema Filho

CADEIRA Nº 12 3º SUCESSOR: ABELARDO JUREMA FILHO Patrono: João Coelho Gonçalves Lisbôa (1859-1918) Fundador: Luiz Teixeira de Menezes Pinto (1904-1977) 1º Sucessor: Wilson Lustosa Cabral (1916-1979) 2º Sucessor: Wellington Hermes Vasconcelos de Aguiar (1935-2014) 3º Sucessor: Abelardo Jurema Filho (atual ocupante) 3º Sucessor: Abelardo Jurema Filho (atual ocupante) Ocupação: Jornalista e advogado Eleito: 06/11/2015 Posse: 22/01/2016 Saudação: José Mário da Silva Branco BIOGRAFIA Jornalista e advogado, Abelardo Jurema Filho nasceu no Rio de Janeiro, em 1952, onde, aos 20 anos, foi repórter estagiário no Jornal do Brasil. Em 1975, fixou-se em João Pessoa, na Paraíba, onde iniciou as suas atividades na Imprensa paraibana como redator do jornal O Norte, órgão dos Diários Associados. Em seguida, estreou como colunista do Semanário O Momento, percorrendo todos os principais veículos de comunicação do Estado. Filho de Abelardo de Araújo Jurema, ministro da Justiça do Governo João Goulart, é autor do livro Cesário Alvim 27 – Histórias do Filho de um Exilado, relançado em 2021, em segunda edição, pela Universidade Federal da Paraíba. É casado, desde 1977, com Maria Lucia Bezerra Jurema, com quem possui três filhos e quatro netos. Responsável, há 45 anos, pela coluna Abelardo Jurema, que hoje é veiculada em sua versão online em todas as plataformas digitais, além disso, Abelardo Jurema é empresário, publicitário, promotor de eventos e apresentador de televisão, responsável pelo programa Vanguarda, exibido diariamente na TV Master, de João Pessoa. Atualmente tem no prelo o livro A Casa das Letras, editado pela Forma Editorial, pelo jornalista Juca Pontes, em fase de impressão. Foi um dos fundadores e ex-presidente, por dois mandatos, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo na Paraíba (Abrajet-PB) e é diretor-presidente da Abelardo.com – Comunicação & Marketing, responsável pelo portal www.abelardo.com.br. Formado em Direito pelo Centro Universitário de João Pessoa – Unipê (turma de 1977), possui curso da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra-PB. No setor público é Defensor Público aposentado e foi Diretor do Departamento de Documentação e Informação da Assembleia Legislativa da Paraíba, diretor de marketing da PB-Tur, Empresa Paraibana de Turismo, e Coordenador de Comunicação do Tribunal de Justiça do Estado. Foi vereador em João Pessoa, no período de 1982 a 1986, foi um dos fundadores e dirigentes da TV O Norte, de João Pessoa, na qualidade de Diretor Superintendente. Possui os títulos de Cidadão Pessoense, conferido pela Câmara Municipal; Cidadão Paraibano, pela Assembleia Legislativa; Medalha JK, conferida pelo Governo do Estado de Minas Gerais, e da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho Epitácio Pessoa, entre outras medalhas e comendas de diversas entidades e instituições da Paraíba. PUBLICAÇÕES Paraíba Feminina Paraíba Masculina Paraíba, Sim Senhor Cesário Alvim 27 – Histórias do Filho de um Exilado Na Janela da Cidade
11 – Thélio Farias

CADEIRA Nº 11 2º SUCESSOR: THÉLIO QUEIROZ FARIAS Patrono: Antônio da Cruz Cordeiro Sênior (1831-1880) Fundador: Higino da Costa Brito (1908-1988) 1º Sucessor: José Jackson Carneiro de Carvalho (1940-2023) 2º Sucessor: Thélio Queiroz Farias (atual ocupante) 2º Sucessor: Thélio Queiroz Farias (atual ocupante) Ocupação: Advogado, biógrafo, poeta e ensaísta. Eleito: 14/07/2023 Posse: 27/09/2023 Saudação: José Mário da Silva Branco BIOGRAFIA THÉLIO Queiroz FARIAS, nascido na cidade paraibana de Campina Grande em 1974, é advogado militante, com forte atuação no Nordeste brasileiro. Formado pela Universidade Estadual da Paraíba, possui especialização em Direito Civil pela Humboldt-Universitätzu Berlin (Alemanha). Fez parte da Comissão de Estudos Constitucionais do Conselho Federal da OAB, presidiu a Comissão de Estudos de Filosofia e Literatura no Direito da OAB/PB e é membro da CBB – Confraria dos Bibliófilos do Brasil; da UBE – União Brasileira dos Escritores; do Instituto Histórico e Geográfico do Cariri Paraibano (membro honorário) e do Instituto Histórico e Geográfico de Serra Branca-PB (membro honorário). Ocupa a cadeira de Pedro Américo de Figueiredo e Melo, no Instituto Histórico e Geográfico de Areia – IHGA e faz parte da Academia de Letras de Campina Grande (cadeira n. 23, cujo patrono é Mauro Luna), da qual é o seu atual Presidente. Membro efetivo da Academia de Letras de Areia (ALA), ocupando a cadeira n. 3 (patrono Pedro Américo), e sócio correspondente do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP). Pertence ao Instituto Ibero-americano de Compliance, com sede em Porto Alegre. PUBLICAÇÕES Comentários à Legislação do Mandado de Segurança Código de Processo Civil anotado com base na jurisprudência do Tribunal de Justiça da Paraíba Nova Lei do Inquilinato Comentada Prática das Indenizações – Casos Concretos Registro Público Anotado Práticas Abusivas das Operadoras de Planos de Saúde Acidente de Trabalho Dos Juros Defesas Eleitorais Teoria e Prática Processual Contra Banco Constituição Federal Interpretada O Menino de Pijama Namastê – impressões de um brasileiro na Índia e no Nepal Vinte Poemas de Viagem e uma Canção de Chegada E do tempo não cessa a caminhada Areia: ninho de Águia Minhas frases dos outros É caminhando que se faz o caminho Além do Ipiranga – a extraordinária vida de Pedro Américo e seus incríveis facetas A infância é o chão que pisamos a vida inteira Direito digital, em coautoria com Ricardo Alves de Souto Bingo: uma cãografia
10 – José Octávio

CADEIRA Nº 10 FUNDADOR: JOSÉ OCTÁVIO DE ARRUDA MELLO Patrono: Manuel Pedro Cardoso Vieira (1848-1880) Fundador: José Octávio de Arruda Mello (atual ocupante) Fundador: José Octávio de Arruda Mello (atual ocupante) Ocupação: Jornalista e professor Eleito: 08/05/1971 Posse: 17/06/1974 Saudação: Cláudio Santa Cruz BIOGRAFIA José Octávio de Arruda Mello nasceu no dia 28 de março de 1940, em João Pessoa; filho do casal Arnaldo Vieira de Mello e Otília de Arruda Mello. Foi casado com Dª. Amável Maria Targino da Rocha Mello e tem um filho, Victor Raul. Fez o curso primário e secundário em colégios de João Pessoa, bacharelando-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba. Posteriormente, graduou-se em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFPB. Possui cursos de Especialização em Técnicas e Métodos de Pesquisa Histórica, pelo Instituto de Filosofia e Ciências do Homem, na Universidade Federal de Pernambuco, fazendo, nesta mesma universidade, Mestrado em História. Obteve o título de doutor, em São Paulo. Ingressando no magistério, lecionou na Universidade Federal da Paraíba, nos cursos de Graduação e Pós-graduação de História; na Universidade Autônoma de João Pessoa e na Fundação Francisco Mascarenhas, de Patos. José Octávio, no decorrer de sua vida profissional, tem desempenhado inúmeras atividades ligadas à área cultural do Estado, destacando-se: Coordenador do Setor de Tele-educação da Paraíba; Diretor Geral de Cultura; Diretor de Pesquisa e Programação Cultural da Fundação Casa de José Américo; Coordenador do V Festival de Verão, realizado em Areia (1980); membro do Conselho Estadual de Cultura; membro da Comissão Organizadora e Secretário Executivo das Comemorações do Centenário do Presidente João Pessoa; Diretor executivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba; membro da Academia Paraibana de Letras; Pesquisador bolsista do CNPq. como integrante do Grupo de Trabalho de Análise das Eleições de 1982, na Paraíba; membro do Conselho Deliberativo e Presidente da Comissão do IV Centenário da Paraíba; Diretor executivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba. Professor, jornalista, escritor e, acima de tudo, historiador, José Octávio tem realizado conferências, simpósios, seminários e orientado alunos na UFPB em trabalhos em nível de Monografias, para conclusão de cursos de Especialização lato sensu (250 horas), em História do Nordeste. Já publicou trabalhos em obras coletivas, prefaciou livros de autores renomados, colabora em jornais e revistas especializadas, onde se encontram os seguintes trabalhos: Modernismo, regionalismo e revolução em José Lins do Rego, Tradição, realidade brasileira e liberalismo, e Joaquim Inojosa, de Princesa à revolução de 30, in Correio das Artes; Tensão Social e Lutas Populares na Paraíba, in Cadernos de Estudos Regionais; Revolução de 30, autoritarismo e abertura, in Terra e Sal; Temas, autores e obras na historiografia nordestina, in Ciência e Cultura, São Paulo. José Octávio de Arruda Mello ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 9 de novembro de 1972, tendo ocupado vários cargos na sua Diretoria, inclusive a Vice-Presidência em 1977/80. Recebeu a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos” PUBLICAÇÕES Independência, Tempo Histórico e Nacionalidade João Pessoa perante a História: textos básicos e estudos críticos Geo-História e Formação das Cidades da Paraíba Uma Cidade de Quatro Séculos O Brasil, da Primeira Guerra Mundial ao Estado Novo A Escravidão na Paraíba: Historiografia e História (Preconceitos e Racismo numa Produção Cultural) A República no Brasil: Ideologia, Política e Relações Exteriores Os coretos no cotidiano de uma cidade (Lazer e classes sociais na capital da Paraíba) História da Paraíba – Lutas e Resistência História, Espaço e Historiografia na Paraíba A Dimensão Global (Formação do Movimento Brasileiro de 64) Guarabira: Democracia, Urbanismo e Repressão (1945/1965) Cristianismo e Diplomacia no Brasil Contemporâneo História da Paraíba em Fascículos (8 fascículos) O Problema do Estado na Paraíba – Da Formação à Crise (1930/1996) Ideologia e Espaço Social em Órris Barbosa Ademar Vidal – Diversidade, Erudição e “Entusiasmo” Samuel Duarte Brasil – Uma Síntese de 500 Anos (Do Descobrimento a FHC) Trajetória Política e Eleições em Argemiro de Figueiredo Sociedade e Poder Político no Nordeste – O Caso da Paraíba (1945/64) Nova história da Paraíba: das origens aos tempos atuais História, historiografia e ensino em Pedro Nicodemos Nos tempos de Félix Araújo Estado Novo, Guerra Mundial e Redemocratização (1937/47) História do Direito e da Política Terra, revisionismo e cultura em Euclides da Cunha Conflitos e convergências nas eleições paraibanas de 1982, 2002 e 2006 Da resistência ao poder Faculdade de Direito PB 63: a última turma do populismo Teotônio Neto: saber, ter, ser A Coluna Prestes na Paraíba: noventa e dois anos depois Ronaldo Cunha Lima: a trajetória de um vencedor (1936-2007) A Paraíba por si mesma História da Paraíba Os italianos na Paraíba: da Capital ao interior Da resistência ao poder José Américo e a cultura regional A Paraíba: das origens à urbanização A Revolução estabilizada: um estudo sobre a formação do centralismo em 30 Violência e repressão no Nordeste Capítulos da História de Paraíba
08 – Maria Mercedes Cavalcanti

CADEIRA Nº 08 4ª SUCESSORA: MARIA MERCEDES RIBEIRO PESSOA CAVALCANTI Patrono: Afonso Rodrigues de Souza Campos (1881-1916) Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961) 1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986) 2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002) 3º Sucessor: Ascendino Leite (1915-2010) 4ª Sucessora: Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti [Pepita] (atual ocupante) 4ª Sucessora: Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti [Pepita] (atual ocupante) Ocupação: Escritora e professora Eleito: 14/01/2011 Posse: 13/05/2011 Saudação: Cláudio Santa Cruz BIOGRAFIA Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti nasceu em 17 de julho de 1954. Paraibana com raízes na cultura espanhola por parte da mãe, nasceu em João Pessoa, mas divide seu tempo entre a Capital paraibana e Viña del Mar(Chile). Na infância chegou a morar também nos bairros pessoenses do Centro e de Jaguaribe. Mais tarde, já na fase adulta, Mercedes também faz contato com a cultura de outras regiões como os anos vividos no Rio de Janeiro. Lá fez especialização em Literatura Brasileira; e depois em Grenoble, França, onde cursou mestrado em Teoria da Literatura. Já ministrou aulas de Inglês, Português, Literatura e Arte no Unipê, Funac, na rede estadual, no colégio João XXIII e em escolas de idiomas. Hoje, é professora do Departamento de Letras da UFPB. PUBLICAÇÕES A Volúpia dos Anjos Presença do Conto Paraibano O Ouro dos Dragões O Vinho de Caná Quatro Luas Filhas do Sol El Manuscrito de Hannah O Chamado dos Deuses Cores da paixão Feitiço da palavra À flor da terra Nua O hino de Caná Presença do Conto Paraibano Sonho de Feliz Cidade
07 – Ramalho Leite

CADEIRA Nº 07 3º SUCESSOR: SEVERINO RAMALHO LEITE Patrono: Artur Achiles dos Santos (1864-1916) Fundador: João Rodrigues Coriolano de Medeiros (1875-1974) 1º Sucessor: Maurílio Augusto de Almeida (1926-1998) 2º Sucessor: Dorgival Terceiro Neto (1932-2013) 3º Sucessor: Severino Ramalho Leite (atual ocupante) 3º Sucessor: Severino Ramalho Leite (atual ocupante) Ocupação: Jornalista, Advogado, Promotor e Procurador do Estado Eleito: 18/10/2013 Posse: 06/12/2013 Saudação: Antônio Juarez Farias BIOGRAFIA SEVERINO RAMALHO LEITE: Nasceu no antigo Distrito de Borborema (então pertencente ao município de Bananeiras), Estado da Paraíba, no dia 06 de outubro de 1943. É filho de Arlindo Rodrigues Ramalho e de Maria Eurídice Leite Ramalho. Iniciou sua formação básica no Rio Grande do Norte, onde realizou os estudos primários no Ginásio de Natal, concluídos no ano de 1955, e o curso ginasial no Colégio Sete de Setembro, finalizado em 1959, na capital potiguar. De volta à terra natal, fixou residência em João Pessoa e ingressou no tradicional Lyceu Paraibano, instituição pela qual concluiu o Curso Clássico no ano de 1962. Orientando sua vocação para a ciência jurídica, matriculou-se na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), obtendo o grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1967. Homem de sólidos pendores doutrinários, aprofundou seus estudos acadêmicos ao realizar pós-graduação em Direito Constitucional pela própria UFPB, em 1980, oportunidade em que defendeu a tese intitulada A Constituição de 1967 à Luz da Doutrina do Poder Constituinte. Jurista de reconhecido tirocínio técnico e vasta folha de serviços prestados à administração, consolidou uma respeitável carreira funcional no Estado. Aprovado em rigorosos concursos públicos de provas e títulos, exerceu com retidão as investiduras de Promotor de Justiça da comarca de Belém e de Procurador do Estado da Paraíba. No âmbito da consultoria e da representação judicial, atuou com destaque como procurador técnico de diversas Secretarias de Estado e do Poder Legislativo paraibano. Na gestão municipal na capital, deu sua contribuição ao desenvolvimento socioeconômico ao assumir a pasta de Secretário de Turismo da cidade de João Pessoa. Na advocacia privada, notabilizou-se por uma atuação enérgica e combativa nas áreas cível e criminal, tornando-se uma referência no patrocínio jurídico e na defesa de dezenas de Prefeituras e Câmaras Municipais junto ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). Sua trajetória como agente político confunde-se com a própria emancipação e história de sua região. Iniciou a vida parlamentar no plano municipal, elegendo-se Vereador e alcançando a chefia do Legislativo como Presidente da Câmara Municipal de Borborema. Seu carisma e liderança regional conduziram-no à Assembleia Legislativa da Paraíba, onde representou o povo paraibano como Deputado Estadual em quatro legislaturas (9ª Legislatura, de 1975 a 1979; 10ª Legislatura, no período de 1979 a 1980; 11ª Legislatura, de 1983 a 1987; e 12ª Legislatura, de 1987 a 1991), destacando-se na tribuna por sua eloquência e rigor no debate das leis. No cenário político federal, alcançou a primeira suplência na bancada de seu estado, assumindo o mandato de Deputado Federal no Congresso Nacional entre os anos de 1992 e 1993. Paralelamente às lides partidárias e jurídicas, Severino Ramalho Leite exerceu um papel pioneiro e benemérito na instrução pública, figurando como fundador e Diretor do Colégio Comercial de Borborema. No magistério de nível médio, regeu com brilho as disciplinas de Organização Social e Política do Brasil (OSPB) no Colégio Estadual de Bananeiras, e de História Geral e do Brasil nas salas de aula do Colégio Assis Chateaubriand (referido como Assis Vidal) em João Pessoa. No campo das letras e da comunicação, consagrou-se como jornalista de fino trato e escritor de verve aguçada. Atuou como Diretor-Superintendente do jornal oficial A União, imprensa de cuja história se tornou parte indissociável e onde manteve, por longos anos, uma concorrida e influente coluna semanal de análise política e crônica literária. Sua profícua dedicação às instituições e à cultura paraibana valeu-lhe o reconhecimento de corporações civis, militares e políticas, sendo agraciado com destacadas comendas: a Medalha do Mérito Coronel Elísio Sobreira, outorgada pela Polícia Militar da Paraíba em 2004; a Medalha Homero Leal, concedida pela Associação dos Procuradores do Estado da Paraíba (ASPEP) no ano de 2006; e a Medalha Escritor Sinésio Guimarães, conferida pela Câmara Municipal de Bananeiras em 2012. Ensaísta rigoroso e memorialista atento às transformações sociais de seu tempo, sua eleição para os quadros representativos das letras estaduais coroou uma existência inteiramente voltada ao culto da inteligência, do Direito e da salvaguarda da memória histórica e cultural da Paraíba. PUBLICAÇÕES A botija de Camucá e outros assuntos aleatórios O poder de bom humor Gente do passado, fatos do presente Arlindo Ramalho: a candeia espivitada Dá licença: um aparte Nos espelhos do palácio Ramalho Leite em prosa e no verso – Mais histórias do folclore político da Paraíba Vendedor de Calúnias A história como eu conto Era o que eu tinha a dizer Pequenas histórias para quem tem preguiça de ler as grandes
06 – Hildeberto Barbosa

CADEIRA Nº 06 1º SUCESSOR: HILDEBERTO BARBOSA FILHO Patrono: Aristides da Silveira Lobo (1838-1896) Fundador: Ivan Bichara Sobreira (1918-1998) 1º Sucessor: Hildeberto Barbosa Filho (atual ocupante) 1º Sucessor: Hildeberto Barbosa Filho (atual ocupante) Ocupação: Professor e escritor Eleito: 18/09/1998 Posse: 10/09/1999 Saudação: José Octávio de Arruda Mello BIOGRAFIA Hildeberto Barbosa Filho nasceu em 9 de outubro de 1954, na cidade de Aroeiras, Estado da Paraíba. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), possui Licenciatura em Letras Clássicas e Vernáculas (UFPB), Especialização em Direito Penal pela Universidade de São Paulo (USP) e Mestrado em Literatura Brasileira pela UFPB, com a dissertação intitulada Sanhau: poesia e modernidade. Iniciou precocemente a carreira docente, lecionando Língua Portuguesa e Literatura Brasileira em colégios públicos e particulares. Posteriormente, ingressou no ensino superior por concurso público, tornando-se professor da Universidade Federal da Paraíba, onde leciona Literatura Brasileira, Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa no curso de Letras, além de atuar no curso de Comunicação Social. Preparava-se para concluir o doutorado em Literatura Paraibana. Além da docência, atua como crítico literário, escritor, poeta e jornalista. Mantém coluna literária no jornal O Norte e colabora em diversos periódicos, entre eles: A União, Correio da Paraíba, O Momento, Correio das Artes, Jornal do Comércio e Diário de Pernambuco (PE); O Galo (RN), O Pão (CE); D.O. Leitura (SP); Suplemento Literário de Minas Gerais (MG) e Revista Cultura Vozes (RJ). Coordenou o Projeto LER e editou a revista Ler. Participa frequentemente de simpósios, congressos e seminários como palestrante e conferencista. Tomou posse na Academia Paraibana de Letras, na Cadeira nº 06, em 10 de setembro de 1999, sendo recepcionado pelo acadêmico José Octávio de Arruda Mello. PUBLICAÇÕES A geometria da paixão O livro da agonia e outros poemas São teus estes boleros O exílio dos dias Desolado lobo A comarca das pedras Ofertório dos bens naturais Aspectos de Augusto dos Anjos A convivência crítica: ensaios sobre a produção literária da Paraíba Ascendino Leite: a paixão de ver e sentir Osias Gomes: a plenitude humana e literária A impressão da palavra: literatura e jornalismo cultural Os desenredos da criação: livros e autores paraibanos Namoro com a doce banalidade As horas mortas Lendo Borges Do vento e suas vértebras aladas Erros no aquário Sanhauá: uma ponte para a modernidade Caos e neblina Ira de viver e outras poesias Os idiomas da esfinge Vocábulos e veredas O escritor e seus intervalos O pó dos sábados, memória dos domingos! Os desenredos da criação Arrecifes e lajedos Correio das artes: anotações para sua história O galo da torre Literatura na ilha: poetas e prosadores maranheneses À sombra do soneto e outros poemas Literatura: as fontes do prazer As luzes sobre as coisas: Ascendino Leite As ciladas da escrita Os labirintos do discurso: as expressões literárias da Paraíba Letras Cearenses Caligrafia das léguas O giz e a letra A luz e o rigor: reflexões sobre o poder Essa mecânica nefasta O Eu e os outros As coisas incompletas Os livros (a única viagem) As palavras, minha vida! Dançar com facas Vai por aí Augusto dos Anjos: a origem e a modernidade Osias Gomes: a plenitude humana e literária De quase nada se faz poema E nada aconteceu comigo Gabi voltou As palavras me escrevem
05 – Tarcísio Pereira

CADEIRA Nº 05 3º SUCESSOR: TARCÍSIO DE SOUSA PEREIRA Patrono: João Alcides Bezerra Cavalcanti (1891-1938) Fundador: Osias Nacre Gomes (1903-1994) 1º Sucessor: Sindulfo Guedes Santiago (1933-2005) 2º Sucessor: Oswaldo Trigueiro do Valle (1935-2022) 3º Sucessor: Tarcísio de Sousa Pereira (atual ocupante) 3º Sucessor: Tarcísio de Sousa Pereira (atual ocupante) Ocupação: Jornalista e Publicitário Eleito: 28/04/2023 Posse: 15/06/2023 Saudação: Hildeberto Barbosa Filho BIOGRAFIA Tarcísio de Sousa Pereira é escritor paraibano, romancista, dramaturgo, jornalista, publicitário, ator, diretor e gestor cultural, reconhecido como uma das vozes mais atuantes da literatura e do teatro contemporâneo da Paraíba. Natural de Pombal (PB), construiu uma trajetória multifacetada, marcada pela intensa produção literária e dramatúrgica, aliada a uma presença constante nos palcos e no audiovisual. Ao longo de décadas, consolidou-se como autor de obra extensa e plural, transitando entre romance histórico, ficção contemporânea, dramaturgia e roteiros para teatro e cinema. Na literatura, destacou-se especialmente como romancista. Entre suas obras mais conhecidas estão títulos como O Sacrifício dos Anjos, O Homem que Comprou a Rua, Agonia na Tumba e o romance histórico A Farra do Meu Cadáver, além de outras narrativas marcantes como Dom Quizales de Condor, Como São Jorge na Lua, Uma Noite no Céu e O Último Dia de Deus. Sua produção romanesca é reconhecida pela inventividade narrativa, pelo diálogo com a história nordestina e pela construção de personagens densos e simbólicos. Paralelamente à literatura, Tarcísio Pereira construiu sólida carreira no teatro brasileiro como autor, diretor e ator. É responsável por dezenas de textos dramatúrgicos, muitos deles encenados em diferentes cidades do país. Parte dessa produção foi reunida na coleção “Série Teatro de Tarcísio Pereira”, com peças premiadas que transitam entre comédia, tragédia e drama. Como encenador, dirigiu diversos espetáculos autorais, consolidando linguagem própria que une lirismo, pesquisa histórica e elementos da cultura nordestina. Também atuou em montagens teatrais e projetos audiovisuais, ampliando sua atuação artística para além da escrita. Ao longo de sua carreira, recebeu diversos prêmios literários e dramatúrgicos, tanto em âmbito regional quanto nacional. Entre as distinções, destacam-se o Prêmio Funarte de Dramaturgia (primeiro lugar na região Nordeste e destaque nacional), o Prêmio Políbio Alves de Literatura na categoria romance, o Prêmio Nélson Rodrigues do Ministério da Cultura, o Prêmio Novos Autores Paraibanos da UFPB, além de indicações e reconhecimentos como o Prêmio Moinho Santista e homenagens institucionais pela contribuição à cultura brasileira. Além da produção artística, exerceu relevante atuação como jornalista, publicitário e gestor cultural, contribuindo diretamente para o fortalecimento de políticas públicas culturais e para a difusão da arte nordestina. Sua trajetória inclui ainda atividades como roteirista, formador e incentivador de projetos culturais, consolidando um legado que ultrapassa a criação individual e alcança o campo da formação artística. Reconhecido por sua contribuição à cultura paraibana, Tarcísio Pereira foi eleito para a Academia Paraibana de Letras em 18 de abril de 2023, em eleição sem concorrentes, sendo empossado na instituição em 15 de junho de 2023, passando a integrar oficialmente o quadro de imortais da literatura do estado. PUBLICAÇÕES ROMANCES Agonia na Tumba (1993) Como São Jorge na Lua (1996) Dom Quizales de Condor (1998) Uma Noite no Céu (2006) O Último Dia de Deus ( 2007) O Homem que Comprou a Rua (2008) O Sacrifício dos Anjos (2008) O Autor da Novela (2013) La Bodeguita (2022) A Farra do Meu Cadáver (2023) Encanto Mambembe (2023) Teodósio (2026) Éramos Sete (2026) DRAMATURGIA As Pelejas de Camões (1997) As Esposas (1998) Série Teatro Tarcísio Pereira – 20 peças em 12 volumes (2000) Cordel da Paixão de Deus (2006) De João para João (2017) BIOGRAFIA Fernando Peregrino – um perfil biográfico de Fernando Teixeira em 50 anos de Palco (2013) CORDEL Cordel do Carro Encantado (2011)
02 – Socorro Aragão

CADEIRA Nº 02 3ª SUCESSORA: SOCORRO ARAGÃO Patrono: Manuel de Arruda Câmara (1752-1810) Fundador: Oscar de Oliveira Castro (1899-1970) 1º Sucessor: Eugênio Carvalho Júnior (1914-1995) 2ª Sucessora: Adylla Rocha Rabello (1931-2015) 3ª Sucessora: Maria do Socorro Silva de Aragão (atual ocupante) 3ª Sucessora: Maria do Socorro Silva de Aragão (atual ocupante) Ocupação: Professora universitária Eleita: 19/02/2016 Posse: 15/04/2016 Saudação: Damião Ramos Cavalcanti BIOGRAFIA Maria do Socorro Silva de Aragão iniciou sua vida acadêmica no curso de graduação em Letras, na antiga Universidade Regional do Nordeste, hoje Universidade Estadual da Paraíba, em Campina Grande, quando ao final do curso apresentou uma Monografia falando sobre o ensino de Língua Inglesa, dando como exemplo os Cursos do Yazigi. Seu trabalho foi muito bem aceito e o orientador, à época, o Prof. Dr. José Elias Barbosa Borges, sugeriu mandar o trabalho para a sede do Yazigi, em São Paulo, para o Prof. Dr. Francisco Gomes de Matos. O trabalho foi lido e comentado não só por Gomes de Matos, como pela Profa. Dra. Adair Palácio, também do Yazigi São Paulo. Ambos a incentivaram a fazer uma pós-graduação em Linguística. Terminou a graduação em dezembro de 1969 e começou a fazer o Mestrado em março de 1970, tendo como orientador o saudoso Prof. Dr. Cidmar Teodoro Pais, na Universidade de São Paulo. Como seu curso de graduação não tinha uma ênfase muito forte em Linguística, seu orientador aconselhou-me a fazer algumas disciplinas de graduação concomitantemente com as disciplinas da Pós. As disciplinas que cursei na graduação, na USP, foram, na realidade, toda a sua base linguística a partir daí. Em 1972, fez um curso de Especialização em Linguística na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Foram anos de muita luta e muitos sofrimentos. Com dois filhos pequenos e o terceiro nascendo em julho de 1970, sem transporte, morando longíssimo da USP. Foi uma verdadeira aventura, com maratonas cada vez mais difíceis. Mas creio que essas dificuldades serviram de incentivo para que sua dedicação cada vez mais aos seus estudos e pesquisas. Em 1973, defendeu seu mestrado com dissertação sob o tema: “Notas a uma Análise Fonético Fonológica do Sistema Linguístico Regional da Paraíba”. Quando terminou o Mestrado já havia cursado todas as disciplinas do Doutorado. A tese de Doutorado foi defendida em maio de 1974, sob o tema: “Sistema, Norma e Fala na Caracterização Fonológica do Falar Regional da Paraíba”, também sob a orientação do Prof. Dr. Cidmar Teodoro Pais. Durante sua estada em São Paulo, incentivada peço seu orientador, participou de inúmeros congressos nacionais e internacionais, participando de projetos de pesquisa e publicando seus primeiros trabalhos. Fez parte, juntamente com o Prof. Cidmar e outros colegas de Pós-Graduação na USP, da primeira Reunião Anual da SBPC, em que a Linguística entrou, pela primeira vez, como ciência nas Reuniões da SBPC. Participou dos primeiros encontros e congressos do GEL – Grupo de Estudos Linguísticos de São Paulo. Foi nesse período que o Prof. Cidmar criou, com um grupo de Professores e alunos da Pós-Graduação, a Sociedade Brasileira de Professores de Linguística – SBPL, que ele dirigiu por muito tempo e que segue dando apoio, especialmente aos novos professores de Linguística de todo o país. Durante seus cursos na USP foi aluna de inúmeros professores doutores. No período de 1971 a 1973, foi professora Colaboradora da USP, com bolsa da FAPESP. Tendo concluído os seus cursos de mestrado e doutorado, em tempo recorde à época, voltou à Paraíba onde foi logo aproveitada na URNE, como Professora Titular de Língua Portuguesa, de 1974 a 1975, ao mesmo tempo em que ministrava aulas na UFPB, Campus II, em Campina Grande. Prestou concurso para a Universidade Federal da Paraíba, em 1974. Logo ao chegar à UFPB, em João Pessoa, ministrou um Curso de Especialização em Linguística para os professores da antiga Faculdade de Filosofia, durante um ano. Este curso serviu de base para a proposta de implementação do Mestrado em Letras da UFPB, que teve início em setembro de 1995, sendo o primeiro Mestrado em Letras de todo o Norte e Nordeste brasileiro. Foi a primeira coordenadora do curso e reconduzida para mais um período. A partir daí a Pós-Graduação em Letras cresceu e se firmou. Ao sair da coordenação da Pós, foi convidada pelo então Reitor Berilo Ramos Borba para ser a Coordenadora Geral de Pesquisa da Pró Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UFPB, cargo em que ficou cerca de dois anos, passando, a seguir, a exercer a função de Pró-Reitora Substituta de Pós-Graduação e Pesquisa, assumindo a titularidade algumas vezes. Em 1992, foi convidada pelo Reitor Antônio de Souza Sobrinho para ser Pró-Reitora de Graduação da UFPB, cargo em que ficou cerca de dois anos. Dando continuidade a formação acadêmica, fez um pós-doutorado em Fonética Experimental na Universidade de Paris, Sorbonne Nouvelle, onde ficou por cerca de um ano, trabalhando com os Professores René Gsell, Bernard Pottier, Rose Marie Simoni e Bernard Quemada, entre outros. Dois anos depois fez um pós-doutorado em Dialetologia e Geolinguística, na Universidade de Madrid, sob a orientação do Professor Manuel Alvar. Este pós-doutorado lhe deu conhecimentos para propor o projeto do Atlas Linguístico da Paraíba, o terceiro Atlas Brasileiro publicado em 1984 pelo CNPq. Em 1989, fez um pós-doutorado em Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas, na Central Connecticut State University, nos Estados Unidos, até início de 1990. Com estes cursos sentiu-se muito mais segura para desenvolver seus projetos de pesquisa e fazer suas orientações. Já orientou mais de 50 Dissertações de Mestrado e 8 Teses de Doutorado. Participou de 175 Bancas de Tese de Doutorado e Dissertações de Mestrado no país, duas na França e uma nos Estados Unidos. No período de 1989 a 1990, foi Professora visitante da Central Connecticut State University, nos Estados Unidos, onde ministrou a Disciplina Cultura e Civilização Brasileira, para alunos das Humanidades. Em 1994, aposentou-se da UFPB e, em 1995, passou a trabalhar como Professora Visitante da Universidade Federal do Ceará, onde permaneceu por mais de dez anos. Entre 1995 e 2005, foi Professora
01 – José Nêumanne

CADEIRA Nº 01 4º SUCESSOR: JOSÉ NÊUMANNE PINTO Patrono: Augusto dos Anjos Fundador: José Flóscolo da Nóbrega (1898-1969) 1º: Sucessor: Humberto Carneiro da Cunha Nóbrega (1912-1988) 2º Sucessor: Waldemar Bispo Duarte (1923-2006) 3º Sucessor: Altimar de Alencar Pimentel (1952-2008) 4º Sucessor: José Nêumanne Pinto (atual ocupante) 4º Sucessor: José Nêumanne Pinto (atual ocupante) Ocupação: Jornalista Eleito: 22/07/2008 Posse: 08/09/2008 Saudação: Ronaldo Cunha Lima BIOGRAFIA José Nêumanne Pinto nasceu em Uiraúna, Paraíba, cidade do Vale do Rio do Peixe, alto sertão paraibano em 18 de maio de 1951. Filho de Anchieta e Mundica. O jornalista é pai de três filhos adultos e já foi casado com a funcionária pública Magdala Ramos, mãe da atriz Mayana Neiva. Hoje casado com a jornalista Isabel, dessa união nasceu Artur. Nêumanne é torcedor do Campinense Clube, equipe de futebol de Campina Grande. José Nêumanne teve seu nome tirado de uma corruptela do nome do cardeal inglês John Henry Newman. O fato é que, ao registrá-lo, seus pais não levaram corretamente a grafia do nome e a escrivã grafou-o como o ouviu: “nêuman”, e acrescentou um “e” ao fim para aportuguesá-lo. Na infância como um seminarista, Nêummane Pinto foi muito aficionado à leitura, tempo que seria a base de sua carreira profissional. Foi influenciado por grandes escritores e poetas como Augusto dos Anjos, Castro Alves e Manuel Bandeira. O jornalista atribui a sua paixão pelas letras e pelo jornalismo às histórias que ouvia de D. Mundica, sua mãe, nas noites de lua do sertão paraibano. Desde essa época, ele sonhava em escrever suas próprias histórias. A sua terá é pródiga em vocações sacerdotais, no sertão paraibano; seus filhos se ordenam padres, bispos, freiras. Nêumanne escolhei o jornalismo por meio da crítica literária do Diário da Borborema, em Campina Grande, na década de 1960. Foi presidente do Cineclube Glauber Rocha e teve atuação importante em vários movimentos culturais, conciliando o jornalismo com a poesia, outra paixão sua. Nêumanne Pinto começou a sua carreira como jornalista em 1968 como crítico de cinema e repórter de polícia no Diário da Borborema de Campina Grande. Posteriormente, trabalhou no jornal Folha de S. Paulo e foi secretário, chefe de redação e repórter especial da sucursal paulista do Jornal do Brasil, editor de política, de opinião e editorialista do O Estado de S. Paulo e assessor político do senador José Eduardo de Andrade Vieira, ex-ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo e da Agricultura. Foi ainda colunista na edição em espanhol do jornal The Miami Herald, em que escrevia um artigo semanal sobre o Brasil, e comentarista político e econômico do quadro diário Direto ao Assunto do SBT. Seu bordão jornalístico é “José Nêumanne Pinto, direto ao assunto”. De 1996 a 2012, foi editorialista do Jornal da Tarde, e desde 2000 dedicou-se ao colunismo semanal do site Cineclik, especializado em cinema, e também foi comentarista diário da Rádio Jovem Pan (programa Direto ao Assunto), ambos de São Paulo. Integra também o Conselho Editorial do site Trilhas Literárias. Nêumanne ficou na Rádio Jovem Pan até 2016, indo então para a Rádio Estadão. Ganhou o Prêmio Esso de informação (com Maria Inês Caravaggi, “perfil do operário brasileiro hoje”, Jornal do Brasil), o Troféu imprensa de Reportagem Esportiva (com Paulo Mattiussi, “Eder Jofre e o boxe brasileiro”, Jornal do Brasil), ambos em 1976, e o Prêmio “Senador José Ermírio de Moraes”, da Academia Brasileira de Letras, em 2005, para o melhor livro de 2004, com seu romance O silêncio do delator. Com já 12 livros publicados, três de poesia, um romance e cinco de reportagens e ensaios políticos — entre romances, biografias e poesias —, José Nêumanne é um dos jornalistas-escritores brasileiros mais celebrados. Escreveu o prefácio do livro Velas Enfunadas, do ex-governador da Paraíba e também escritor Ronaldo Cunha Lima. Em 22 de julho de 2008, foi empossado na Academia Paraibana de Letras, ocupando a cadeira de número 1, que possui Augusto dos Anjos como patrono e José Flóscolo da Nóbrega como fundador. Sucede Humberto Nóbrega, Waldemar Bispo Duarte (conterrâneo de Uiraúna) e Altimar Pimentel. Premiações: 1976: Prêmio Esso de Jornalismo Econômico, pela série “Perfil do Operário Hoje”, ao Jornal do Brasil;1976: Troféu Imprensa de Reportagem Esportiva, pela reportagem “Éder Jofre e o Boxe Brasileiro”, ao Jornal do Brasil; 2005: Prêmio Senador José Ermírio de Moraes, por “O Silêncio do Delator” (ed. A Girafa), melhor livro publicado no ano anterior (Academia Brasileira de Letras). Recebeu a honraria das mãos do jurista Miguel Reale; 2005: Troféu Personalidade TV Tambaú; 2006: Troféu Dom Pedro I (Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo “Sereníssima”); 2007: Medalha do Mérito Literário José Lins do Rego (ALPB); 2010: Título de Cidadão Paulistano (Câmara Municipal de São Paulo); 2013: Troféu Gonzagão (FIEP). PUBLICAÇÕES Mengele, a Natureza do Mal As Tábuas do Sol Erundina, a Mulher que Veio com a Chuva Atrás do Palanque Reféns do Passado Barcelona, Borborema A República na Lama Veneno na veia Solos do silêncio Os cem melhores poetas brasileiros do século As fugas do Sol O silêncio do delator O que sei de Lula