Aberlado Jurema Filho

Aberlado Jurema Filho, filho do acadêmico Abelardo de Araujo Jurema, é jornalista profissional desde 1972. Colunista do CORREIO da Paraíba, é advogado e defensor público aposentado do Estado da Paraíba, autor dos livros Paraiba Feminina (Textoarte 1992), Paraiba Masculina (Textoarte 1997), Paraiba sim Senhor (2002 Textoarte), Cesário Alvim 27 – Histórias do filho de umn exilado ( 2010 editora Universitária UFPB) e na Janela da Cidade (2014 editora JB). Tem no prelo o livro A Casa das Letras (Forma editorial)

Ângela Bezerra de Castro

Ângela Bezerra de Castro nasceu na cidade de Bananeiras, em 1 de outubro de 1942. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba, na turma de 1966. Também se licenciou em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Paraíba, em 1970. Posteriormente, especializou-se em educação, pelo Centro de Estudos de Pessoal, no Rio de Janeiro, e concluiu mestrado em Letras pelo Pontifícia Universidade Católica, em 1976. Defendeu seu doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no ano de 1982. No exercício do magistério, lecionou português e literatura brasileira no Colégio Estadual, no Instituto de Educação da Paraíba, na Escola Técnica Federal da Paraíba. Foi nomeada Superintendente da Escola de Serviços Público do Estado da Paraíba e membro do Conselho Estadual de Cultura. Como escritora, Ângela Bezerra publicou: “Releitura de A Bagaceira: uma aprendizagem de desaprender” (1987); ” Coletânea de Autores Paraibanos” (1989); “José Lins do Rego – Fortuna Crítica” (1990). Por sua qualidade literária, ganhou o prêmio José Américo de Literatura, em 1987, no Centenário de José Américo de Almeida; a medalha Augusto dos Anjos, outorgada pelo Governo do Estado, em 1985; e a comenda do Mérito de Serviço Literário da Academia Paraibana de Letras, em 1966. Ingressou na Academia Paraibana de Letras em 1 de outubro de 1999.

Astenio Cesar Fernandes

Médico, escritor e pesquisador, Astenio Cesar Fernandes foi eleito para a Academia Paraibana de Letras em 25 de fevereiro de 2010, ocupando a cadeira 25, vaga com o passamento do Acadêmico José Rafael de Menezes. Saudado pelo acadêmico José Loureiro Lopes, tomou posse no dia 07 de maio de 2010 em solenidade realizada no auditório do Espaço Cultural do UNIPÊ. Nascido em Campina Grande/Paraíba, em 20 de dezembro de 1947, Astenio é filho de Antonio Fernandes de Medeiros e Anna de Almeida Cesar Fernandes. É casado com a médica oftalmologista, e professora, Yone Maria Rocha Cesar Fernandes. Pai de Mariana Rocha Fernandes de Carvalho, Arthur Rocha Cesar Fernandes e Bruno Rocha Cesar Fernandes, é avô de Lara Fernandes de Carvalho e Lucas Fernandes de Carvalho. Sua formação, Astenio Fernandes contempla estudos secundários no Colégio Estadual Liceu do Ceará em Fortaleza; graduação em Medicina na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa/PB; residência médica e especialização (em oftalmologia) no Hospital São Geraldo – Serviço do professor Hilton Rocha – em Belo Horizonte/MG. Na Universidade Federal de Minas Gerais concluiu também tese de doutorado em Medicina, aprovada com nota máxima, em 1980. No hospital Hôtel-Dieu de Paris da Université Pierre et Marie Curie de Paris realizou pós-doutorado – sob orientação do professor Yves Pouliquen – no período de 1990 a 1991. Coordenando o Programa de Intercâmbio Internacional Brasil/França, celebrado pelo MEC e envolvendo o Hospital Lauro Wanderley (Brasil) e o Centro Hospitalar Universitário de Nice (França), estagiou no Hôpital Pasteur da Université Sophia Antipolis, em Nice/França, em 1998. Na Universidade Federal da Paraíba foi professor da disciplina oftalmologia, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), em Cursos de graduação e residência médica credenciada pelo MEC. No Centro de Ciências da Saúde foi fundador, coordenador adjunto e professor de didática, do Programa de Doutorado em Ciências da Saúde. Durante a atividade docente, idealizou e criou o Centro de Referência Oftalmológica (CEROF) e o Programa de Residência Médica, sendo coordenador de ambos, de 2002 a 2005. Na UFPB desempenhou outras atividades: membro do Comitê Local do PIBIC-CNPq, de 1998 a 1999; presidente do Conselho Curador da Fundação José Américo (por três períodos administrativos) e membro titular do Conselho Superior Universitário (CONSUNI) de 1999 a 2001; Diretor de Ensino Pesquisa e Extensão do Hospital Lauro Wanderley de 1996 a 2005. Docente, participou de bancas examinadoras de monografias de mestrado e teses de doutorado e orientou monografias de mestrado e outras pesquisas acadêmicas, nas Universidades Federais da Paraíba e Minas Gerais, nas áreas de Medicina, Engenharia de Produção e Enfermagem. Foi ainda palestrante, coordenador e debatedor, em mais de noventa Cursos, Seminários e Congressos, no Brasil e no exterior e membro e presidente de Comissões de Concurso Público para seleções de docentes e de médicos oftalmologistas de Hospitais Universitários. José Rafael de Menezes, prefaciando o seu livro inaugural em poesia (“Âkâsha – poemas”), afirmou: “Hoje, o convite de Astenio Cesar Fernandes me distingue e reconfirma as afinidades que cultivo com esse magnânimo poeta, cuja familiaridade com meu amigo José Américo de Almeida vem selar ainda mais a admiração que nutro pela sua pessoa (…). Astenio apresenta-nos versos livres, mas também ousa com sucesso a difícil técnica do soneto (…). Outra vertente por onde percorre o poeta Astenio é a liberdade. Foi assim que eu li Âkâsha. É isso que penso sobre sua significante obra”. Acerca deste livro, disse ainda, em “TESSITURAS”, a crítica literária e professora, Elizabeth Marinheiro: “Sou mesmo fissurada em livros. Daí porque recomendo a leitura de Âkâsha da autoria de Astenio Fernandes”. Em sua trajetória cultural, Astenio Fernandes apresenta outros títulos: membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico do Estado do Rio Grande do Norte; membro efetivo da Academia Paraibana de Filosofia; presidente do Comitê Diretor da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade – CNEC – Estado da Paraíba, de 1988 a 1989; presidente do Comitê Diretor da Associação de Cultura Franco-Brasileira, Aliança Francesa de João Pessoa, de 1996 a 1999; vice-presidente da União Brasileira de Escritores, Seccional/Paraíba, em 2007.

Carlos Antônio Aranha de Macedo

Carlos Antônio Aranha de Macêdo nasceu em João Pessoa, em 18 de março de 1946. Filho de Sebastião Ferreira de Macedo e de Antonieta Aranha de Macedo, é casado com a professora universitária Cléa de Macedo, ambos, pais de Alessandra, hoje, nutricionista. É um multiartista. Apesar de não ter concluído os cursos de Psicologia e Direito na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sua formação veio ao longo da vida, através da vocação para as artes e da militância cultural, que o fizeram se tornar uma das maiores referências entre os intelectuais do estado. Durante a Ditadura Militar no Brasil, viveu na clandestinidade por participar de movimentos estudantis de contestação ao regime autoritário. Presidiu a Associação Paraibana de Imprensa (API), onde coordenou o Movimento das Diretas Já, e foi editor de cultura dos jornais O Momento, O Norte, Correio da Paraíba e A União, onde editou o suplemento Caderno das Artes. Nas artes cênicas, trabalhou como ator e diretor de teatro, e teve seu talento reconhecido ao ganhar os prêmios de Melhor Espetáculo, com a peça “Despertar do Medo”, escrita por Marcos Tavares, e de Melhor Direção, por “Diário de um Louco”, do autor russo Nikolai Gógol, na Semana de Teatro da Paraíba dos anos de 1967 e 1968, respectivamente. Como cineasta, dirigiu o curta-metragem de ficção chamado “Libertação”. No ano de 1968, fundou o Grupo de Teatro Bigorna, em parceria com Fernando Teixeira e Jurandir Moura. Carlos Aranha assumiu uma posição de vanguarda na música paraibana, onde foi um dos fundadores da Tropicália. Lançou o disco “Sociedade dos Poetas Putos”, numa referência ao filme “Sociedade dos Poetas Mortos” de Peter Weir, e gravou as canções “Voltaire, Voltarei”, “Versos Íntimos”, uma adaptação do poema homônimo de Augusto dos Anjos, e “Barcelona, Borborema”, com base no livro de mesmo nome escrito por José Nêumanne Pinto. Todas as composições foram feitas em parceria com o cantor potiguar Gustavo Magno. Além disso, o artista teve duas produtoras musicais, a Safira e a Jaguaribe Produções, e até hoje guarda contratos e cartazes dos shows promovidos por ele. O paraibano foi uma das personalidades mais marcantes e inovadoras dos movimentos culturais ocorridos no estado na década de 1960. Seja no teatro, no cinema, ou através de seus artigos publicados nos jornais locais, Aranha demonstrava seu ponto de vista crítico e revolucionário, e sempre defendeu seu estilo artístico. Foi um dos autores do manifesto “Inventário do Feudalismo Cultural Nordestino”, juntamente com Jomard Muniz de Britto, Marcus Vinícius de Andrade, Raul Córdula, Dailor Varela, Caetano Veloso e Gilberto Gil. No ano de 1968, concorreu no II Festival Paraibano de MPB, cantando as músicas “Giramulher”, em parceria com seu irmão, o pianista Fernando Aranha, e a “Canção do Ter’, escrita por José Nêumanne Pinto. “Giramulher” foi executada junto com o grupo Os Quatro Loucos, dos integrantes Golinha Miranda, Floriano Miranda e Zé Ramalho, que trouxeram a inovação do som das guitarras elétricas para a apresentação. O espetáculo logo conquistou a platéia, que vaiou incessantemente ao ser anunciado o resultado final de que Carlos tinha ficado com o segundo lugar. De volta ao festival no ano seguinte, sua performance foi a mais marcante do evento. Vestindo um bustiê roxo, uma calça de veludo verde, um colar de couro com o símbolo hippie e usando batom, o paraibano cantou “Ivone Pelo Telefone”. No entanto, a irreverente apresentação não foi bem recebida pelos jurados e o artista ficou na décima colocação. Em 1970, ficou em quarto lugar no IV Festival Paraibano de MPB, onde cantou “Objeto de Utilidade Pública”. No ano seguinte, conquistou os prêmios de Melhor Letra, com a composição “Caminheiro”, feita em parceria com Gilvan de Brito, e Melhor Intérprete, com a canção “Por Qualquer Cem Mil Réis”, escrita juntamente com Cleodato Porto, no Festival Campinense da Canção. No ano de 2009, tomou posse como Membro Imortal da Academia Paraibana de Letras, em uma solenidade ocorrida no Teatro Santa Roza, na cidade de João Pessoa. Na ocasião, o escritor José Nêumanne Pinto destacou o protagonismo do artista. “Além de ser da minha geração, ele é o intelectual que mais contribui para a cultura paraibana. Pelas mãos dele e de sua força passaram os maiores artistas da Paraíba. Ele está ocupando o lugar que lhe é devido”, afirmou. Carlos Aranha é também é integrante da Associação dos Críticos Cinematográficos da Paraíba e da Academia Paraibana de Cinema. Apesar de ter escrito cerca de dez livros, entre poemas, ficção científica, crônicas, críticas e memórias, Carlos Aranha publicou apenas um deles, por considerar que os outros ainda não estão finalizados como deseja. Sua primeira obra editada foi “Nós – An Insight”, lançada em 2011. Feito em homenagem a Augusto dos Anjos, surgiu como um complemento ao que foi organizado pelo poeta paraibano, na tentativa de expressar o que ele diria se ainda estivesse vivo. O “Nós” faz referência ao trabalho do poeta homenageado, enquanto o “An Insight” fala do processo de criação literária, sempre marcado por pensamentos fragmentados e lampejos de criatividade que vem ao longo da construção artística. Através da união entre uma linguagem clássica e moderna, Carlos Aranha leva os leitores para uma verdadeira viagem pelo século XXI, a partir dos anos 60. “Falo dos sobreviventes daquela época, sobre o que eles viveram e como vivem agora”, contou ele. As poesias que compõem o livro são marcadas pelo tom crítico do autor, que jamais se mostrou contemplativo ou submisso diante da realidade. Com uma linguagem ousada, os textos de Carlos Aranha divagam sobre memórias dos tempos de repressão, a afetividade sexual, cânticos de amor à sua cidade natal e conversas com alguns amigos, como o escritor José Nêumanne Pinto e a compositora Cátia de França, entre outros temas. Nos últimos anos, trabalhou no jornal Correio da Paraíba, como membro do Conselho Editorial.

Tarcísio de Sousa Pereira

CADEIRA Nº 05 – Tarcísio de Sousa Pereira 3º Sucessor: Tarcísio de Sousa Pereira (atual ocupante) Ocupação: Jornalista e Publicitário Eleito: 28/04/2023 Posse: 15/06/2023 Saudação: Hildeberto Barbosa Filho Patrono: João Alcides Bezerra Cavalcanti (1891-1938) Fundador: Osias Nacre Gomes (1903-1994) 1º Sucessor: Sindulfo Guedes Santiago (1933-2005) 2º Sucessor: Oswaldo Trigueiro do Valle (1935-2022) 1. BIOGRAFIA Tarcísio Pereira é escritor, teatrólogo, jornalista e publicitário. Paraibano, o autor nasceu em 1965, na cidade de Pombal-PB, e tem uma intensa produção literária, além de criações e atuação no teatro, cinema e TV. É autor de vários livros e já recebeu diversos prêmios literários e dramatúrgicos em concursos nacionais de literatura e festivais de teatro. Com vários livros publicados, sua maior produção literária concentra-se em romances e dramaturgia. É também roteirista, ator, diretor de teatro e gestor cultural.   2. BIBLIOGRAFIA

Damião Ramos Cavalcanti

Cadeira nº 33 Presidente da Academia Paraibana de Letras Damião Ramos Cavalcanti, nascido na cidade de Pilar – PB, terra do escritor e romancista José Lins do Rego. Passou parte da sua infância em Itabaiana, quando, com seus 11 anos, foi estudar na cidade de João Pessoa, onde reside até hoje. Em 1966, viajou à Itália, onde, em Roma, realizou seus estudos de graduação e pós-graduação em Filosofia; em Paris, posgraduou-se em Sociologia da Educação pela Sorbonne, de 1978 a 1983. Professor da Universidade Federal da Paraíba, desde 1973, onde prestou uma larga folha de serviço como docente e dirigente. Participou da criação da UEPB em Guarabira, da UNIPÊ e da FESP em João Pessoa. Hoje, dedica-se a escrever seus livros, como membro da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB; da Academia Paraibana de Cinema – APC; da Associação Paraibana de Imprensa – API e da Academia Paraibana de Filosofia – APF. É advogado, escritor, poeta, cronista e Presidente da Academia Paraibana de Letras – APL

Eilzo Nogueira Matos

EILZO Nogueira MATOS, escritor, advogado, político e acadêmico, nasceu no sítio Gato Preto, localizado nos arredores do Município de Sousa, Paraíba, a 23 de junho de 1934, filho de Tiburtino Leite Matos Rolim e de Natércia Nogueira Matos. É pai de cinco filhos em primeiro matrimônio: Sandra, Sônia, Ênio, Francisco Carlos e José Fábio; com mais três, do segundo: Edna, Érica e Tiburtino. Eilzo cursou o primário e secundário em Sousa, Patos, Mossoró e Campina Grande, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife. Exerceu, inicialmente, entre vários outros cargos, o de advogado de ofício de Terceira Entrância. Foi presidente da Fundação Cultural do Estado da Paraíba, membro do Conselho Estadual de Cultura, do Conselho do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba, e, entre outros cargos e funções, diretor da Rádio Tabajara. Ao tempo em que comandava a emissora oficial, era também presidente do programa “Partners of the Americas”, na Paraíba, elaborando, com a ajuda do escritor, jornalista editor Evandro da Nóbrega, uma série de programas sobre a cultura paraibana, a fim de ser ouvida na rádio Latino-americana de Connecticut. Como político, Eilzo foi eleito para Deputado Estadual, em dias Legislaturas, em 1971 e em 1979, tendo, outrossim, exercido os postos de Secretário de Segurança Pública, em 1976 e secretário do Interior e Justiça do Estado da Paraíba, em 1978. Um feito marcante de sua vida pública foi a criação da Faculdade de Direito de Sousa, desde sua idealização até a instalação. Também sendo de sua lavra a criação do Festival de Inverno da cidade de Areia, reunindo intelectuais de todas as especialidades, para a discussão dos problemas culturais do país. Eilzo Matos é membro da Academia Paraibana de Letras. Afastado da militância político-partidária, recolheu-se à fazenda “Lagoa de Baixo”, de sua propriedade, no Município de Pombal.

Nº 24 – (2º SUCESSOR) EVALDO GONÇALVES DE QUEIROZ

CADEIRA Nº 24 2º SUCESSOR: EVALDO GONÇALVES DE QUEIROZ Patrono: Pedro Américo Figueiredo Mello (1843-1905) Fundador: Horácio de Almeida (1896-1983) 1º Sucessor: José Jóffily Bezerra de Mello (1914-1994) 2º Sucessor: Evaldo Gonçalves de Queiroz (1933-2025) 3º Sucessor: Francisco das Chagas Gil Messias (atual ocupante) 2º Sucessor: Evaldo Gonçalves de Queiroz (1933-2025) Ocupação: Político e professor Eleito: 05/05/1994 Posse: 05/05/1995 Saudação: Manuel Batista de Medeiros BIOGRAFIA EVALDO GONÇALVES DE QUEIROZ: Nasceu no município de São João do Cariri, Estado da Paraíba, no dia 15 de junho de 1933, e faleceu na cidade de João Pessoa, capital paraibana, no dia 22 de junho de 2021. Era filho de José Gonçalves de Queiroz e de D. Felismina Maria de Queiroz. Iniciou sua sólida formação humanística frequentando os bancos escolares do Colégio Diocesano Pio XI, na cidade de Campina Grande. No ensino superior, obteve dupla titulação ao graduar-se no curso de Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e, posteriormente, em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Homem de Estado, jurista e intelectual de invulgar espírito público, construiu uma das mais polivalentes e destacadas trajetórias na administração e na política paraibana na segunda metade do século XX. Iniciou sua vida profissional nos quadros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e na magistratura de pé, atuando com retidão como Promotor Público nas comarcas de Pocinhos e de Campina Grande. Sua reconhecida capacidade gerencial conduziu-o ao primeiro escalão do funcionalismo público, exercendo os cargos de Diretor de Educação e Cultura e de Secretário de Administração do município de Campina Grande. No âmbito do Poder Executivo Estadual, serviu à Paraíba com distinção ao assumir a Secretaria de Administração durante o governo de Ernani Sátyro, a Chefia da Casa Civil em 1973 e, posteriormente, a Secretaria de Ação Social e a Secretaria de Educação do Estado. Sua liderança política e trânsito partidário foram consolidados por meio do voto popular em sucessivos mandatos eletivos. Iniciou a carreira parlamentar como Vereador na Câmara Municipal de Campina Grande, alçando em seguida o parlamento estadual, onde exerceu o cargo de Deputado na Assembleia Legislativa da Paraíba por três legislaturas consecutivas. Na Casa de Epitácio Pessoa, destacou-se pela firmeza doutrinária e poder de articulação, atuando como Líder do Governo de Ivan Bichara (1976–1978) e alcançando o ápice do Legislativo ao ser eleito Presidente da Assembleia Legislativa (1985–1986), investidura que o levou a assumir o cargo de Governador Interino do Estado da Paraíba no ano de 1985. No cenário federal, representou o povo paraibano como Deputado Federal no Congresso Nacional por duas legislaturas (1986–1994), participando ativamente dos debates nacionais e do colegiado da Assembleia Nacional Constituinte. Paralelamente às lides partidárias e administrativas, Valdo Gonçalves de Queiroz foi um dedicado educador, exercendo o magistério com profundo zelo em diferentes níveis de ensino. No curso médio, lecionou História Geral e do Brasil no Colégio Diocesano Pio XI, no Colégio Estadual de Campina Grande e no Colégio Técnico de Administração. No ensino superior, regeu as cátedras de Geografia Humana na Faculdade de Ciências Econômicas de Campina Grande, de Geografia Econômica na Faculdade de Ciências da Administração da Universidade Regional do Nordeste (URNE, atual UEPB) e a disciplina de Estudos de Problemas Brasileiros nos campi da UFPB. Sua notória competência na área educacional e de planejamento garantiu-lhe assento como Membro do Conselho Estadual de Educação (CEE-PB) e como membro efetivo da Associação Brasileira de Técnicos em Administração. Como escritor, ensaísta e memorialista, legou uma expressiva produção voltada à análise sociopolítica, histórica e cultural do estado, colaborando com artigos de opinião na imprensa paraibana e registrando em livros a memória das lutas de seu tempo. Em reconhecimento ao seu indiscutível saber jurídico e humanístico, à sua dedicação à instrução pública e ao valor imperecível de sua atuação cívica em favor da sociedade, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 08, que tem como patrono o historiador e jurista pilar da instituição, diplomando-se imortal na Casa de Coriolano de Medeiros, onde prestou relevantes serviços à cultura e à salvaguarda das letras paraibanas. PUBLICAÇÕES Ocidentes: legados e perspectivas  A América pré-colombiana Nossa primeira defesa (discurso de orador de turma) Do horário do comércio (parecer) Do “Quorum” nas câmaras de vereadores (parecer) Capitalismo: crises e alternativas Geografia humana: Conceito e objetivo Modelos de código tributário municipal Manuais de serviço tributário e patrimônio Plano de classificação de cargos A verdade, somente averdade  Integração política: fatos de segurança nacional A revolução brasileira: desenvolvimento e modelo político Festa do dever cumprido José Américo: profeta em sua terra João Calmon: cidadão do Brasil Da recompensa de ser Deputado Da hora e da vez de agradecer Argemiro: líder do seu povo Sonho de estudante, lição de eternidade Afonso Campos e Campina naprimeira república Três discursos: Mais um dos nossos – A grandeza doquotidiano e Ouvir ou ver estrelas? O mundo começa em Campina Epitácio contra o epitacismo?  Auroras que jamais entardecerão A hora é esta! o nordeste não pode mais esperar À Paraíba sempre Meu capital é o trabalho Valeu, amigos! Memória política Alegria de poder voltar Elpídio: o homem – encontro Signos da Paraíba Cristiano Lauritzen